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Anvisa autoriza estudo sobre dose de reforço da Pfizer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (18) o estudo clínico para testar uma possível dose de reforço da vacina Cominaryt, da Pfizer. 

Será um estudo clínico para que o laboratório possa avaliar a segurança, a capacidade de dar uma resposta imune e a eficácia de várias estratégias de reforço da vacina em diferentes populações de participantes, como por exemplo, grupos etários, que receberam previamente 2 doses da vacina no estudo inicial.

O estudo pretende recrutar 443 participantes no centro clínico do Hospital Santo Antônio da Associação Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador (BA) e 442 participantes no CEPIC – Centro Paulista de Investigação Clínica e Serviços Médicos, em São Paulo (SP).

Serão incluídos participantes a partir dos 16 anos de idade que tomaram as duas doses da vacina da Pfizer (BNT162b2) há pelo menos 6 meses, no estudo inicial do imunizante.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Sputnik V não protege eficientemente contra variante Beta, diz estudo

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Sputnik V não protege eficientemente contra a variante Beta, diz estudo
Isabela Silveira

Sputnik V não protege eficientemente contra a variante Beta, diz estudo

Ensaios clínicos realizados no final do ano passado demonstraram que a Sputnik V é 91,6% eficaz contra a Covid-19. A vacina russa já tem sido usada em países como Argentina, México, Hungria, além da própria Rússia. Um novo estudo buscou certificar a eficácia do imunizante em neutralizar as mutações do coronavírus e concluiu que a vacina é segura contra a variante Alfa (Reino Unido), mas não tão eficiente contra a Beta (África do Sul). A pesquisa, contudo, não testou a variante Delta, dominante em muitos locais.

A pesquisa publicada pela “Nature Communications” observou amostras de soro de 12 voluntários na Argentina, um mês depois essas pessoas receberem as duas doses da vacina Sputnik V. A equipe liderada pelo Dr. Benhur Lee analisou a capacidade neutralizante da vacina russa contra duas variantes comuns no país latino: a variante Alpha, que surgiu no Reino Unido, e a variante Beta, que apareceu na África do Sul.

Para o experimento, eles usaram vírus recombinantes, que carregam mutações na proteína S, encontradas também nas variantes. O vírus utiliza essa proteína para entrar nas células humanas. Além disso, os cientistas examinaram a mutação E484K, que também ocorre na proteína S e está presente em outras variantes, como a Gama, variação brasileira.

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Os resultados do estudo apontaram eficácia satisfatória na neutralização da Alpha, moderada contra a mutação E484K e reduzida em oposição à variante Beta.

Os pesquisadores afirmam que, embora a amostra utilizada seja pequena, indicando a necessidade de estudos maiores, os resultados podem ser considerados representativos. Dessa maneira, a capacidade da variante Beta e da mutação E484K escapar da neutralização de anticorpos sugere dificuldades no controle de algumas variantes.

Isso não significa, contudo, que a Sputnik V e outras vacinas não funcionem. Os autores do estudo acreditam, porém, que elas precisam ser atualizadas a fim de aumentar a eficácia contra as variantes emergentes que tem preocupado os especialistas em saúde.

Fonte: IG SAÚDE

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