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Antes da vacinação, Brasil já tinha 15% da população infectada por Covid-19

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Antes da vacinação, Brasil já tinha 15% da população infectada por Covid-19
Fusion Medical Animation/Unsplash

Antes da vacinação, Brasil já tinha 15% da população infectada por Covid-19

O resultado mais novo da pesquisa EpiCovid-19 BR, que percorre o Brasil aplicando testes de anticorpos em parte da população para avaliar a extensão da epidemia da doença indica que até abril cerca de 15% da população já tinha sido exposta ao vírus. O número variou bastante de estado para estado, indo de 9,89% no Ceará até 31,4% no Amazonas.

Os números foram anunciados nesta quarta-feira à tarde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que herdou a coordenação do estudo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), idealizadora do projeto de pesquisa no ano passado.

A prevalência da doença foi medida entre janeiro e abril deste ano, quando a campanha de vacinação já estava ocorrendo no país. Os resultados positivos para Covid-19 saíam das pessoas que já tinham contraído o vírus ou já tinham sido vacinadas, porque o diagnóstico usado não fez distinção.

Como só 1% dos voluntários testados relatou ter sido vacinado, porém, o resultado da estimativa de presença do vírus em si se manteve com pouca margem de erro. Ao todo, foram testadas 120 mil pessoas em 133 municípios.

Segundo comunicado divulgado pela Unifesp, apesar de os números revelarem um espalhamento relativamente grande da Covid-19, os números ainda são baixos para que se possa estimar uma contribuição de pessoas que sobreviveram ao vírus para uma imunidade coletiva no país.

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“A soroprevalência registrada é significativamente menor do que as previsões até então divulgadas sobre a proporção de casos assintomáticos faria supor”, afirmou o comunicado.

Os números mais recentes, porém, revelam um avanço progressivo e persistente da doença no país, em relação a outros três momentos em que a pesquisa percorreu o Brasil.

No primeiro, em maio de 2020, a soroprevalência 2,9%, no segundo, em junho de 2020, subiu para 4,6%, mantendo-se estável até o fim daquele mês. Apenas bo quarto inquérito, no fim de agosto de 2020, prevalência caiu inesperadamente para 1,2%, e os cientistas não sabem explicar bem por quê. Como os testes de anticorpos detectam também infecções passadas, não se esperava que a prevalência diminuísse.

O grande intervalo entre a realização da primeira e da segunda etapas da pesquisa ocorreu após o Ministério da Saúde retirar o financiamento que estava proporcionando aos pesquisadores. A pesquisa foi retomada com ajuda da iniciativa Todos pela Saúde, do Itaú Unibanco, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo(Fapesp).

Na nova fase, assumiu a liderança do projeto o médico Marcelo Burattini, professor da Unifesp. A universidade distribuiu hoje comunicado com os números novos, mas não publicou ainda o relatório técnico com os resultados da EpiCovid-19 BR, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Como o Brasil é um país onde os índices de testagem para coronavírus são relativamente baixos, epidemiologistas consideram esse projeto essencial para estimar a dimensão da pandemia no país.

Fonte: IG SAÚDE

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Tendência de morte por câncer de mama aumenta entre mulheres negras

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Pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou uma tendência de aumento na taxa de mortalidade por câncer de mama entre mulheres negras, enquanto entre as mulheres brancas a tendência foi de redução, considerando a população do estado de São Paulo, no período de 2000 a 2017.

O estudo Disparidades raciais na mortalidade por câncer de mama de 2000 a 2017 em São Paulo, Brasil, realizado por pesquisadores do Caism – Hospital da Mulher José Aristodemo Pinotti, foi publicado pela revista BMC Cancer.

Segundo dados apresentados no estudo, houve 60.940 mortes registradas por câncer de mama no estado no período, 46.365 em brancas e 10.588 em mulheres negras, conforme apontam os pesquisadores. As taxas de mortalidade para 100 mil mulheres em 2017 foram de 16,5 nas brancas e 9,6 nas negras. Em 2000, as taxas foram de 17,1 e 7,4, respectivamente.

De acordo com os pesquisadores, a redução da mortalidade por câncer de mama é o resultado de melhor acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno, citando ainda a evolução terapêutica, o desenvolvimento de novos fármacos e terapias específicas como fatores de impacto nesses resultados.

A conclusão do artigo relata que as divergências observadas entre mulheres brancas e negras podem indicar desigualdade no acesso a cuidados de saúde de alta complexidade nesta área.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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