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Antaq: alterações no clima podem causar perdas no setor portuário

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As alterações no clima causadas pela emissão de gases de efeito estufa podem causar perdas econômicas no setor portuário brasileiro, em razão de maior vulnerabilidade dos terminais a fenômenos como vendavais, ressacas, tempestades e problemas decorrentes do aumento no nível do mar. É o que mostra estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgado hoje (22).

Segundo o levantamento, os vendavais já são apontados como a ameaça climática mais crítica para o setor portuário nacional. Sete, de 21 portos públicos localizados na costa do país e que foram pesquisados já estão em risco alto ou muito alto em relação a esse aspecto. Em 2050, esse número poderá saltar para 16.

Entre os portos mais ameaçados por vendavais estão os de Imbituba (SC), Santos (SP), Recife (PE), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ).

Além desses terminais portuários, também integram o levantamento os portos de: Angra dos Reis (RJ), Aratu-Candeias (BA), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Itajaí (SC), Itaqui (MA), Natal (RN), Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), São Francisco do Sul (RS), São Sebastião (SP), Suape (PE) e Vitória (ES).

Segundo o documento, a questão é preocupante porque pode levar à interrupção da navegação nas regiões portuárias e até mesmo à inundação de pátios de terminais e áreas próximas, a exemplo das zonas urbanas. Além disso, essas ameaças, segundo o estudo, acarretam aumento dos custos dos complexos marítimos, afetando um setor que é responsável por cerca de 95% da corrente de comércio exterior do país.

Ranking

Para chegar ao ranking o estudo analisou os impactos da emissões de gases do efeito estufa com base em projeções para 2030 e 2050 e com dois cenários, um mais moderado e outro de alta emissão das concentrações desses gases. Esse cenário é o mais próximo das tendências observadas nas medições atuais das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera.

No ranking de ameaças por vendavais, o estudo apontam que, atualmente, 33,3% dos portos pesquisados já possuem um risco classificado como alto ou muito alto. Ao analisar essa situação em cenários futuros, a pesquisa mostra um “significativo aumento” desse risco, o qual, no cenário mais brando, aponta para que 57,1% e 66,7% dos portos, para 2030 e 2050, respectivamente, sejam classificados como de risco “alto” ou “muito alto”.

Em relação ao cenário de maior emissão de gases do efeito estufa, a classificação de risco sobe ainda mais, atingindo risco alto ou muito alto em 76,2% dos portos no período de 2050.

Além dos vendavais, o estudo também traz dados acerca dos riscos climáticos associados a tempestades e ao aumento do nível do mar. Em relação a tempestades, o estudo mostra que não são previstas mudanças bruscas no nível do risco para os 21 portos públicos, dado que 16 portos apresentaram resultados constantes ao longo do período analisado.

Já no que diz respeito a ameaça de aumento no nível do mar, entre os portos analisados, onze deles — Aratu (BA), Paranaguá (PR), Rio Grande (RS), Santos (SP), São Francisco do Sul (SC), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Imbituba (SC), Itaguaí (RJ), Recife (PE) e São Sebastião (SP) — possuirão, em 2030, risco classificado como alto ou muito alto.

O estudo ressalta ainda que, partir do ranking dos portos com maior risco de tempestade, vendaval e aumento do nível do mar em 2050 e no cenário de maior emissão de gases do efeito estufa foi possível observar que alguns portos mantiveram-se entre os cinco primeiros em pelo menos duas das ameaças analisadas.

O porto de Aratu-Candeias ficou em segundo lugar em relação a ameaça de tempestade e primeiro  em aumento do nível do mar; o de Rio Grande ficou em primeiro lugar em tempestade e segundo em aumento do nível do mar. O de Recife ficou em quinto lugar em tempestades e primeiro em vendavais. O de Santos, ficou em 3º lugar em vendavais e quarto em aumento do nível do mar; e o de São Francisco do Sul, ficou em quarto lugar em tempestades e quinto em aumento do nível do mar.

Com base nos dados obtidos, o documento enumera uma série de ações para mitigar os efeitos dessas ameaças. Entre elas estão mudanças de engenharia, como diversificação das ligações terrestres para o porto/terminal, construção de infraestruturas de abrigo, ampliação do processo de dragagem, melhoria da qualidade dos acessos ao porto/terminal, além de medidas de seguro e alteração do sistema de gestão

Para a Antaq, apesar dos estudos sobre os riscos climáticos para o setor ainda estarem em fase inicial, servirão para auxiliar na elaboração de políticas públicas voltadas para o setor aquaviário, e para possíveis medidas de adaptação a serem implementadas no portos para aumentar a capacidade de enfrentar os impactos das mudanças do clima.

“O setor portuário brasileiro já vem sentido os efeitos das mudanças do clima e, com a intensificação prevista para esses efeitos, os impactos sentidos serão cada vez mais severos, com potencial de gerar uma série de prejuízos para os portos e para economia nacional”, diz o documento.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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Policiamento é mantido nos complexos do Jacarezinho e Muzema, no Rio

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A Polícia Militar (PM) mantém hoje (20) 250 homens na comunidade do Jacarezinho, zona norte da capital, e 100 na comunidade da Muzema, na zona oeste, onde cerca de 1.300 policiais militares e civis realizaram ontem (19) ações operacionais integradas. A ação visa a retomada de território nas duas áreas da cidade que sofrem influência do tráfico e de milícias. Nos locais, o governo fluminense pretende iniciar a implantação de um programa de segurança pública aliado a intervenções urbanísticas e sociais.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, até o momento, não houve alteração nesta quinta-feira (20). Já a Polícia Civil disse que, nesta segunda etapa da operação, ela dá seguimento ao “seu papel de polícia judiciária no processo de inteligência e investigação”, enquanto os policiais militares permanecem baseados nas comunidades.

A ação conjunta na área do Jacarezinho e adjacências foi iniciada ao amanhecer de ontem (19), com o ingresso no terreno de tropas de três unidades do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar: Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq ) e Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Foram mobilizadas também tropas da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) e de unidades operacionais do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), responsáveis por parte da zona norte, centro e zona sul do município do Rio de Janeiro.

Mandados

Os policiais civis entraram na comunidade do Jacarezinho para cumprimento de 42 mandados de prisão contra criminosos da facção atuante no tráfico local, 13 de busca e apreensão de adolescentes e um de busca e apreensão de um maior de idade. Uma aeronave da Polícia Civil também foi empregada, fazendo sobrevoos na área para dar apoio aos policiais que atuavam no terreno.

No complexo da Muzema, que engloba as comunidades da Tijuquinha e do Banco, a operação começou por volta das 10h, com a chegada de policiais militares do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) e de unidades operacionais do 2º CPA, que atuam na zona oeste e parte da zona norte, além de grande contingente de policiais civis. Na área da Muzema, que sofre influência de milícias, a operação teve como foco o combate ao comércio ilegal de gás de cozinha, crimes ambientais e construções irregulares.

Nas duas ações, a Polícia Militar empregou cerca de 800 policiais e a Polícia Civil em torno de 500 agentes. Foram empregados veículos blindados e houve reforço no patrulhamento das vias expressas, especialmente as mais próximas aos dois complexos de favelas.

As duas ações foram monitoradas em tempo real no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Os policiais devem permanecer nas duas comunidades por tempo indeterminado. Até ontem à noite, dois homens foram presos na Comunidade do Jacarezinho, sendo apreendidos material para embalo de drogas e entorpecentes. Na Muzema, 33 suspeitos foram conduzidos às 16ª e 42ª delegacias policiais.

O governador Cláudio Castro vai anunciar detalhes do programa de segurança pública aliado a intervenções urbanísticas e sociais no próximo sábado (22), em local e horário ainda a serem definidos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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