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Angra 2 bate recorde de produção de energia

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A Usina Nuclear Angra 2 atingiu um marco histórico. A unidade que entrou em operação comercial em 2001 alcançou a produção acumulada de 200 milhões de MWh, no dia 19 deste mês. O recorde ocorreu três dias antes de a Eletronuclear iniciar, na última segunda-feira (22), parada de reabastecimento de combustível de Angra 2, com redução do número de atividades e de profissionais envolvidos, em função da pandemia do novo coronavírus.

A usina gerou energia durante 13 meses de forma contínua. O fator de capacidade – energia gerada pela unidade em comparação com sua capacidade – foi de 99,43% no período.

Para o diretor de Operação e Comercialização da Eletronuclear, João Carlos da Cunha Bastos, esse desempenho pode ser atribuído à qualidade do projeto; ao rigoroso trabalho das áreas de operação e manutenção, baseado nas melhores práticas internacionais; e ao profissionalismo do quadro funcional da empresa.

“O comprometimento dos nossos colaboradores com segurança e eficiência permanece inalterado, mesmo no contexto de pandemia que estamos enfrentando. Os bons resultados que temos obtido são prova disso”, comemora.

O presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, também ressalta o empenho dos colaboradores da companhia.

“Esse marco é importante não só pela quantidade de megawatts-hora gerados, mas, também, pela maneira como essa energia tem sido produzida nos últimos anos, de forma segura e confiável. Isso indica a dedicação de toda a empresa na excelência da operação das usinas”, avaliou.

 

 

Edição: Lílian Beraldo

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Como buscar renda na crise? Veja 6 dicas dadas por especialista

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Veja dicas dadas pelo especialista em empreendedorismo para buscar renda durante a crise

crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19 é a maior da história recente. No Brasil, a taxa de  desemprego está em 13,3% e o país perdeu quase 9 milhões de postos de trabalho em três meses. Com um cenário tão ruim, é preciso buscar soluções para garantir ou aumentar a renda.

O iG conversou com Edson Barbero – coordenador do Centro de Empreendedorismo da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) – para entender como se deve buscar fontes de renda neste momento.

“O brasileiro é um povo  empreendedor, que passa por crises há muitos anos. Essa não é a primeira crise econômica que um brasileiro enfrenta. Uma parte é criativa e está criando produtos, fazendo o chamado ‘empreendedorismo de necessidade'”, explicou Barbero.

Veja dicas dadas pelo especialista em empreendedorismo para buscar renda durante a crise.

1. Reconheça suas habilidades e as utilize para enfrentar a crise

“Em vez de dar inicialmente uma lista de possibilidades aos leitores, sugiro que as pessoas façam uma auto análise e pensem no que elas fazem bem, que usem uma inteligência intrapessoal. O que eu tenho de competências? O que eu faço que as pessoas elogiam?”, diz o especialista.

Segundo ele, essa habilidade pode ser diferente daquilo com o que você trabalha ou até um complemento. 

“Por exemplo, uma cabeleireira que teve de  fechar o salão por conta da pandemia. Ela tem outras habilidades, como o bom relacionamento. No bairro, ela conhece muita gente, é uma pessoa simpática e muito bem introduzida naquele território e grupo. Talvez seja interessante ela pensar que não é só cabeleireira, mas ela pode usar a competência dela de bons relacionamentos para fazer vendas diretas, por exemplo”, explica Barbero.

Para o especialista, reconhecer suas habilidades e talentos pode indicar onde terá sucesso para empreender ou até ao buscar um novo emprego.

2. Busque capacitação e aprimoramento

O especialista cita que, com a pandemia, muitas pessoas começaram a fazer produtos em casa e a vendê-los: marmitas, artesanatos e até máscaras de pano. Mas para que o comércio tenha sucesso, é preciso buscar capacitação e aprimorar o produto com o passar do tempo.

“A economia é punitiva à improdutividade. Quem não fizer o caminho para o desenvolvimento, para o profissionalismo, não resistirá pós-pandemia. É necessária capacitação, não só com estudos, mas também com o aprimoramento prático do que está vendendo”, diz ele, citando iniciativas como os cursos oferecidos pelo  Sebrae, mas também a melhoria contínua dos produtos ou serviços.

3. Se estiver buscando emprego, não diga que ‘topa qualquer coisa’

O especialista afirma que “atirar para todos os lados” pode te prejudicar ao buscas novas possibilidades de renda. 

“Dizer ‘eu faço qualquer coisa que me der dinheiro, estou desesperado’ é ruim, porque pessoas que vão te contratar ou gerar uma oportunidade de negócios não gostam de ouvir que você faria qualquer coisa. As pessoas querem ouvir que você quer se dedicar a um determinado conjunto de ramos”, explica Barbero. 

Além disso, o segundo problema desse tipo de pensamento ou de fala é que a pessoa se “auto reduz”, de acordo com o especialista. Por isso, é importante se analisar e refletir sobre um plano baseado nas suas aptidões, como mostra a dica 1.

4. Exponha seu produto ou serviço na internet

O comércio digital é inevitável nos dias de hoje. “Repense seu negócio, mesmo que informal, para o ambiente digital da internet”, diz o especialista. 

Para ele, é evidente que as carreiras do presente e do futuro envolvem tecnologia, marketing digital, mídias sociais – e o  atendimento ao cliente, logística e o comércio passam a ser online.

Uma dica é usar criar contas do seu serviço ou produto nas redes sociais, como no  WhatsApp e no Instagram.

5. Una-se à sua comunidade

O momento de crise pede união. Juntando-se a pessoas da sua comunidade, é possível se ajudar e impulsionar os produtos e serviços, gerando renda.

“É importante e interessante o reforço do associativismo. Busque organizações e associações locais, articule-se na sua localidade. Você pode tentar fazer uma feira online com pessoas do seu bairro, por exemplo. Na hora que a crise pega, o ser humano tem que se unir, é preciso aumentar o nível de cooperação”, afirma Barbero.

6. Vivemos em sociedade e nem tudo depende de você

Edson Barbero pondera que, apesar das dicas, é importante ter consciência de que vivemos em um  país desigual e que as oportunidades são muito diferentes de acordo com a renda familiar. 

“É preciso ser solidário pela falta de capacitação e pelas condições sociais. A maior parte das pessoas no Brasil não tem educação formal e também falta educação de empreendedorismo”, diz ele.

O desemprego gera também pressões psicológicas nas pessoas, que se sentem inúteis e incapazes. “As pressões são grandes, as pessoas são sobrecarregadas não só pela questão de dinheiro, mas também pelo receio e pelo medo – questões emocionais que as abatem neste momento.”

Até para quem continua empregado, o especialista lança um alerta. “Se estiver empregado, pense em atividades autônomas de geração de renda em paralelo. Porque nós vamos cada vez mais viver em um mundo perigoso do ponto de vista econômico: mais crises, mais desemprego. Infelizmente não são boas notícias à nossa frente”, afirma ele.

Mas apesar de termos um cenário socialmente ruim, é preciso buscar soluções com um certo otimismo.

“Não é fácil. Temos que pensar que vamos sair dessa. É preciso ter o realismo de que a coisa não está boa, mas manter um olhar de ânimo de que precisamos seguir em frente”, diz o especialista.

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