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Anatel autoriza empresa de Elon Musk a oferecer internet no Brasil

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Elon Musk, dono da SpaceX
Steve Jurvetson/Flickr

Elon Musk, dono da SpaceX

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou nesta sexta-feira (28) a empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk, a oferecer internet via satélite do seu programa Starlink no Brasil.

A companhia adquiriu o direito de exploração de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita até 2027. Anteriormente, a agência avaliou conceder o direito até 2033, mas reduziu o prazo por conta do “caráter pioneiro” da tecnologia, que pode ter impactos ainda não previstos.

A oferta final de banda larga para os consumidores poderá ser realizada por qualquer empresa autorizada pela Anatel que contrate a capacidade da rede Starlink. A própria SpaceX também poderá oferecer internet diretamente para os consumidores se obtiver uma autorização para ingressar nesse mercado.

“É do interesse da empresa o provimento do acesso à internet para cliente distribuídos em todo o território brasileiro, o que certamente será bastante oportuno para escolas, hospitais e outros estabelecimentos localizados em áreas rurais e remotas”, afirmou o conselheiro e presidente interino da Anatel, Emmanoel Campelo.

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A internet via satélite da empresa de Elon Musk deve ser direcionada a clientes que ficam em locais mais afastados, sobretudo zonas rurais, e que, portanto, não têm acesso fácil à internet via cabo.

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Hackers roubam contas antes mesmo de cadastro, descobre pesquisa

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Hackers têm método para roubar conta previamente
Unsplash/Mika Baumeister

Hackers têm método para roubar conta previamente

Ficar preocupado com a segurança das suas contas online é normal. Ficar preocupado com suas contas online que ainda não foram criadas pode parecer estranho, mas não é. Uma pesquisa da Microsoft descobriu ser possível hackear um cadastro antes mesmo de o usuário criá-lo. Dropbox, Instagram, LinkedIn, WordPress e Zoom são algumas das plataformas vulneráveis a esses ataques.

O chamado account pre-hijacking — algo como “pré-sequestro de conta”, em tradução livre — se aproveita dos muitos vazamentos de e-mails já ocorridos. O responsável pelo ataque pega um destes e-mails e cria uma conta em um site.

Depois, é só esperar o dono do e-mail se cadastrar, ou induzi-lo a isso. Aí, há cinco tipos de ataques que podem ocorrer, dependendo das vulnerabilidades do site:

  1. A classic-federated merge (CFM, ou “junção clássica federada”): a plataforma une a conta criada pela vítima com a feita pelo hacker. Como o site dá a opção de single sign-on (autenticação única), o usuário não muda a senha, e o responsável pelo ataque continua com acesso à conta.
  2. O unexpired session attack (US, ou “ataque de sessão não-expirada”): o hacker usa um script e segura a sessão ativa após criar a conta. Quando a vítima faz seu cadastro e reseta a senha, aquela sessão pode continuar válida, e o responsável pelo ataque mantém seu acesso.
  3. O trojan identifier (TID, ou “trojan identificador”): o hacker faz o cadastro, mas o associa a uma conta sua em um provedor de identificação. Quando a vítima reseta a senha, o responsável pelo ataque continua com acesso.
  4. O unexpired email change (UEC, ou “troca de e-mail não-expirada”): o hacker muda o e-mail da vítima para seu próprio, recebe a mensagem para confirmar a troca, mas não clica no link. Quando a vítima redefine a senha, ele confirma a mudança e mantém seu acesso.
  5. O non-verifying identity provider attack (NV, ou “ataque de não-verificação do provedor de identidade”): o site não verifica quem é o dono da conta em um provedor de identidade ao criar a conta, permitindo abusos por meio de serviços como Okta ou Onelogin.

Instagram, LinkedIn e Zoom permitiam ataques

Os pesquisadores da Microsoft testaram estes métodos de ataque em diferentes sites. Eles descobriram que o ataque de sessão não-expirada é o mais comum.

Entre as plataformas vulneráveis, alguns nomes se destacam, como Dropbox, Instagram, LinkedIn, WordPress e Zoom. Todas elas foram informadas dos problemas e a maioria consertou as brechas.

E por que esse tipo de falha é tão comum? Para os responsáveis pelo estudo, o principal motivo é querer simplificar ao máximo o cadastro. Isso facilita a vida do cliente e faz as empresas conseguirem mais usuários. Por outro lado, a segurança acaba comprometida.

Para se proteger, as melhores recomendações são ativar a autenticação multi-fatores e usar a opção de encerrar todas as sessões ativas.

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