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Amoêdo diz que bolsonaristas do Novo devem procurar outra sigla em 2022

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Amoêdo para bolsonaristas do Novo: 'Estão no partido errado'
O Antagonista

Amoêdo para bolsonaristas do Novo: ‘Estão no partido errado’

Um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, o administrador João Amoêdo usou suas redes sociais para se posicionar contra parlamentares, eleitos pela sigla, alinhados ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Amoêdo, que disputou as eleições presidenciais em 2018, afirmou: “Cabe ao partido, em 2022, selecionar pessoas que compartilhem da visão de longo prazo do NOVO e aos mandatários, alinhados ao governo Bolsonaro, procurar uma legenda que os represente”.

Ainda de acordo com o administrador, o Novo não deveria defender a PEC do Voto Impresso, bandeira defendida por Bolsonaro e seus apoiadores . “Hoje, mais uma vez, assistiremos deputados que foram eleitos pelo NOVO, por fazerem parte de uma instituição, se posicionando contra o que defende a instituição”, continuou.

Inclusive, Amoêdo citou que alguns parlamentares se colocaram contra o impeachment do presidente da República, algo que desagradou o administrador. “Foi assim quando se colocaram contra o impeachment, quando se colocaram contra uma pré-candidatura à presidência da República e agora novamente quando defendem o voto impresso”, declarou.

Por fim, o ex-presidente do Novo ainda parabenizou o PSDB, que se posicionou contra o voto impresso: “Parabéns ao @PSDBoficial pelo posicionamento claro, objetivo e correto sobre o voto impresso. Espero que o próximo seja a favor do impeachment. #12SetPeloImpeachment”, finalizou.

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Estados Unidos descartam lockdown; OMS alerta para novos surtos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (29) que a variante Ômicron do novo coronavírus impõe alto risco de novos surtos de infecção.

A OMS advertiu as 194 nações afiliadas de que a possibilidade de um novo surto pode ter consequências severas, mas ressaltou que nenhuma morte foi registrada até o momento em decorrência da nova variante.

Também hoje, o presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou em discurso na Casa Branca que a nova variante é motivo de preocupação, mas não de pânico. Segundo Biden, a variante chegará em solo americano cedo ou tarde; portanto, a melhor abordagem no momento é a vacinação.

Na próxima quinta-feira (2), a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, divulgará uma nova estratégia para lidar com a pandemia e suas variantes durante o inverno. Joe Biden adiantou que o plano não incluirá novas ações restritivas à circulação de pessoas ou contenção de aglomerações. “Se as pessoas estiverem vacinadas e usarem máscaras, não há necessidade de novo lockdown [confinamento]”, afirmou.

O presidente ressaltou, entretanto, que ainda demorará algumas semanas até a comprovação da eficácia dos imunizantes disponíveis contra a Ômicron.

O especialista em saúde Anthony Fauci, conselheiro do governo nas ações contra a pandemia, disse que que o país “obviamente está em alerta vermelho”. “É inevitável que se espalhe amplamente”, afirmou em entrevista a uma rede de televisão neste sábado (27), de acordo com a agência internacional de notícias Reuters.

Segundo projeções de órgãos de saúde internacionais, o número de casos da variante Ômicron deve ultrapassar 10 mil nesta semana, em comparação aos 300 registros feitos na semana passada, informou o professor Salim Abdool Karim, infectologista que trabalha no combate à pandemia no governo sul-africano.

Ontem (28), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, denunciou em redes sociais o que chamou de abordagem “injustificada e anticientífica” em relação país. Para Ramaphosa, o fechamento de fronteiras e a proibição de voos de países da África Austral fere profundamente economias que dependem do turismo, além de serem “uma espécie de punição pela capacidade científica de detectar novas variantes”.

O presidente da África do Sul fez um apelo para que autoridades internacionais não estabeleçam restrições de voo para a região.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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