Educação

Alunos da rede estadual do Pará voltarão às aulas presenciais em 2021

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As aulas presenciais da rede estadual de ensino no Pará só serão retomadas em 2021. O comunicado foi feito na tarde desta terça-feira (27) pelo governador Helder Barbalho. Devido a pandemia de covid-19, as atividades presenciais foram suspensas no estado em 18 de março

Escola Presidente Costa e Silva em  Belém do ParáEscola Presidente Costa e Silva em  Belém do Pará

Escola Presidente Costa e Silva em Belém do Pará – Jader Paes/Agência Pará

Segundo o governo, a decisão visa assegurar a proteção da saúde e segurança da comunidade escolar no enfrentamento ao novo coronavírus, e é baseada “no conhecimento científico e nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS)”. O governador afirmou que espera que o retorno seja em um cenário no qual a vacina já seja uma realidade.

Segundo o governador, a decisão foi tomada em conjunto com a secretaria de educação para garantir a saúde e a proteção das pessoas. “Pensando em saúde e em proteger nossos alunos, a decisão acertada é que não haja o retorno das aulas presenciais, para que as escolas não venham a ser um ambiente de transmissão viral e que isto possa potencializar a circulação do vírus, colocando em risco a vida das pessoas e, eventualmente, colapsando o sistema de saúde.”

O governador afirmou que as aulas remotas seguem até o final de 2020 para os 575 mil estudantes da rede pública estadual de ensino. “Continuaremos com as aulas remotas e com as ações para os nossos alunos que estão concluindo o ensino médio e que estarão participando do Enem. Nossa plataforma digital está em funcionamento, a distribuição de chips para acesso a dados, da mesma forma.”

O coordenador geral Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação Pública do Pará, Beto Andrade, disse que esta era uma demanda da categoria. “Essa é uma luta que o sindicato veio travando ao longo de todo este ano, contra o retorno sem as condições de segurança, sem as garantias de imunização, inclusive, de nossa categoria. Essa fala do governador vai ao encontro daquilo que temos defendido.”

Em todo o estado, desde 1º de setembro um decreto permitiu a volta às aulas nas escolas particulares.

Ouça na Radioagência Nacional.

Edição: Aline Leal

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Educação

Ministro defende educação profissional voltada ao setor produtivo

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse hoje (24) que sua atuação à frente da pasta tem preocupação especial com a alfabetização de crianças nas escolas públicas e a educação profissionalizante, de forma a atender as necessidades e o perfil de profissionais desejados por produtores, empresários e industriais. Segundo ele, a pasta precisa “simplificar e desburocratizar” a educação profissional, para atingir esse objetivo.

“Os avanços no aumento da escolaridade média nas últimas décadas foram positivos, mas é preciso avançar mais na integração da educação com o mundo do trabalho. Tem de haver essa interface”, disse o ministro em videoconferência do Fórum de Educação Profissional do Estado de São Paulo. 

O ministro reconheceu que o meio acadêmico tem limitações, no sentido de “responder perguntas do treinamento profissional”. Em muitos casos, segundo o ministro da Educação, “escola e a academia” respondem apenas a “perguntas que a sociedade não está fazendo”.

Milton Ribeiro manifestou apoio a todas as medidas de desburocratização da educação profissional, de forma a facilitar a disponibilização de mão de obra mais qualificada para o setor produtivo brasileiro. “Quero fazer com que o nosso MEC, que por anos tem se tornado, para nossa tristeza, um verdadeiro cartório com carimbos e autorizações, possa, sem perder qualidade técnica e controle das questões legais, se tornar algo mais amigável nas autorizações e credenciamentos”, defendeu.

“A disposição que a gente encontra nas indústrias e associações [no sentido] de poder ter essa interface com a escola é necessária porque são os senhores produtores, empresários e industriais que sabem qual é a necessidade e o perfil da mão de obra. Escola, professores e academia podem, quando muito, tentar, com essas informações, adaptar a questão da preparação do jovem para o mercado”, argumentou Milton Ribeiro ao defender a adaptação da educação profissional e tecnológica às “necessidades do setor produtivo”.

O ministro citou um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro dos empregos, segundo o qual 75 milhões de empregos serão perdidos para automação até 2022, apenas no universo das grandes empresas. “Estima também que outras 133 milhões de novas ocupações surgirão da nova divisão do trabalho entre seres humanos, máquinas e algoritmos, com destaque para funções baseadas nas tecnologias digitais”, acrescentou.

O ministro alertou que o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores em diversas ocupações até 2023.

Edição: Fernando Fraga

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