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Alpinista morre em avalanche na Patagônia

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Corrado Pesce tinha 41 anos e era um montanhista experiente
Divulgação/Corrado Pesce

Corrado Pesce tinha 41 anos e era um montanhista experiente

O alpinista italiano Corrado Pesce, popularmente conhecido como “Korra”, morreu ao tentar escalar o Cerro Torre, uma montanha de pouco mais de três mil metros na Patagônia, após ser gravemente ferido por uma avalanche.

O corpo do montanhista foi encontrado por um drone, algum tempo depois das buscas serem suspensas em função das más condições climáticas na região.

Pesce e o argentino Tomás Roy Aguilo estavam juntos na subida do Cerro Torre, mas a dupla foi surpreendida por uma avalanche ao tentar abrir uma nova rota. Embora bastante ferido, o parceiro de aventura do italiano conseguiu deixar Pesce seguro em um pequeno abrigo e desceu lentamente a montanha para alertar as autoridades.

As ruins condições climáticas obrigaram os socorristas a interromper as buscas. Além disso, a área onde ocorreu o acidente é considerada muito perigosa.

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Em uma publicação no Facebook, a irmã do montanhista europeu, Lidia Caccia Pesce, agradeceu Aguilo por ter tentado salvar o italiano e lamentou a morte de “Korra”.

“Agradeço a todas as pessoas que foram e ainda estão a intervir para recuperar meu irmão. Agradeço também a Tomás Roy Aguilo, que mesmo em dificuldades, conseguiu deixá-lo seguro. Eu tenho um novo anjo no céu, te amarei para sempre e faça boa viagem”, escreveu.

Segundo as autoridades locais, o argentino ficou gravemente ferido e teve várias fraturas pelo corpo, mas está “lúcido” e “não perdeu a consciência em nenhum momento”. Atualmente, o homem está hospitalizado e se recuperando das contusões.

Pesce tinha 41 anos de idade e vivia em Chamonix, no sopé do Mont Blanc, onde trabalhava como guia de montanhismo. Ele era um alpinista experiente e foi protagonista de inúmeras façanhas ao longo da carreira.

Fonte: IG Mundo

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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