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ALMT apoiará compra direta de vacina contra a Covid-19

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que a Casa de Leis é parceira do governo do estado, que já articula a compra de vacinas no combate ao novo coronavírus, já que o lote de imunizantes enviados ao território mato-grossense nesta semana contempla apenas uma pequena parcela da população. A afirmativa foi feita na manhã desta sexta-feira (22), durante entrevista a uma rádio da capital.

“O governo do estado pode contar com o Legislativo na aquisição do imunizante contra a Covid-19. Mato Grosso comporta hoje, segundo IBGE, 3,5 milhões de pessoas, e a vacina que recebemos do governo federal, embora seja de grande valia, não atende nem mesmo a demanda prioritária, por isso precisamos unir forças nesse momento tão critico”, destacou o ordenador de despesas do Parlamento estadual.

Segundo Russi, existe a possibilidade de recursos disponíveis para a compra da vacina. Ele lembra que a participação do Legislativo estadual foi muito importante, quando o vírus deu sinais de que avançaria no estado. Diante disso, os 24 deputados optaram pelo enxugamento do duodécimo. A Assembleia, no ano passado, abriu mão de R$ 80 milhões para serem utilizados nas ações de combate ao coronavírus, inclusive ajudando a ampliar e construir novos leitos de UTI no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

“As dificuldades que estamos enfrentando com Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), os transtornos, a falta de leitos, desemprego, aulas presenciais suspensas, setores industrial e comercial enfraquecidos economicamente, alta dos preços e mais uma infinidade de problemas ocasionados pela pandemia, nos levam a somar com o estado e encontrar uma saída. Se tiver a possibilidade, a Assembleia coloca sim recursos para  que possam ser comprados os imunizantes”, garantiu Max Russi.

Mato Grosso deu início ao Plano Nacional de Imunização (PNI) na segunda-feira (18). Nesta primeira fase, o governo federal disponibilizou ao estado 126.160 doses de vacina, que irão contemplar 60.074 pessoas. Porém, a primeira fase da vacinação que já começou, é limitada aos profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate ao coronavírus, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, povos indígenas vivendo em terras indígenas, pessoas de 80 anos ou mais e pessoas de 75 a 79 anos de idade.

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POLÍTICA MT

Ex-deputado José Riva tem três dias para pagar R$ 15 milhões

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Ex-deputado, José Riva | Foto: Edinilson Aguiar / OLivre

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), José Riva, tem até segunda-feira (1º de março) para pagar R$ 15 milhões referentes à segunda parcela do seu acordo de colaboração premiada. 

De acordo com informações da colaboração premiada de José Riva, a parcela de R$ 15 milhões deveria ser paga, na verdade, até o dia 28 de fevereiro de 2021 – que é o próximo domingo. Por não ser um “dia útil”, o pagamento deve ser realizado segunda-feira.

Do valor, R$ 5 milhões deverão ser utilizados para a compra de viaturas da Polícia Judiciária Civil (PJC) e do Ministério Público do Estado (MPMT), e os outros R$ 10 milhões na construção do Hospital Central, em Cuiabá.

José Riva firmou o seu acordo de colaboração premiada com MPMT se comprometendo a devolver no total R$ 92 milhões. A primeira parcela, de R$ 15 milhões, foi paga em 2020 – a segunda, do mesmo valor, deve ser paga em 1º de março de 2021. Entre os bens apontados por José Riva que poderiam ser utilizados no pagamento da delação estão a fazenda Bauru, localizada em Colniza (1.064 KM de Cuiabá), a fazenda Paineira, em Juara (700 KM da Capital), e um apartamento de alto padrão no Rio de Janeiro (RJ).

No total, tirando os R$ 30 milhões das duas primeiras parcelas, José Riva deve pagar “oito prestações” de R$ 7,25 milhões, além de uma de R$ 2 milhões.

A delação do ex-deputado foi homologada no ano passado pelo desembargador Marcos Machado. Além de se comprometer a devolver o valor, o ex-parlamentar prestou informações reveladoras sobre os bastidores da política mato-grossense durante os 20 anos em que esteve como presidente ou primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.

Num de seus depoimentos no âmbito da delação premiada, o ex-presidente da ALMT revelou um esquema de pagamentos de propinas a deputados estaduais de Mato Grosso, ao longo de duas décadas, que somam R$ 175,7 milhões.

Em outubro do ano passado, José Riva começou a cumprir uma pena de três anos e meio em regime diferenciado (domiciliar). Ele, porém, ficará apenas dois anos preso, pois já cumpriu um ano e meio de prisão por outras condenações.

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