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Aliada estratégica, China evita criticar Rússia após ataque na Ucrânia

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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying
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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying

Aliada estratégica do governo de Vladimir Putin, a China não se opôs à Rússia em relação à crise na Ucrânia e apenas pediu calma a todos os envolvidos na crise, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Pequim.

“A situação em Ucrânia está num momento crítico e a China está muito preocupada. Todas as partes devem exercitar cautela e evitar uma escalada maior de tensões. Acreditamos que a porta de uma solução pacífica não está fechada”, disse o embaixador Zhang Jung.

Em discurso, ele não citou a palavra Rússia ou comentou o reconhecimento da independência das autoproclamadas repúblicas de Luhansk e Donetsk, no Leste da Ucrânia , um dos fatores que levou aos bombardeios desta madrugada .

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying , também seguiu a mesma posição e, quando foi questionada por uma repórter norte-americana se Pequim considerava o ocorrido uma invasão, ela não respondeu.

Quando Putin deu um ultimato ao Ocidente pedindo para resolver a questão ucraniana nos termos dele — a fim de limitar a expansão da Otan — o líder chinês Xi Jinping havia dado apoio ao presidente russo.

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Xi afirmou, inclusive, que os dois países deveriam se unir para agir contra as pressões impostas pelo Ocidente.

A China, porém, pode sofrer consequências econômicas ao adotar essa posição, já que não tem uma união militar e a nação não está amplamente distante do sistema financeiro ocidental. Pequim, por exemplo, tem interconexão com mercados e empresas norte-americanas e europeias.

Nesta quinta-feira (24), a Presidência da Ucrânia emitiu uma nota dizendo que “mais de 40 soldados ucranianos e cerca de 10 civis” foram mortos desde que os ataques da Rússia contra o país foram iniciados. O presidente Volodymyr Zelensky fez um apelo para que os cidadãos doem sangue para ajudar os feridos, que seriam “dezenas”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu uma reunião urgente dos líderes da Otan, que pretende “reforçar sua defesa” após o ataque de hoje.

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Fonte: IG Mundo

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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