SUA SAÚDE AQUI

Além da pandemia, conheça as várias doenças que se aproveitam da falta de prevenção

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Daqui cerca de 40 dias estaremos no carnaval e, com ele, aumenta o número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente entre jovens, de 15 a 24 anos. Isso porque, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), apenas 56,6% dos brasileiros nesta faixa de idade usam camisinha com parceiros eventuais. Conheça as várias doenças que se aproveitam da falta de prevenção.

A falta de prevenção, principalmente no início da vida sexual, preocupa as autoridades do setor de saúde, não apenas do Brasil, mas do mundo. E, neste época do ano, essa preocupação vem se somar à pandemia de Covid, que explodiu depois das festas de final de ano. Em muitas cidades o carnaval será cancelado, mas mesmo assim o problema da falta de prevenção entre os jovens permanece.

Existem mais de 30 diferentes tipos de bactérias, vírus e parasitas que podem ser transmitidos por via sexual. Em nosso país a situação é um pouco mais grave. As pesquisas do MS mostram que 112 mil jovens têm HIV mas ainda não sabem e outros cerca de 260 mil vivem com o vírus mas ainda não se tratam. No Brasil, a epidemia de HIV/Aids é considerada estabilizada, mas vem avançando entre os mais jovens. Na última década, o índice de contágio mais que dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 casos. Também aumentou na faixa etária entre 20 a 24 anos, chegando a 21,8 casos a cada 100 mil habitantes.

Mas não é só a Aids que preocupa durante o carnaval. Como há um aumento da atividade sexual durante a festa, todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) também aumentam. A Sífilis, por exemplo, transmitida pela bactéria Treponema pallidum, chega a ter aumento superior a 200%. A doença provoca má-formação do feto, surdez, cegueira e deficiência mental, além da morte a longo prazo.

O HPV, um vírus que atinge a pele e as mucosas, podendo causar câncer no pênis, vagina, ânus, colo do útero, boca ou garganta. E o pior, o vírus pode ficar latente por períodos prolongados sem que haja sintomas, e é difícil erradicar a infecção por completo. No ano passado, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina quadrivalente que protege contra quatro tipos de HPV que passaria a ser oferecida também para meninos, na faixa de 12 a 13 anos, já que até então a vacina só era disponibilizada para meninas de 9 a 13 anos.

Outra doença assustadora, ignorada pelos jovens é a Gonorreia. A doença é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que infecta sobretudo a uretra (canal do xixi), causando corrimento na região genital, ardor ao urinar, dor ou sangramento na relação sexual e, nos homens, dor nos testículos. Quando não tratada, a infecção pode atingir vários órgãos, como o testículo, nos homens, e o útero e as trompas, nas mulheres, e pode causar infertilidade e complicações graves.

O Herpes genital, transmitido pela relação sexual com uma pessoa infectada, causa pequenas bolhas e lesões dolorosas na região genital masculina e feminina. As feridas podem acompanhar ardor, coceira, dor ao urinar e mesmo febre, e os sintomas podem reaparecer ou se prolongar quando a imunidade está baixa. As Hepatite B ou C, que causam inflamação do fígado entre outros agravantes (como cirrose e câncer) que podem levar à morte e assim por diante.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2020 (último levantamento), cerca de 1,5 milhão de pessoas foram recentemente infectadas pelo HIV. Mulheres e meninas foram responsáveis por 50% de todas as novas infecções em 2020.

Em 2020, cerca de 680 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em todo o mundo.

As pessoas vivendo com HIV têm resultados mais severos e têm comorbidades mais elevadas resultantes da COVID-19 do que as pessoas que não vivem com HIV. Em meados de 2021, a maioria das pessoas vivendo com o HIV não tinha acesso às vacinas da COVID-19.

Estudos da Inglaterra e da África do Sul descobriram que o risco de morrer por COVID-19 entre as pessoas com HIV era o dobro da população em geral.

Em 2020, as principais populações (profissionais do sexo e sua clientela, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas usuárias de drogas e pessoas trans) e seus parceiros sexuais foram responsáveis por 65% das infecções pelo HIV em todo o mundo:

O risco de adquirir o HIV é:

35 vezes maior entre as pessoas usuárias de drogas injetáveis;
34 vezes mais alto para mulheres trans;
26 vezes mais alto para as trabalhadoras do sexo;
25 vezes maior entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens.
Mulheres

Toda semana, cerca de 5000 jovens mulheres entre 15 e 24 anos de idade são infectadas pelo HIV.

SAIBA MAIS
Os exames para diagnosticar o vírus estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Há tanto os laboratoriais quantos os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até no máximo 30 minutos. Os testes podem ser feitos nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Comentários Facebook
Propaganda

SUA SAÚDE AQUI

Filho de Faustão sofria de obesidade mórbida infantil e fez cirurgia

Publicados

em

Quem vê o João Guilherme, filho do Faustão, atuando no programa da rede bandeirantes, talvez não imagine que um rapaz tão novo já tenha enfrentado tantos problemas de saúde, a ponto de ter que fazer cirurgia bariátrica. O garoto, aos 16 anos, pesava 150 quilos e, seguindo os passos do pai, “entrou na faca” uma fez a cirurgia bariátrica (SAIBA MAIS AQUI).

“Antes, ele levava a sério o negócio de churrasco, pesava 150 quilos. Hoje pesa 75 quilos, não é isso?”, perguntou Faustão durante o Faustão na Band. “Não, 72 quilos. Sabe o que acontece? Para quem é ex-gordo cada quilinho faz diferença”, respondeu João.

Em 2020, João passou por uma cirurgia bariátrica. Faustão fez a mesma cirurgia em 2009. “Eu sempre fui feliz, nunca tive problema. Mas a gente não imagina como pode ser mais feliz por questão de saúde e autoestima”, afirmou o jovem.

Na época, Luciana Cardoso, mãe de João e mulher de Faustão, falou sobre o procedimento do rapaz. “Foi uma indicação médica. Ele tinha indicadores de que poderia ter problemas no futuro”, disse.

OBESIDADE INFANTIL – Foi-se a época em que uma criança gordinha era orgulho para os pais. Sinal de saúde. Hoje sabe-se que a gordura em excesso, em qualquer idade, é um problema grave. Na infância, ainda pior.

Estudos recentes mostram que a obesidade é o terceiro problema de saúde pública que mais demanda gastos da economia brasileira, estando à frente até do tabagismo. Estima-se que os gastos giram em torno de R$ 110 bilhões, o que equivale a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Outro dado marcante do crescimento epidêmico do excesso de peso é o aumento deste agravo em idades cada vez mais precoces. Em 2004, já se estimava que 10% das crianças e adolescentes do mundo apresentavam excesso de peso e que, dentre elas, um quarto eram obesas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% das crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade atualmente.

A obesidade mórbida é uma doença crônica progressiva, onde o excesso de gordura corporal se acumula a tal ponto que a saúde fica comprometida. O problema de obesidade em crianças, geralmente, está associado a prática do desmame precoce, combinadas com dietas incorretas – repletas de industrializados como: salgadinhos tipo “snacks”, bebidas com alto teor de açúcares, doces e alimentos frios – e questões culturais (criança gordinha ainda é sinônimo de criança saudável).

Outra causa importante refere-se também ao desequilíbrio entre a ingestão de alimentos e o gasto energético. Atualmente, grande parte do tempo das crianças é dedicado à televisão, videogame, computadores, que constituem um ambiente bastante favorável ao aumento da prevalência da obesidade, já que por dia as crianças brasileiras passam em média 3 horas na escola e “5 horas em frente à TV”, reduzindo, desta forma, a prática de atividades físicas que possibilitem os gastos energéticos.

Dentre os riscos a saúde provenientes da obesidade podemos citar: doenças respiratórias, doenças ortopédicas, colesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Pesquisas mostram que apenas 9% dos pais notam problemas dos filhos com a balança. É preciso estar sempre atento e algumas mudanças de hábito são fundamentais para a reeducação alimentar e controle do peso.

Como combater a obesidade

  • Fracione o volume de alimentos em 6 refeições durante o dia, evitando jejuns prolongados;

  • Incentive o consumo de frutas e hortaliças, em diferentes preparações;

  • Evite que a criança belisque fora das refeições e não substitua a refeição por mamadeiras, iogurtes e vitaminas;

  • Restrinja o consumo de guloseimas;

  • Reduza o tempo à frente da televisão, principalmente durante as refeições;

  • Estimule a prática de atividade física;

  • Não ofereça a comida como recompensa ou ameace com castigo caso não consumam a refeição ou determinado item;

  • Dê o exemplo. Não adianta dizer para beber suco e tomar refrigerante;

  • Fique atento e tome cuidado para não cair nas pegadinhas de alimentação saudável.

 

SAIBA MAIS
Entende-se por obesidade quando o Índice de Massa Corporal (IMC) de uma criança de 5 a 10 anos está acima de 30 kg/m². Já a obesidade mórbida é quando o IMC supera os 40 kg/m². Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está obesa.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana