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Aleitamento Materno: 82% das brasileiras nunca doaram leite humano

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Maioria das mulheres nunca doou leite materno
Imagem de sam moody por Pixabay

Maioria das mulheres nunca doou leite materno

O leite materno contém propriedades importantes para o crescimento e desenvolvimento do bebê, fortalecendo a sua imunidade contra diversas doenças. E dada a importância da amamentação, em 1992, a WABA – Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno que vai de 1 a 7 de agosto.

Neste ano, a data tem como tema “Fortalecer a Amamentação: educando e apoiando”. Tendo em vista a relevância do tema, no Brasil, o mês de agosto é dedicado à conscientização da importância do aleitamento materno, e é chamado de Agosto Dourado.

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Dentre os objetivos do Agosto Dourado está a doação de leite humano, afinal existem bebês prematuros que precisam deste alimento. E toda mulher que amamenta e produz um volume de leite além da necessidade do seu bebê, é uma possível doadora de leite humano.

Porém, conforme constatou a  Famivita em seu mais recente estudo, 82% das brasileiras que estão em período de amamentação ou que já amamentaram, nunca doaram o seu leite para um banco de leite humano. Principalmente as mulheres dos 18 aos 24 anos, com 90% das participantes. Já entre as mulheres dos 25 aos 29 anos, 88% nunca doaram seu leite materno.

Os dados por estado demonstram que, no Paraná, 91% das participantes não doam ou nunca doaram leite para um banco de leite humano. No Rio de Janeiro, e no Rio Grande do Sul, 90% não doam ou doaram leite. Já em São Paulo e no Espírito Santo, o percentual é de 89%. E o Espírito Santo está entre os estados com o maior percentual de doações, sendo que 19% das participantes doam ou já doaram seu leite para um banco de leite humano.

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Doar leite materno é um gesto que salva vidas, com poucas quantidades é possível alimentar pelo menos 10 recém-nascidos por dia. Toda mulher que amamenta e produz um volume de leite além da necessidade do seu bebê, é uma possível doadora de leite humano. E por isso, pode procurar algum banco de leite humano. Para saber onde encontrar um banco de leite humano mais próximo de sua localidade basta ligar no telefone 136 ou acessar o link.

Fonte: IG Mulher

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Existe fórmula mágica para melhorar o sexo na menopausa?

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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa
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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa

Não sei você, mas eu vivo correndo atrás de fórmulas mágicas para resolver questões complexas. Quando o assunto é sexualidade feminina , tema que envolve desejos, pensamentos, experiências, moral, costumes, corpo, cérebro, imagine a confusão. A partir da menopausa tudo isso vira um caldeirão de dúvidas, quereres, cobranças e inúmeros desafios. E não existe uma pílula que resolva tudo isso ao mesmo tempo.

O médico Théo Lerner , do Ambulatório de Medicina Sexual da Divisão Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, conversou comigo e deu algumas pistas que ajudam a explicar a complexidade envolvida nesta fase da vida da mulher. Eu e você somos muitas e não estamos sozinhas nesse mar de águas profundas.

Para além dos calores desagradáveis, a menopausa é um momento onde a mulher vai se questionar novamente a respeito da sua identidade , explica o médico. “É mais ou menos como se fosse a adolescência”, compara o ginecologista e sexólogo. A diferença é que a mulher menopausada vai encarar pela frente uma próxima fase da vida cercada de preconceitos e medos, a velhice. 

“Na nossa sociedade a velhice é vista de uma forma muito negativa e muitas acabam vivenciando essa transição de uma forma bem dolorosa”, afirma Théo Lerner, que tanto no Hospital das Clínicas, que é público, quanto no consultório particular, lida com mulheres que precisam de ajuda para tentar melhorar a vida sexual. “Para muitas, a menopausa é o momento que ela diz ‘opa, parei. Está ótimo, não preciso mais’. Para outras vai ser ‘opa, eu vou continuar porque está muito bom'”, relata o médico para demonstrar que somos simultaneamente muito parecidas e muito diferentes umas das outras.

A preocupação com o engravidar some e começam outras preocupações com o desconforto físico, os desconfortos dos relacionamentos. “Essas vivências acabam impactando na forma como cada mulher vai ver a sexualidade. Se foram relacionamentos ruins, ela vai ter uma visão negativa da sexualidade, se foram relacionamentos gostosos, ela verá de forma agradável”.

Entre as razões que levam muitas mulheres a procurar ajuda de um terapeuta sexual, o médico destaca duas: a falta de desejo sexual e dor durante a penetração.

“Muitas vezes os casais se acomodam, especialmente aqueles que estão em relacionamentos de longo prazo. Assumem uma certa rotina. A mulher já sabe como marido vai procurá-la, eles têm dia e hora mais ou menos certos na semana para ter relações, depois da novela e do jogo de futebol, tudo roteirizado, programado e monótono”, descreve o médico. “Muitas dizem ‘eu preciso ter desejo para segurar o casamento’. Ter desejo é uma obrigação”.

Quanto à dor durante a penetração, o ginecologista explica que, por causa da redução de hormônio circulante na vagina, ela fica mais seca, provocando atrito e, consequentemente, dor. “A regularidade da atividade sexual ajuda a ter lubrificação vaginal, mesmo em mulheres que não fazem nenhum tipo de terapia hormonal”, afirma o sexólogo.

Segundo Théo Lerner, é preciso saber se as estruturas ginecológicas têm algum tipo de alteração ou a falta de lubrificação vaginal acontece porque essa mulher está cansada, não está se excitando, não está muito afim, está sem desejo.

“A mulher deseja muito ser acariciada. Tem razão. A relação sexual não se resume à penetração. Tem todo o preâmbulo, tem todo o carinho, todo o afeto, todo o resto do corpo para ser estimulado”, diz o médico e sexólogo como música para muitos ouvidos femininos. Os meus inclusive.

“Muitas vezes esse casal que está acostumado a uma relação bem rapidinha, bem burocrática, estaria com vontade de mais coisas, mais aconchego, mas ninguém fala nada um para o outro porque, tanto a mulher quanto o homem, acha que o outro tem obrigação de saber o que ela ou ele quer. Como o outro vai saber?”, questiona Théo Lerner. Neste momento, a primeira e mais importante mudança é na comunicação entre parceiros. Dizer o que quer, os caminhos que dão mais prazer, uma nova posição, envolver fantasias sem forçar a barra de ninguém. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar fazendo um streap-teaser, mas você pode gostar.

Nesta longa entrevista que fiz com o doutor Théo Lerner, ele fala dos diferentes tratamentos utilizados para ajudar a facilitar a relação sexual a partir da menopausa. Coisas como a própria reposição hormonal (para quem pode fazer), gel a base de água para ajudar na lubrificação e técnicas de energia como laser, ultrassom microfocado, radiofrequência não ablativa – esses últimos, tratamentos não acessíveis na rede pública e que em se tratando da vagina devem ser aplicados com muito cuidado e, claro, por profissionais habilitados.

A conversa com o médico e sexólogo tem um pouco mais de uma hora duração. Nos primeiros cinco minutos está tudo escuro porque euzinha me enrolei na hora da transmissão. Mas vale a pena. Modéstia à parte, é uma conversa bem esclarecedora sobre diferentes aspectos da sexualidade feminina nesta fase confusa da vida. No final, uma coisa ficou bem clara para mim: não existe fórmula mágica quando o assunto é sexo. Nem para os homens.


Fonte: IG Mulher

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