Saúde

Agente de saúde reconhece oportunidade de voltar a estudar com capacitação oferecida pela ALMT

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Com o propósito de capacitar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) de Mato Grosso e, assim, melhorar a preparação dessa categoria para as demandas atuais do mercado, o curso de formação profissional Técnico em Agente Comunitário de Saúde (TACS) está atingindo o objetivo esperado.

Ofertado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Escola do Legislativo e com apoio do Governo Estadual, o curso, que teve início em fevereiro deste ano, tem sido a oportunidade que faltava na vida de vários profissionais que estavam há tempos sem estudar.

A agente comunitária de saúde Izanir Nunes Santos, de 61 anos, acredita que o curso tem sido um privilégio concedido para aprimorar a sua função. Moradora do distrito Cachoeira da Fumaça, zona rural do município de Novo São Joaquim, Izanir conta que por falta de oportunidade, nunca havia realizado um curso de qualificação.

“Terminei o ensino médio em 2008 e desde então não havia voltado a estudar. O curso TACS para mim tem sido um presente muito especial, como se eu estivesse aprendendo a viver”, relata Izanir. Ela está na função de agente comunitária de saúde há 7 anos.

De origem humilde, ela afirma que o curso está possibilitando ganhos pessoais e profissionais, reforçando seu desempenho na comunidade em que vive e trazendo alegria.

“Estou mais confiante para falar com as pessoas, antes eu tinha medo, pois nunca tive orientação. O curso de capacitação tem me ajudado muito como agente comunitário de saúde”, disse, agradecendo à iniciativa do curso, creditada ao deputado estadual Max Russi, presidente da Câmara Setorial Temática dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias, na Assembleia Legislativa, e ao relator da CST, Carlos Eduardo Santos.

“Agradeço ao deputado Max Russi e ao Carlos Eduardo por olharem pela nossa categoria, por nos reconhecer e apoiar”, concluiu Izanir, que utiliza o polo da cidade de Barra do Garças como suporte. As aulas são realizadas na modalidade de ensino à distância (EAD) e quando presencias, contam com o acompanhamento de tutores e apoios técnicos.

Sobre o curso

Executado pelo Instituto Brasil Adentro (IBA), o curso é voltado exclusivamente para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate à Endemias (ACE), de Mato Grosso, e conta com módulos semipresenciais, em formato virtual e atividades presenciais realizadas nas cidades polos de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Confresa, Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande. Prefeituras, secretarias de saúde e sindicatos das categorias também dão apoio ao projeto.

Foram disponibilizadas 1.200 vagas para todos os 141 municípios de Mato Grosso. As aulas no formato de Ensino à Distância (EAD) começaram no dia 06 de fevereiro. Ao final do curso, previsto para novembro de 2021, o aluno terá uma cerimônia de formatura e diploma do curso técnico reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

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Saúde

Fiocruz: pandemia de covid-19 faz vítimas cada vez mais jovens

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A pandemia de covid-19 no Brasil está se espalhando cada vez mais pelas camadas jovens da população.

A constatação faz parte do Boletim do Observatório Covid-19, editado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (7). Os dados apresentados nesta edição confirmam o processo de rejuvenescimento da pandemia, com uma clara mudança demográfica: adultos jovens e de meia-idade representam uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e unidades de terapia intensiva.

Referente às semanas epidemiológicas 16 e 17 de 2021, entre 18 de abril e 1º de maio, a análise destaca as oscilações dos indicadores nos estados, a alta proporção de testes com resultados positivos, bem como a manutenção da sobrecarga de todo o sistema de saúde. Esses indícios revelam que a pandemia se mantém em patamar crítico de transmissão, com valores altos de incidência e mortalidade.

“A ligeira redução de casos e óbitos por covid-19 não significa que o país tenha saído de uma situação crítica, pois as médias diárias de 59 mil casos e de 2,5 mil óbitos nestas duas semanas epidemiológicas se encontram em patamares muito elevados. Somente com a redução sustentada por algumas semanas, associada à aceleração da campanha de vacinação e à intensificação de ações de distanciamento físico e social, combinadas com proteção social, será possível alcançar a queda sustentada da transmissão e a redução da demanda pelos serviços de saúde”, alertaram os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim.

Rejuvenescimento

O processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil é confirmado por meio dos novos dados apresentados no Boletim. A semana epidemiológica 16 apresenta idade média dos casos internados de 57 anos, versus idade média de 63 anos na semana epidemiológica 1. Para óbito, os valores médios foram 71 anos, na semana epidemiológica 1 e 64 anos nesta última. Segundo a Fiocruz, há deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens.

Quanto ao número de leitos, após muitas semanas em situação muito crítica, as taxas de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) covid-19 no país começam a dar sinais de melhora, embora ainda longe de indicar um quadro tranquilo. Entre 26 de abril e 3 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos mantiveram a tendência lenta de queda em quase todo o país.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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