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“Acelera, ministro”, diz Doria sobre anúncio de vacina do governo federal

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“Acelera, ministro”, diz Doria sobre anúncio de vacina do governo federal
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“Acelera, ministro”, diz Doria sobre anúncio de vacina do governo federal

Questionado sobre o anúncio do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, de que o governo federal também está desenvolvendo uma vacina nacional contra a Covid-19, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse, nesta segunda-feira (29), que é melhor o ministro “acelerar”.

“Eu tenho respeito pelo ministro Marcos Pontes, tenho amizade por ele. Mas eu daria a ele uma recomendação: ‘Acelera, ministro’. Como nós estamos fazendo aqui em São Paulo”, disse Doria. 

O governador acrescentou ainda que “quanto mais vacinas tivermos é melhor para o Brasil, é bom, é saudável. Sobretudo no caso relatado pelo ministro. A vacina é da USP de Ribeirão Preto, em São Paulo, os recurso são do governo de São Paulo e o orçamento é do governo de São Paulo, o esforço é de uma universidade de São Paulo, portanto, são duas vacinas de São Paulo para o Brasil”.

A fala de Doria foi sobre o desenvolvimento da CoronaVac e ButanVac, que, segundo ele, são de total responsabilidade financeira do governo estadual.

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Marcos Pontes
Foto: Alan Santos/PR

Marcos Pontes

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falaram, nesta última sexta-feira (26), mesmo dia do anúncio oficial da ButanVac, sobre o desenvolvimento de vacinas brasileiras contra a Covid-19.

Na ocasião, o ministro de Bolsonaro Marcos Pontes disse: “Eu tenho falado disso desde o ano passado, a importância de termos uma vacina brasileira. A opção estratégica para o país, que nos dá continuidade, é desenvolver a tecnologia da vacina nacional. Por isso, o ministério investiu em quinze tecnologias diferentes de vacinas aqui no Brasil. Os cientistas têm trabalhado desde fevereiro do ano passado e, agora, a boa notícia é que três dessas vacinas avançaram para a fase de testes com voluntários, testes clínicos”, declarou.

“No começo do ano, em fevereiro, uma dessas vacinas já se adiantou com a Anvisa, então, busquei dentro do próprio ministério recursos para apoiar pelo menos uma delas nos testes clínicos. A boa notícia é que uma dessas vacinas já tem o protocolo na Anvisa, na data de ontem, já registrado”, acrescentou.

Segundo Marcos Pontes, a vacina desenvolvida pelo governo federal em estágio mais avançado até o momento se chama Versamune.

Fonte: IG SAÚDE

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Benefícios da vacina da AstraZeneca superarem riscos de coágulos, diz estudo

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Imunizante da AstraZeneca
Reprodução/AstraZeneca

Imunizante da AstraZeneca

Um estudo dinamarquês e norueguês publicado na revista cientítica “British Medical Journal” (BMJ) nesta quarta-feira, dia 5, avaliou a relação entre os benefícios da vacina AstraZeneca contra Covid-19 e os riscos de eventos adversos e formação de coágulos sanguíneos que ela poderia causar. A pesquisa, liderada pelo professor Anton Pottegard, concluiu que o imunizante traz riscos “absolutamente baixos” e, portanto, tem seu uso recomendado como forma de proteção.

Pottegard explicou ao GLOBO que os contextos podem variar de país para país e, com isso, a forma de utilização da vacina também é alterada. Ele citou o exemplo de seu país, Dinamarca, que possui outras opções de vacinas e já aplicou doses em boa parte de seus idosos. Considerando uma taxa de transmissão mais baixa do que a de países como o Brasil e a Índia, são levados em conta os riscos maiores de formação de coágulos para a população mais jovem, na faixa de 20 a 39 anos. Em 14 de março, a Autoridade de Saúde Dinamarquesa anunciou a interrupção da AstraZeneca. Naquele país, a campanha é feita com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

No entanto, quando o contexto é de maior taxa de transmissão da doença, de menor opções e quantidade de vacinas e onde ainda há muitos idosos e pessoas com comorbidades a receberem suas doses, os beneficios superam os riscos, por protegerem os recepteroes de uma infecção potencialmente fatal. A pesquisa também verificou que há diferença muito baixa entre os resultados para jovens e idosos, mulheres e homens, sendo o risco ligeiramente maior para jovens e mulheres.

— Na Dinamarca, ela (a AstraZeneca) não é mais usada. Esse é, contudo, um país com menor risco de transmissão (da Covid-19), possui outras vacinas e maior parte dos idosos foi vacinada. Neste contexto, faz sentido (determinar essa medida). Entretanto, se estiver em um país com maior taxa de transmissão e vacinas em menor quantidade, os benefícios superam os riscos. Então, a melhor decisão a tomar é usar a vacina (da AstraZeneca) em todos no contexto do Brasil — frisou o pesquisador.

Em uma postagem no Twitter, Pottegard ressaltou sua preocupação de a pesquisa gerar mal entendidos por mencionar os eventos adversos em alguns casos de vacinados com a dose de Oxford.

— Fico preocupado com a má interpretação da pesquisa, porque os riscos são muito baixos — explicou, completando: — Minha preocupação é que a má interpretação leve a crer que a vacina não deva ser usada e isso acabe provocando a morte de muitas pessoas.

A pesquisa liderada por ele contou com participantes de 18 a 65 anos que receberam a primeira dose da AstraZeneca entre 9 de fevereiro e 11 de março na Dinamarca e Noruega. Foram então analisadas as taxas de eventos cardiovasculares e hemostáticos nos primeiros 28 dias após a aplicação e compará-las com os índices observados nas populações em geral.

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Os riscos avaliados incluíram incidentes arteriais, tromboembolismo venoso, trombocitopenia ou distúrbios de coagulação e sangramento, considerando comparações por idade e gênero.

O estudo verificou que, no período mencionado, 148.792 pessoas com média de 45 anos, sendo 80% mulheres, receberam sua primeira dose da AstraZeneca na Dinamarca. Já na Noruega, foram contabilizadas 132.472, com média de 44 anos e 78% mulheres.

A pesquisa verificou, entre os 281.264 receptores, um aumento na incidência de coágulos sanguíneos nas veias (coágulos sanguíneos venosos), incluindo um ligeiro aumento na incidência de coágulos sanguíneos nas veias do cérebro, correspondendo a um coágulo adicional por 40 mil vacinados.

No entanto, “os resultados foram amplamente tranquilizadores”, afirmam os autores, justificando que não encontraram um aumento na incidência para a maioria dos eventos adversos estudados.

“Os riscos absolutos de eventos tromboembólicos venosos foram, no entanto, pequenos, e os achados devem ser interpretados à luz dos efeitos benéficos comprovados da vacina, o contexto do país em questão e as limitações à generalização dos achados do estudo”, conclui o estudo.

Segundo o portal de notícias científicas “Eureka Alert”, os resultados do estudo foram encaminhados às autoridades dinamarquesas, norueguesas e internacionais e já foram considerados nas avaliações feitas pelo órgão regulador dinamarquês.

Fonte: IG SAÚDE

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