mato grosso

Ação conjunta apreende carga de cerveja avaliada em R$ 230 mil

Publicados

em


Um carregamento de cerveja avaliado em R$ 230 mil e proveniente de crime de contrabando foi apreendido em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá), após ação da Polícia Civil com apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

Durante diligências na região, policiais civis descobriram uma grande movimentação no transporte de bebidas alcoólicas que tinham como suposto destino estabelecimentos comerciais situados em glebas rurais, localizadas na fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia.

Diante do fluxo estranho, a equipe intensificou as investigações e apurou que os estabelecimentos comerciais eram fictícios ou não apresentavam condições físicas e financeiras de movimentar e vender  grandes cargas de mercadorias que eram movimentadas.

Na sequência chegou ao conhecimento da Polícia Civil, por meio da unidade da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em Cáceres, que  durante fiscalização em uma das propriedades agrícolas foi averiguada um número de notas fiscais emitidas para um bar, localizado na gleba Nova Fortuna, em milhões de reais adquiridos em cerveja, sem que tenha havido qualquer saída da mercadoria.

A fiscalização da Sefaz, realizada em agosto, localizou uma fazenda onde estava depositada uma grande carga de cerveja e o transbordo dessa carga seria feito para caminhões emplacados na Bolívia.

Com base nos fatos, foi realizada a troca de informações com os policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que passaram a dar ênfase nas fiscalizações desse tipo de carga.

Conforme o delegado de Vila Bela da Santíssima Trindade, João Paulo Berté, logo no primeiro fim de semana, um carregamento de cerveja avaliado em cerca de R$ 230 mil foi apreendido na fronteira. “Na ocasião duas pessoas foram presas em flagrante pelo crime de descaminho tentado”, destacou o delegado.

Já no dia 21 de agosto, a Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade foi acionada para atender um acidente de trânsito na zona rural, envolvendo uma carreta Mercedes Benz carregada de cerveja, que tombou na estrada que dá acesso à Gleba Nova Fortuna. Os policiais encontraram o carregamento espalhado pelo solo e os proprietários da carga providenciaram a a retirada das bebidas.

A investigação identificou que a nota fiscal que acompanhava a carga de cerveja tinha como destino uma empresa que não existia fisicamente, cujo endereço era um pequeno bar da gleba, localizada na faixa de fronteira.

Diante disso o sócio próprio da empresa foi ouvido na Delegacia de Vila Bela e acabou revelando que havia aberto a empresa apenas para usar de fachada no esquema de remessa de mercadorias para a Bolívia.

O inquérito instaurado pela Polícia Civil está tramitando na delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade, para total esclarecimento dos crimes evidenciados, bem como a responsabilização dos envolvidos no esquema criminoso. 

Nesta sexta-feira (17.09), a Polícia Civil fez a entrega da carga de cerveja apreendida à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que fará as autuações fiscais contra os envolvidos.

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Propaganda

mato grosso

Chefe de Gabinete de Emanuel sai da cadeia, mas terá que andar com tornozeleira

Publicados

em

O chefe de gabinete da Prefeitura de Cuiabá, Antônio Monreal Neto, preso desde terça-feira (19/10) foi solto no final da tarde desta sexta-feira por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marcos Machado. Ele é acusado de obstruir as investigações sobre irregularidades em contratações de servidores comissionados na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Apesar de solto, Neto que é o braço direito do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) desde a época em que era deputado estadual, deverá usar tornozeleira eletrônica, que será instalada na próxima segunda-feira, 25. O desembargador determinou que o investigado se apresente à Central de Monitoramento entre as 8h e 18h para instalação do equipamento.

Ao fundamentar sua decisão, Machado pontuou que, embora haja evidências de que Neto tenha tentado atrapalhar as investigações, há outras medidas que podem ser impostas a ele.

“Todavia, a possível destruição de provas, supressão ou adulteração de documentos ou qualquer outro material capaz de comprovar a prática dos crimes que lhe são imputados, bem como a intimidação de pessoas que deverão ser ouvidas no curso da persecução penal, embora possíveis de ocorrer, podem ser prevenidas outras medidas cautelares menos gravosas”, mencionou.

Além disso, o desembargador também justificou que o chefe de gabinete não foi apontado pelo MP como líder da organização criminosa, papel que seria atribuído ao prefeito Emanuel Pinheiro, o qual foi afastado de suas funções.

Machado também considerou que Monreal é réu primário e que tem endereço e profissão definidos, o que descarta atos inevitáveis e não puníveis ao processo ou a terceiros.

“Não bastasse, a segregação preventiva deve observar os princípios da excepcionalidade (CPP, art. 282, § 4º, parte final, e § 6º), provisionalidade (CPP, art. 316) e proporcionalidade (CPP, art. 282, I e II), não devendo ser decretada caso intervenções estatais menos invasivas à liberdade individual sejam suficientes ao acautelamento do processo e/ou da sociedade”, mencionou também.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana