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A vitória das mulheres nas urnas em 2020

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Por Márcia Pinheiro

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública.

 

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Mato Grosso é o 4º estado com a maior taxa de mortes por choque elétrico

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Por Walter Aguiar Martins Júnior e Danilo Ferreira de Souza

O estado de Mato Grosso vem registrando aumento significativo no número de acidentes elétricos fatais, enquanto o balanço nacional registrou uma queda conforme os dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica (2019, 2020) da Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade.

Em termos absolutos, o estado registrou o número infeliz de 25 mortes por acidentes de origem elétrica no ano de 2019 e 30 mortes no ano de 2020, enquanto o total de mortes no país reduziu sensivelmente de um ano para o outro, conforme a Figura 1.

Fonte: abracopel.org – Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica (2019, 2020). IBGE (2019, 2020). Adaptado

O estado, que ocupou a posição de 5º lugar no ranking da taxa de mortalidade por acidentes com choque elétrico no Brasil em 2019, subiu uma posição no ranking e foi para a 4ª posição, saindo de 0,717 mortes por 100 mil habitantes para 0,851, conforme ilustra a Figura 2. Para o mesmo período apurado, verificou-se a redução da média nacional. Os fatores não ficaram claros, mas acredita-se que com a pandemia, os choques em locais de trabalhos reduziram e os choques domésticos de mantiveram constante.

Fonte: abracopel.org – Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica (2019, 2020). IBGE (2019, 2020). Adaptado

Os acidentes com choque elétrico provocam, anualmente, muitas mortes. Os motivos têm que ver, basicamente, com a negligência dos envolvidos. Na maioria dos casos, a fatalidade poderia ser evitada a partir da combinação do uso correto do Dispositivo Diferencial Residual (DR) adequado e de um sistema de aterramento elétrico. Ou seja, em outras palavras, uma instalação elétrica adequada é vetor fundamental para a redução dos acidentes de origem elétrica.

A maioria dos acidentes de origem elétrica ocorrem por não serem respeitadas as prescrições obrigatórias das normas – “Norma Regulamentadora n.º 10 e ABNT NBR 5410”.

Para elucidar as causas de cada acidente, é necessária análise de profissional perito na área. Entretanto, a partir da observação da maioria dos casos, constata-se que a ausência de alguns elementos centrais, são os responsáveis para grande maioria dos acidentes. Estão citados abaixo algumas perguntas, que se respondidas positivamente, as possibilidades de acidentes de origem elétrica se reduziriam de forma significativa:

a) A residência possui sistema de aterramento elétrico?
b) A residência possui Dispositivo Diferencial Residual (DR) devidamente instalado?
c) Os pontos de tomada da instalação possuem o condutor de Proteção Elétrica? (Condutor verde ou verde/amarelo a ser conectado no pino do meio dos plugues);
d) O plugue de tomada do equipamento eletroeletrônico em uso possui o pino do meio?

Uma residência segura responde SIM para todas as questões. Uma única resposta negativa indica risco à segurança dos usuários desta instalação, haja vista que este conjunto, instalado em conformidade com as normas de instalações elétricas, asseguram o desligamento do circuito elétrico de forma instantânea, no momento que há uma fuga de corrente elétrica (como o choque), evitando que o acidente provoque danos ao indivíduo, podendo provocar a morte.

Muitos usuários, até mesmo orientados por [maus] profissionais eletricistas, não constroem a instalação elétrica de forma segura, a fim de reduzir os custos da obra. Mas uma pergunta se faz necessária: qual o preço de uma vida?

Walter Aguiar Martins Júnior é Engenheiro Eletricista, Diretor Geral da Abracopel-MT e Conselheiro Suplente do CREA-MT.

Danilo Ferreira de Souza é Engenheiro Eletricista e de Segurança do Trabalho, Professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMT.

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