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A importância da ultrassonografia no pré-natal

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Por Hélio Pereira de Lima Junior

O período gestacional normalmente é um momento que acarreta grandes mudanças de vida, tanto emocionais, quanto físicas para a mulher. Por ser um quadro complexo, é necessário que se inicie o acompanhamento médico o quanto antes, assim que é descoberta a gravidez. Esse processo importante é o conhecido “pré-natal”, que se estende até a data do parto.

O pré-natal irá possibilitar um amplo relacionamento entre médico, mãe, pai e bebê, sendo realizados diversos exames que irão amparar e averiguar o desenvolvimento da criança. Como são muitas alterações no corpo e que influenciam diretamente no desenvolvimento fetal, quanto antes iniciado, melhor.

A intenção é reduzir a possibilidade de desenvolvimento de problemas materno-fetais, tais como abortos, malformações e doenças que prejudiquem a saúde da mãe e filho. Para essa averiguação, são utilizados alguns métodos, entre eles e já muito conhecido entre os pais, o ultrassom.

A ultrassonografia não apresenta quaisquer efeitos colaterais. Através dela, é possível analisar o desenvolvimento do neném, identificar se há má-formação, por exemplo. É através dela também que se consegue identificar, mais ou menos a partir da 13ª semana, o sexo do bebê, um dos momentos mais aguardados pelos pais.

Continue lendo e descubra alguns detalhes importantes desse período:

– Por que fazer pré-natal?

É através dele que o médico irá orientar e analisar a saúde da mãe e do bebê, prevenindo complicações durante a gravidez e parto. Durante toda a gestação são realizados exames com o objetivo de identificar e tratar doenças que possam surgir.

– O que é ultrassonografia e quando é indicada?

A ultrassonografia é uma técnica de diagnóstico por imagem que não possui efeitos colaterais. É indicada para observar o desenvolvimento do feto; identificar doenças no ovário, tubas uterinas e útero; visualizar órgãos; avaliar a saúde fetal e da interação entre mãe-feto

.- O que ela pode evitar?

Por oferecer informações sobre o desenvolvimento, pode ajudar a evitar aborto ou nascimento prematuro. Além disso, verifica a anatomia do bebê, o surgimento de doenças e até se há alguma malformação durante o desenvolvimento intrauterino.

– Como e quais tipos são realizados durante esse período?

Ao longo da gestação, são realizadas ultrassonografias transvaginais e suprapúbicas, que são externas, realizadas pelo abdômen.

– Transvaginal: geralmente realizada entre a 7ª e a 8ª semana de gestação. Ela verifica a quantidade de embriões, a localização da gravidez e determina o tempo de gestação. Como no início da gestação o feto pode medir até 5 cm, é preciso observar mais de perto, a fim de obter boas imagens. Em alguns casos, já é possível ouvir os batimentos cardíacos.

– Morfológico: são realizadas três durante a gestação. A primeira, entre a 11ª e a 13ª semanas, com o objetivo de detectar sinais que podem sugerir algumas síndromes, como a síndrome de Down, por exemplo. No 2º trimestre, entre a 21ª e a 23ª semana, é realizada outra, para analisar características de formação morfológica dos diversos órgãos.

A última ultrassonografia obrigatória é feita na 35ª semana e é destinada a orientar o planejamento do parto. O objetivo é observar a posição, crescimento, a localização da placenta, a quantidade de líquido amniótico, respiração e movimentação do bebê. Com essas informações é possível determinar o procedimento mais adequado.

Hélio Pereira de Lima Junior é ginecologista e obstetra do Hospital São Judas Tadeu

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Os Saberes da Floresta

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Por Emanuel Filartiga

O Brasil perde 24 árvores por segundo. Parece não haver tempo para os órgãos de fiscalização ambiental chegarem a todos os alertas de desmatamento feitos pelos satélites que monitoram, pelas denúncias anônimas que chegam, pelas chamadas por telefone que tocam … 

Não conheci meu avô, mas lembro da sua voz. Quando eu andava pelo quintal, curioso, ao puxar uma folha verde de uma planta, o som forte e rouco veio: “Não faça isso, menino!” 

Meu irmão, sempre que o chão duro e as palavras de chumbo da vida nos apertam, convida-nos a ter com as árvores e a cachoeira. Quando sai de baixo da queda d’água ou do meio da mata, ele diz: “Alas, tava precisando”. Meu irmão sabe da ecologia de saberes de que nos fala Boaventura Sousa Santos.

Não nos esqueçamos que o Brasil é país que tem nome de árvore. Ela está no nosso DNA. Lembremos sempre, leitor amigo, em nosso sangue não há apenas plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas; há seiva, terra e vida.

E é com a dor de terra sem mata, com o grito da árvore quando tomba, com o vazio que enche olhos, que eu quero lembrar a você, a você com as motosserras físicas ou imaginárias: a floresta em pé tem mais valor que os troncos, galhos e folhas deitados.

Não me venha falar que isso é desenvolvimento, globalização ou necessária exploração de recursos naturais. Não é isso que vemos. Só vemos serra, fogo, ranger, quebra e vazio; acima de tudo vazio. Vejo o solo vazio, a gente vazia e a memória vazia.

Na Odisseia de Homero, Ulisses não pode, nem sequer por um segundo, “esquecer o retorno”, mesmo com todos os obstáculos, com todas as aventuras, ele não pode esquecer de onde veio. A viagem nunca é só de ida. O desejo de um futuro a ser conquistado é garantido pela memória de um passado.

Como disse Ítalo Calvino, “…a memória conta realmente – para os indivíduos, as coletividades, as civilizações – só se mantiver junto a marca do passado e o projeto do futuro, se permitir fazer sem esquecer aquilo que se pretendia fazer, tornar-se sem deixar de ser, ser sem deixar de tornar-se.” 

 Somos, no interior e no início e para sempre, povo da floresta. 

Emanuel Filartiga é Promotor de Justiça em Mato Grosso 

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