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A hora da colheita

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Francisney Liberato

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Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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Hipocrisia, a epidemia do momento

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Claiton Cavalcante

Claiton Cavalcante

Com a quarentena em voga as máscaras caíram e a “epidemia” do politicamente correto veio mostrar comportamentos sociais escancarados pelas plataformas digitais, onde na verdade tudo não passava de hipocrisia.

 

Hipocrisia. A sociedade parece gostar dela, vejamos.

 

Quando o seu empregador não te trata com devido respeito, e quando você decide largar o emprego do dia para a noite e deixá-lo na mão, ele ainda pensa que você é o culpado, isso é hipocrisia.

 

Quando os frequentadores de qualquer templo religioso se vestem, maquilam e se gabam de ir à igreja semanalmente, mas ao pisar fora dela vive de forma preconceituosa, mente, rouba, desvia dinheiro, isso é hipocrisia.

 

Quando as pessoas preferem ficar sentadas apenas criticando e reclamando ao invés de levantar, e resolver a situação, isso é hipocrisia.

 

Quando artistas e personalidades públicas endeusadas pelos seus fãs, criticam a violência ao próximo, o uso de bebidas e substâncias proibidas, no entanto, agem de maneira contraria quando estão nas lives e longe dos holofotes, isso é hipocrisia.

 

Falando nisso, este substantivo feminino tem dado o que falar nos últimos dias. Basta ver as transmissões ao vivo, a famosa live, onde artistas dos mais diversos segmentos se jogam na frente das câmeras e diante delas pensam que podem tudo.

 

E agindo assim, alguns artistas dão mau exemplo. E bota mau nisso!

 

Chegando ao ponto de pensarem e agirem como se estivesse em sua festa particular, em que pese, muitos desses artistas criarem os cenários em suas próprias casas.

É nesse ponto que quero chegar, pois os até então endeusados tidos como certinhos, com o advento da live tem extravasado suas vontades; xingando, bebendo ao ponto de não falar coisa com coisa e como dizia minha avó, falando palavras de baixo calão

Imagine você, assistindo uma live com duração de três horas e meia, podendo chegar a sete horas e meia, como foi o caso da live do buteco na casa do Gusttavo Lima, sem poder tomar nenhuma geladinha. Para muitos isso seria impossível!

 

Com isso percebemos outra hipocrisia. Que vou denominar de ‘hipocrisia da bebida alcoólica”. Dado que as grandes marcas de cerveja enfrentam restrições para anunciarem na grande mídia, agora com a modinha das transmissões ao vivo as grandes marcas cervejeiras têm injetado milhões de reais em patrocínio para poderem ter suas marcas vinculadas as imagens dos artistas, onde esses podem aparecer, sem nenhuma proibição ostentando copos de uísque, cerveja e até água.

 

Muito embora esses artistas têm pagado muito mico em razão da bebedeira desenfreada, por outro lado há o aspecto solidário e altruísta, pois, além de conscientizar a população da necessidade de ficar em casa, em tempos de pandemia, tem também arrecadado toneladas de alimentos e volumosas quantias em dinheiro para posterior distribuição a instituições de caridade.

 

Falamos até aqui dos artistas. Mas e nós simples mortais? Somos tão hipócritas quanto.

 

Um militar francês, do século XVII, definiu de maneira sarcástica a essência do comportamento hipócrita: A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude. Ou seja, todo hipócrita finge simular comportamentos corretos e socialmente aceitos.

 

Em regra, todo homem tem seu preço razão pela qual pode se deixar levar ao desvio de caráter e comportamento. É cômodo para o ser humano exigir mais direitos do que obrigações, mais educação para os seus, desde que em contrapartida possamos ao menos estacionar na vaga do idoso, ultrapassar na faixa contínua. E mais. Para quem anda de ônibus, assim como eu, sabe muito bem disso, fingir dormir no assento quando entra um idoso no busão.

 

Criticam os altos salários da classe política e de alguns servidores desses órgãos ou poderes, mas o que faríamos se estivéssemos lá, ocupando os mesmos cargos ou funções? Uma grande amiga e renomada advogada tem a resposta, ao dizer que está ruim pra quem tá fora do sistema.

 

Temos assistido e presenciado campanhas difamatórias contra os lados “A” e “B”, panelaço, buzinaço, passeata e carreata. Mas será que nos buzinaços e nas carreatas contra o aumento no preço dos combustíveis ou contra o aumento da cesta básica, tinha algum dono de posto ou de supermercado? Provavelmente não!

 

Quer ver outra hipocrisia? Essa mais atual do que nunca. Divulgar notícia falsa carregada de viés ideológico, a meu ver além de hipócrita é mau-caratismo, já que induz as pessoas a propagarem somente aquilo que interessa ao difusor.

 

No atual cenário, que na verdade vem desde lá muito atrás, vivemos em um antagonismo, onde a hipocrisia é mais agradável, pois mesmo com todos esses tipos de comportamentos inadequados ainda há muitos adeptos, ao passo que as pessoas diretas e mais verdadeiras são condenadas e escorraçadas.

Afinal, onde está a hipocrisia? No artista ou no fã?

 

O Nobel de Literatura, Jacinto Benavente, dizia que às vezes procura-se parecer melhor do que se é. Outras vezes, procura-se parecer pior. Eis a hipocrisia.

Ah! Estava esquecendo. Visto que a maioria das pessoas não enxergam além das aparências, durante o home office eu tenho me maquiado, faço a barba, uso paletó e gravata e na parte de baixo samba-canção.

 

Claiton Cavalcante – Contador, mestrando em Contabilidade Pública pela FUCAPE Business School, Conselheiro do CRC/MT.

 

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