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“A gente quer justiça”, diz viúva de João Alberto em encontro com parlamentares

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João Alberto foi espancado e morto em um Carrefour de Porto Alegre
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João Alberto foi espancado e morto em um Carrefour de Porto Alegre.

Nesta terça-feira (1),  integrantes da comissão externa da Câmara dos Deputados se reuniram com o pai e a viúva de João Alberto Silveira Freitas , um homem negro que foi espancado até a morte em uma unidade do  supermercado Carrefour em Porto Alegre. As informações foram dadas pelo UOL .

O objetivo da comissão externa é acompanhar as investigações do Caso João Alberto. O encontro entre parlamentares, o pai João Batista e a viúva Milena Borges Alves aconteceu em um auditório de um hotel em Porto Alegre.

Milena contou que João Alberto era uma pessoa saudável, alegre, que estava sempre cantando e dançando e ajudava com as tarefas de casa. “Ele que tomava a frente das coisas. Ele que decidia. Nesse sentido estou bem perdida”, relatou ela.

“Nunca pensei que uma ida no mercado iria acontecer esse tipo de coisa. A gente quer justiça “, complementou.

O pai de Beto disse que “é uma dor muito horrível” e que não deseja isso para ninguém. “Quero pedir a Deus para que nunca outra pessoa passe por isso”, afirmou.

“A gente tem aquela ideia de que nunca iria acontecer. Infelizmente aconteceu. É uma dor horrível, mas aguardo justiça. O que eu posso fazer é aguardar por justiça “, disse João Batista.

Durante a roda de conversa, Milena foi perguntada se entendia o assassinato de João Alberto como uma questão de racismo .

“Sim. Acredito que alguma coisa falaram para ele [no caminho até o estacionamento], de ter chamado de negro , algo assim. Para ele ter reagido daquela forma [ter dado o soco no segurança]”, respondeu ela.

“Não posso acreditar que a fúria com a qual atacaram meu filho não seja racismo “, disse João Batista. “A vida do meu filho não vai voltar mais, mas eu aguardo por justiça”, concluiu.

“Nós vimos nessa morte causa racial. Vontade era destruir. Nada, absolutamente nada, justifica o que aconteceu ali. Que não seja em vão, que isso nunca mais aconteça”, disse a deputada federal Benedita da Silva (PT).

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Médico relata que ele e colegas sofreram perseguição por não apoiar cloroquina

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Sergio Cimerman

O médico infectologista  Sérgio Cimerman declarou, na tarde deste domingo (17), durante coletiva de imprensa para comentar sobre a aprovação da Coronavac pela Anvisa, que ele e diversos outros médicos foram alvo de ameaças por não defenderem tratamentos sem comprovação científica, como a cloroquina, a ivermectina e o tratamento precoce.

“Na luta da nossa especialidade, agora eu vou abrir aos jornalistas, estamos sofrendo ameaças de morte constantes por parte de negacionaistas (…) não só eu como todos os diretores da sociedade brasileira de infectologia, que não apoiamos a cloroquina, ivermectina e o tratamento precoce”, afirmou.

Ele ainda afirmou que, apesar das ameaças, não deixou de acreditar na ciência e fazer o que é o certo.

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“Nós não nos furtamos até hoje de fazer a ciência e nós vamos continuar, com ameaças de morte ou não, seguindo na luta”, complementou.

Dados da vacina 

Após aprovação da Anvisa, o governo do estado de São Paulo detalhou, neste domingo (17),  como vai ser o plano de distribuição e aplicação da Coronavac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O diretor do Instituto Butantan,  Dimas Covas, confirmou o envio das doses prontas da CoronaVac para o Ministério da Saúde. De acordo com o diretor, das 6 milhões de doses, 4.636.936 serão enviadas para o governo federal. As outras 1.357.640 serão distribuídas pelo estado de São Paulo.

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