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A dor é salutar para o crescimento humano

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Por Francisney Liberato

Se a semente não for sepultada, o fruto não brota. Se o homem não sofrer, não haverá gratidão!

Chegar ao topo do monte Evereste tem sido o sonho de muitos alpinistas profissionais e o devaneio daqueles que não gostam de subir nem os lances da escadaria do prédio em que moram ou trabalham. O que o Evereste tem de lindo com sua paisagem branca e gelada tem também de perigoso para aqueles que ousam desrespeitar os seus limites e os seus descaminhos. “Espera aí”, você pode estar se questionando, “se ele é tão terrível assim, como tantos montanhistas atingiram o limite do monstro gelado e cruel?” O segredo é PREPARAÇÃO!

Para chegar ao topo, estudaram toda a geografia do monte. Seus vales, reentrâncias, cavidades. Conversaram com aqueles que já haviam passado por lá. Assistiram a filmes, documentários. Analisaram cada sucesso e cada derrota registrados na branca neve das paredes frias do Evereste. Seu pico está a 8.848 metros acima do nível do mar.

Há três classes de pessoas que, digamos, “desafiam” o Evereste: a primeira é aquela que sonha, mas não faz por merecer para realizar o sonho. Embala seus desejos, acredita que pode, mas não empreende esforços e fica apenas no desejo.

A segunda classe é aquela que quer, sente que pode, e por achar muito fácil não se prepara devidamente e decide ir de qualquer jeito. Sem cordas, sem as botas térmicas, sem barraca e sem oxigênio extra. Esse grupo é o das pessoas que veem a possibilidade da escalada, mas não analisam os perigos que enfrentarão se quiserem chegar ao cume. Partem de qualquer jeito e dizem: “Seja o que Deus quiser!”. Sobem um pouco e vão ficando pelo caminho, congelados em sua ignorância e inaptidão. Jamais chegarão! Têm vontade, acreditam, mas não têm PREPARO!

A terceira classe, não! Ela é mais cuidadosa. É composta daqueles que têm ciência das dificuldades que encontrarão pelo trajeto gelado e por conta disso se preparam, estudam e, quando percebem que estão confiantes, partem para a escalada, sempre respeitando os limites do gigante nevado. Esses vão em segurança, contratam guias. Leva-se em média 40 dias para se escalar o monte Evereste, pois é necessário algum tempo para que aconteça a aclimatação e o corpo se acostume à altitude.

Mas o que o Evereste tem a ver com o texto para concursos? Afinal, você é um estudante/concurseiro e não um alpinista. Eis aí a semelhança! Para conseguir a sua tão sonhada vaga no serviço público federal, estadual, distrital, municipal, provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Contabilidade (CFC), processo seletivo e certames em geral, você precisa se preparar. É preciso ter disciplina para chegar ao topo e receber os louros da vitória. Isso se chama MERITOCRACIA. Muitos se inscrevem no concurso sonhando conquistar estabilidade financeira e o sonho da aposentadoria, mas não querem se preparar, não querem se aclimatar para a subida. Querem o pódio, mas não querem abrir mão de alguns pseudoprivilégios que impedirão de tornar o sonho em realidade.

Qual o gigante que te impede? Qual é a montanha que está atravancando o seu caminho? Qual o medo que se agiganta e todos os dias grita nas ravinas internas do seu ego dizendo que você não vai conseguir? O homem é do tamanho dos seus sonhos e deixa de viver quando deixa de sonhar.

Muitos alpinistas venceram o Evereste porque ousaram acreditar que era possível. Escale as montanhas de seu medo e se prepare para hastear a sua bandeira de vencedor no topo dos seus sonhos.

Você pode!

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso e Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos”.

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A crença nos Espíritos como “Vantagem Adaptativa”

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Por Paiva Netto

Entender o que ocorre quando se deixa o plano físico, crer na eternidade da vida, comunicar-se com os ancestrais em Espírito, entre outras questões, acompanham os grupos humanos desde o princípio das eras. Estudiosos têm buscado compreender como essas crenças se manifestam psicológica e socialmente. Para muitos deles, a exemplo do antropólogo franco-americano Pascal Boyera crença em seres sobrenaturais é universal às religiões e é considerada pelos pesquisadores uma “vantagem adaptativa”.

O igualmente antropólogo norte-americano Michael Winkelman, em entrevista também ao programa Conexão Jesus — O Ecumenismo Divino, da Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV, internet e publicações), afirmou:

 — Por que é tão natural que a gente acredite nos Espíritos? (…) Nossos princípios biológicos nos levam a ter esse tipo de crença, por isso é natural para o ser humano acreditar nos Espíritos, pois temos evoluído certas capacidades mentais que nos conduzem a esse tipo de crença. (…) O mundo dos Espíritos tem um papel muito importante na evolução das pessoas e da sociedade. A ideia dos Espíritos nos dá uma referência a ser incorporada para melhorar nosso próprio comportamento. Ela igualmente nos oferece uma possibilidade de uma sociedade maior, mais bem integrada e com melhor funcionamento.  

A influência do Mundo Espiritual sobre o mundo da matéria, da qual trata o dr. Winkelman, é corroborada por vários pesquisadores. O debate ainda se amplia em relação à hipótese de estarmos programados para crer em Espíritos e exteriorizar nossa Religiosidade. Podemos mesmo dizer que esse sentido espiritual favoreceu nossa sobrevivência. Afinal, estamos nós, Homo sapiens sapiens, aqui para contar a história e não outro tipo de hominídeo.

Imaginem os benefícios que herdamos, como coletivo social, do indispensável cuidado da Espiritualidade Superior para conosco?! Quantos nobres e elevados valores podemos desenvolver por inspiração consciente ou inconsciente, vinda do coração generoso de abnegadas Irmãs e devotados Irmãos que, do Outro Lado da Vida, derramam sobre nós o amparo celestial? Citemos o perdão para ilustrar isso. A sociedade entraria em colapso sem esse divino postulado. E ele está na base das tradições de fé em todo o mundo, porquanto é ensinamento cuja origem vem do mais alto. Não foi sem propósito que Jesus, o Supremo Ligador do Céu à Terra, tanto difundiu esse princípio de transcendente teor espiritual:

 Quantas vezes se deve perdoar a um irmão 

21 Então, Pedro, aproximando-se do Cristo, Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? 

22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete (Evangelho, segundo Mateus, 18:21 e 22).

Educar nossas capacidades sensitivas, sob os auspícios do Amor Divino, para estabelecer a perfeita sintonia com o Governo Invisível da Terra é a salvação da humanidade neste Fim dos Tempos. Já advertia o saudoso Alziro Zarur:

— Não há segurança fora de Deus. 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com 

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