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A Bíblia Sagrada diz que Jesus não morreu

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Por Paiva Netto

Em meu livro Os mortos não morrem (2018), ressalto que, se Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos, é porque, ipso facto, há vida além da “morte”. Observemos bem o que está escrito no Evangelho, segundo João, 13:1: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus Irmãos que estavam no mundo, amou-os até ao fim”.  

Perceberam? O Evangelho não diz que Jesus iria morrer, mas “passar deste mundo para o Pai”. O Cristo de Deus derrotou a morte. Com isso nos capacita a sobrepujar quaisquer dificuldades aparentemente intransponíveis. É a indesmentível “Mensagem do Túmulo Vazio” — título de circular que escrevi em 25 de agosto de 1997, no Rio de Janeiro/RJ, madrugada de segunda-feira. Nela, com emoção, explicitei: com a Ressurreição de Jesus, a morte deixou de ser o lúgubre ingresso para o Nada; porquanto, na verdade, é a esplendorosa revelação de que a felicidade em Deus, o Provedor de todas as carências, é eterna, como perenes são as realizações do Bem, na Terra e no Espaço. Respeitemos a vida, e ela nos abençoará. Quando o Celeste Amigo revelou o Túmulo Vazio, acabou com os impossíveis, porque ressuscitou, conforme prometera, da morte para a eternidade. E nós, com Ele. Graças a Deus! 

 O Reino Espiritual Eterno de Jesus 

Os Espíritos de nossos entes queridos continuam vivos. Contudo, ainda são poucos os indivíduos que possuem o dom divino desenvolvido para visualizar os seres desencarnados. E quantas vezes as Almas se aproximam de nós, e as afastamos, cruelmente temerosos, pelo ridículo medo de “fantasmas”. Temor devemos ter, para argumentar, dos obsessores, espíritos malignos que desejam o nosso mal. Porém, os seres trevosos jamais alcançarão seu intento nem mesmo se aproximarão de nós, iluminados que estaremos pelo Bem, se nos mantivermos com a sintonia elevada aos Espíritos Divinos, nossos Anjos Guardiães, Almas Benditas, Numes Tutelares. Essa é a grande lição que reforço em minha obra A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (2018). 

Tanta coisa da ignorância humana urge ser derrubada! Jesus fala de um Reino Espiritual Eterno. Como é que não existem os Espíritos?  

Em Apocalipse sem Medo (2000), reproduzo esta meditação do aplaudido escritor Graham Greene (1904-1991): “Nosso mundo não é todo o Universo. Talvez exista um lugar onde Cristo não esteja morto”.  

Essa dimensão esplêndida, múltipla, infinita existe; e Jesus, o Bom Pastor, a deixou expressa em Sua Boa Nova, consoante João, 14:1 a 3. Trata-se de confortadora revelação aos Seus seguidores que, pelos milênios, perseveram até ao fim: 

 Jesus conforta os Discípulos 

1 Não se turbe o vosso coração: crede em Deus, crede também em mim.  

2 Na casa de meu Pai [o Universo], há muitas moradas [dimensões]. Se assim não fora, Eu vos teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.  

3 E, quando Eu for, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu esteja, estejais vós também.  

 Tão magnífico local inicia-se em nosso coração integrado em Deus. 

 José de Paiva Netto é Jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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Alienação Fiduciária: STJ considera nula citação de devedor por edital

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Por Irajá Lacerda

De forma resumida, a alienação fiduciária pode ser definida como “transferir algo com confiança“. Criada pela Lei n° 4728/1965, essa forma de relação comercial tornou-se um recurso bastante utilizado pelo devedor para fazer a transmissão de um bem ao credor em garantia do cumprimento de uma obrigação, como um financiamento, por exemplo.

Nesse caso, o bem que foi transmitido fica em nome do credor (fiduciário) como garantia até que a dívida seja quitada pelo devedor (fiduciante). O Código Civil, no artigo Art. 1.368-B, determina, inclusive, que a alienação fiduciária em garantia de bem móvel ou imóvel confere direito real de aquisição ao fiduciante.

Entretanto, caso não ocorra o devido pagamento e decorrido o prazo de carência previsto contratualmente, é feita a intimação do devedor fiduciante para pagar a dívida em atraso. O Código de Processo Civil especifica que citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para integrar a relação processual, e estabelece que a citação deve ser feita, dentre outras, pelos correios, por oficial de justiça ou, em últimos casos, por edital.

O Art. 252 do CPC estipula que, quando, por duas vezes, o oficial de justiça procurar o citando em seu domicílio ou residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar (citação por hora certa).

Já o Art. 256 estabelece que a citação por edital será feita quando desconhecido ou incerto o citando, ou quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que aquele se encontrar. O réu será considerado em local ignorado ou incerto se infrutíferas as tentativas de sua localização, inclusive, mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos públicos ou de concessionárias de serviços públicos (§ 3º).

Sobre essa questão, recentemente, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou nula a intimação por edital realizada por um banco após três tentativas para intimar uma devedora por meio de oficial de justiça. O colegiado entendeu que a intimação por edital é medida excepcional, utilizada nos casos em que o endereço do devedor é desconhecido, e que o credor não comprovou, antes do edital, que havia esgotado todos os meios para localizar a devedora.

Na decisão, a relatora, ministra Nancy Andrighi, explicou que, nos termos do artigo 26, parágrafo 4º, da Lei 9.514/1997, a intimação por edital restringe-se às hipóteses em que o devedor, seu representante legal ou procurador encontrar-se em local ignorado, incerto ou inacessível. Para o STJ, devem ocorrer todas as tentativas de citação do devedor fiduciante – AR, Oficial de Justiça, Hora Certa, Pesquisa de Endereço no SISBAJUD, INFOJUD, RENAJUD, etc – para posteriormente, ser feita a citação por edital.

Portanto, a citação por edital deve ser considerada como a última modalidade que o credor deve solicitar ao Juízo. Caso realizada sem observar os trâmites anteriores acima citados, será considerada afronta aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, bem como, ao princípio processual da economicidade processual, dando azo à arguição de nulidade processual pela parte contrária.

Irajá Lacerda é advogado, ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-Mato Grosso e da Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da AL/MT. Atualmente ocupa o cargo de Chefe de Gabinete do Senador Carlos Fávaro. E-mail: irajá[email protected]

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