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Deputada cobra explicações sobre resolução do Conanda sobre aborto em menores

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL), líder da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, enviou um requerimento à ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, solicitando esclarecimentos sobre deliberações do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) referentes ao aborto em menores de idade. A movimentação ocorre em meio a uma polêmica resolução que o Conanda deve votar na próxima segunda-feira (23).

Resolução polêmica

O Conanda está prestes a decidir sobre uma resolução que trata do aborto em casos de crianças e adolescentes vítimas de estupro. De acordo com o documento, o procedimento poderia ser realizado mesmo sem o consentimento ou conhecimento dos pais da vítima. Além disso, a resolução não estipula restrições quanto ao tempo de gestação do feto, o que tem gerado controvérsias.

Deputada federal, coronel Fernanda

Para a deputada Coronel Fernanda, a situação é alarmante. Ela critica a falta de transparência e a ausência de consulta pública sobre o tema, além de questionar a escolha da data para a votação, que ocorre às vésperas do Natal. “É urgente que o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania nos dê explicações céleres sobre essa pauta. Esta suposta resolução não foi submetida à consulta pública, ignora o Congresso Nacional e ainda será votada quase na surdina”, declarou a parlamentar.

Entre as questões levantadas por Coronel Fernanda, está a razão pela qual um conselho vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos pretende legislar sobre um tema tão sensível sem a devida consulta ao Congresso Nacional. Ela também questiona o motivo da escolha do dia 23 de dezembro para a votação.

Estrutura do Conanda

O Conanda é composto por 30 conselheiros, sendo 15 representantes da sociedade civil e 15 selecionados pelo governo federal, incluindo membros de ministérios e da Casa Civil. Para que a resolução seja aprovada, é necessário o voto da maioria dos conselheiros.

Reações da Sociedade Civil

A Associação Guardiões da Infância e Juventude manifestou-se contra a resolução, lançando um abaixo-assinado que critica a falta de consulta pública. Diferentemente de outras resoluções do Conanda, a minuta não foi disponibilizada para sugestões ou críticas do público, o que tem gerado descontentamento entre diversos setores da sociedade.

 

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Câmara quer acabar com cobrança da gorjeta em restaurantes

Projeto prevê multa de até R$10 mil aos estabelecimentos que descumprirem essa determinação, além de interdição temporária

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço, da Câmara dos Deputados, aprovou na quarta-feira (6) o Projeto de Lei 2768/15, do deputado Carlos Manato (SD-ES), que proíbe a cobrança de taxa de serviço – gorjeta de 10% sobre o valor total da conta – de clientes de restaurantes por peso.

 

Segundo o autor do PL, já virou costume a cobrança de taxa de serviço cobrada em bares e restaurantes. Para Manato, no entanto, é abusiva e constrangedora a referida cobrança em restaurantes que comercializam alimentos por peso.

 

Relator na comissão, o deputado Luiz Carlos Ramos (PTN-RJ) defendeu a aprovação do texto. Ele ressalta que não há lei que obrigue o pagamento de qualquer taxa pela prestação de serviço em favor de restaurante que comercializa alimentos prontos.

 

“A taxa de serviço, popularmente conhecida por gorjeta, é uma mera liberalidade do consumidor em retribuição a um serviço que considerou bem prestado”, destacou.

 

“Por se tratar de autoatendimento em empresas prestadoras de serviço de alimentos prontos, devemos reconhecer que é absolutamente inadequada a cobrança da taxa sobre parcela da conta correspondente aos alimentos do bufê”, completou.

 

O projeto prevê multa de R$ 1.000 a R$ 10 mil aos estabelecimentos que descumprirem essa determinação. Em caso de reincidência, a punição pode chegar à interdição temporária, segundo prazos e condições a serem definidas em regulamento.

 

Tramitação

 

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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