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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Denise

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Região de antiga movimentação por parte de seringueiros e poaieiros. Nem todas as ações foram registradas. Adolpho Josetti andou pela região e comercializava o látex extraído da seringueira. Josetti centralizava a documentação da exportação num escritório em Corumbá e localizava a exploração dos produtos na região entre os rios Bracinho e Bugres. Transportava a borracha na lancha de nome Santana. A sede do seringal situava-se no Barracão de Zinco, mais tarde Fazenda Machado. O nome zinco adveio do material trazido de um antigo barracão localizado no atual município de Santo Afonso, zinco que cobria parte do barracão novo. Adolpho Josetti viajava, em 1924, pela região. Adoeceu. Por excesso de medicação faleceu no mesmo ano, sendo sepultado na margem esquerda do Rio Bracinho, nas proximidades do asfalto Denise-Assari.

José Gratidiano Dorileo chegou na região da Fazenda Duas Antas em outubro de 1942, dedicando-se à extração de ipecacuanha e borracha. A par do extrativismo vegetal, Dorileo cuidou da criação de gado, cavalo, porcos e, também, da produção de café. Era formado em contabilidade pelo Lyceu Salesiano de São Paulo. Naqueles tempos, o território de Denise era uma fechada mata, riquíssima tanto em ipeca como em borracha. Teve, certo ano, 111 poaieiros, produzindo, então, 6 toneladas de poaia. A queda de cotação comercial, tanto da poaia, como da borracha fez Gratidiano abandonar essas duas produções. José Gratidiano tocou garimpo, também em Duas Antas. Em 1945, abriu e utilizou um campo de aviação para um Cessna, que ali baixava regularmente.

O pároco de Arenápolis, padre José Lago da Rocha, um dia apareceu na Fazenda Duas Antas, atendendo espiritualmente o povo. Por fim, Gratidiano vendeu a fazenda. Desapareceram, então, os sinais de vida e opulência antiga. Entretanto, Gratidiano manteve como propriedade apenas uma parte da fazenda antiga, denominada Barranco Vermelho, que passou a ser denominada Gleba Miru.

Júlio da Costa Marques, sobrinho do ex-presidente do Estado de Mato Grosso, Joaquim Augusto da Costa Marques, e genro de José Gratidiano Dorileo, conseguiram um empréstimo favorável do Banco do Brasil, tendo como objetivo agilizar um movimento colonizador na área remanescente da Fazenda Duas Antas. Costa Marques contratou dois experientes corretores de terras. A esta altura já tinha providenciado a demarcação e divisão de lotes urbanos e rurais. Loteou o terreno, que seria futura cidade de Denise. No projeto, Júlio da Costa Marques deu o nome de sua filha, Denise, ao futuro centro da gleba, mais tarde o município de Denise. Já nesse tempo novo, o primeiro morador a chegar ao loteamento foi o Sr. José Fernandes, que trouxe consigo uma serra pica-pau, pondo-a a trabalhar. A 20 de setembro de 1968, chegaram as famílias de Vicente Jacinto Franco, José Jacinto Franco, José Jacinto Franco Neto, José Jacinto Sobrinho e Assiz Franco Sobrinho. O acampamento dessas famílias situava-se onde funcionaria anos depois uma “discoteque” – uma casa dançante. A 27, portanto sete dias depois, o padre Edgar Müller, então pároco de Tangará da Serra, celebrou a primeira missa de Denise, no acampamento do Córrego Buriti, a três quilômetros, ao sul do centro da cidade. A resposta deste frutuoso trabalho veio em curto espaço de tempo. Através da criação do distrito de Denise, pela Lei nº. 3.757, de 29 de junho de 1976, com território jurisdicionado ao município de Barra do Bugres.

Até 1981, o núcleo vivia em torno da agricultura de subsistência e a pecuária extensiva. Neste ano teve início a instalação da usina de álcool – Destilaria Itamaraty. O plantio de lavouras de cana-de-açúcar, embora situadas em áreas não abrangidas pelo distrito, teve influência decisiva. Concorreu para a prosperidade, sobretudo com a criação de trabalhos diretos e indiretos. Com a pavimentação de parte da rodovia MT-123, em 1982 e 1983, Denise ficou definitivamente ligada à capital do Estado. Eram 181 quilômetros de estrada asfaltada, e apenas 23 de terra, porém, transitável o ano todo.

Nessa situação Denise libertou-se do isolamento em que vivia, uma vez que a rodovia anterior apresentava as piores condições de tráfego, tanto nas águas quanto na estiagem. A resposta ao desenvolvimento foi a criação do município. O fato deu-se através da Lei Estadual nº. 4.453, de 06 de maio de 1982, de autoria do deputado estadual Hitler Sansão: 

Artigo 1º – Fica criado o município de Denise, com território desmembrado do município de Barra do Bugres.

Significado do nome

A denominação da localidade é homenagem que Júlio da Costa Marques fez à sua filha, Denise, ao futuro centro da gleba, mais tarde o município de Denise.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE DENISE

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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