Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Crescimento do emprego impulsiona busca por moradias populares no interior de MT

Publicados

em

O avanço do emprego no interior de Mato Grosso trouxe um desafio que vai além da abertura de vagas: oferecer condições para que os trabalhadores permaneçam nas cidades onde contribuem para movimentar a economia. Nesse cenário, a construção de casas populares passa a integrar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento econômico regional.

A avaliação é do cientista político João Edisom de Souza. Para ele, municípios em expansão precisam conciliar geração de empregos, crescimento urbano e acesso à moradia. “Uma cidade pode atrair investimentos e criar postos de trabalho, mas precisa oferecer condições para que as pessoas permaneçam, formem suas famílias e construam uma trajetória naquele município. A casa própria é decisiva nesse processo”, analisa.

Sapezal ajuda a dimensionar essa relação. Impulsionado pelo agronegócio, o município encerrou 2025 com saldo positivo de 1.090 empregos com carteira assinada e ficou entre as seis cidades que mais criaram postos formais em Mato Grosso, conforme dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo João Edisom, os resultados econômicos precisam se transformar em conquistas percebidas no cotidiano da população. “Quando o trabalhador conquista a casa própria, ele cria raízes, fortalece seus vínculos com a cidade e passa a participar de maneira mais ativa da economia local. Isso movimenta o comércio, amplia o consumo e gera maior estabilidade para as famílias”, afirma.

Leia mais:  TCE-MT e TCU iniciam diagnóstico sobre transparência das filas do SUS em Mato Grosso

Permanência dos trabalhadores

A necessidade de reter profissionais também alcança municípios que exercem forte influência regional. Alta Floresta e Juína concentram atividades de comércio, saúde, educação e prestação de serviços que atendem moradores de diversas cidades vizinhas.

Para o especialista, a dificuldade de encontrar uma moradia compatível com a renda pode limitar a permanência de profissionais essenciais e elevar a rotatividade nas empresas.

“O trabalhador encontra uma oportunidade, mas nem sempre consegue se estabelecer. A oferta de moradias acessíveis ajuda a manter profissionais da saúde, da educação, do comércio, da segurança e de outros serviços fundamentais para o crescimento do interior”, explica.

Os efeitos econômicos continuam após a entrega dos imóveis. A formação de novos bairros amplia a procura por móveis, materiais de construção, supermercados, farmácias, transporte, manutenção e outros serviços, criando novas oportunidades para os negócios locais.

Sapezal está entre os municípios onde a GRF Incorporadora já iniciou a construção de 532 casas populares. Juína, (113 casas,) e Alta Floresta, com 800 apartamentos, serão as próximas cidades a receber os empreendimentos da empresa, que atua na construção de moradias enquadradas no programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Em Mato Grosso, os projetos contam ainda com os benefícios do SER Família Habitação, programa do Governo do Estado que concede subsídios para auxiliar no pagamento da entrada do imóvel, conforme a renda familiar e os critérios de cada município. A combinação das iniciativas reduz uma das principais barreiras enfrentadas pelas famílias na aquisição do primeiro imóvel.

Leia mais:  Ex-prefeito apoia Pivetta e cita continuidade do progresso em Mato Grosso

Para o CEO da GRF Incorporadora, Diogo Reis, a articulação entre os programas governamentais amplia significativamente o acesso à moradia no interior.

“O subsídio destinado à entrada aproxima o imóvel da realidade financeira das famílias. Em Sapezal, onde os empreendimentos já estão em construção, vemos o trabalhador transformar o desenvolvimento da cidade na realização do sonho do primeiro imóvel. É a conquista concreta da casa própria. Agora, queremos levar essa mesma oportunidade para que as famílias de Juína e Alta Floresta também realizem esse sonho nas cidades onde constroem suas vidas profissionais”, destaca Diogo Reis.

Na avaliação do cientista político João Edisom, ampliar a oferta de casas populares fora dos grandes centros favorece uma distribuição mais equilibrada dos investimentos no estado. “A moradia transforma crescimento econômico em qualidade de vida. Além de dar segurança às famílias, ajuda a reter trabalhadores, fortalece o mercado consumidor e torna o desenvolvimento dos municípios mais duradouro”, conclui.

Propaganda

Mato Grosso

Pivetta minimiza liderança em pesquisa e diz que foco está na gestão de Mato Grosso

Publicados

em

Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, afirmou nesta terça-feira (25) que não se empolga com os resultados de pesquisas eleitorais. A declaração foi dada após levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas apontar, pela primeira vez, o governador numericamente à frente do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

“Eu, sinceramente, não me emociono muito com pesquisas”, declarou Pivetta durante uma coletiva de imprensa.

Na pesquisa estimulada, o governador aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registra 35%. O resultado indica uma mudança em relação a levantamentos anteriores, nos quais o senador vinha ocupando a primeira posição.

Apesar da vantagem apontada pela pesquisa, Pivetta disse que pretende manter a atenção concentrada na administração estadual. Nos momentos fora da agenda oficial, segundo ele, o trabalho tem sido apresentar propostas e defender a continuidade do projeto político iniciado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União).

“Estamos trabalhando, nos apresentando para mais quatro anos, falando sobre as nossas propostas, sobre a disposição e a experiência que temos na gestão de Mato Grosso, para transformar esses quatro anos em tempo de prosperidade”, afirmou.

Leia mais:  TCE-MT aprova contas de 2025 do Governo, mas aponta excesso de renúncias fiscais e obras paralisadas

O governador também defendeu a manutenção das ações desenvolvidas nos últimos anos, mas ressaltou que uma eventual próxima gestão deverá ampliar o olhar sobre as questões sociais. Para Pivetta, o crescimento econômico do Estado precisa ser acompanhado por políticas capazes de reduzir a pobreza e melhorar o acesso da população aos serviços básicos.

“Continuar doze anos de prosperidade. Os sete anos e meio do Mauro e, se Deus quiser e o povo me contratar, meus quatro anos e nove meses serão de muito trabalho, de muita dedicação”, disse.

Na sequência, reforçou a prioridade que pretende dar à área social. “Então, vamos dar mais foco em cuidar de gente”, completou.

Dados da pesquisa

A Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente 1.504 eleitores em 56 municípios de Mato Grosso, entre os dias 21 e 23 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02157/2026.

 

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana