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BRASIL E MUNDO

Candidato de extrema direita apoiado por Trump é o novo presidente da Colômbia

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O advogado Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (21.06) em uma das disputas mais apertadas da história recente do país. Representante da extrema direita e aliado político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele venceu o segundo turno contra o senador governista Iván Cepeda por uma margem inferior a um ponto percentual.

Segundo a apuração preliminar divulgada pela autoridade eleitoral colombiana, De la Espriella obteve 49,6% dos votos, contra 48,7% do adversário de esquerda, que representa o atual governo do presidente Gustavo Petro.

Após o anúncio do resultado, o presidente eleito afirmou que o país inicia “uma nova era” e uma “nova história para a nação”, durante discurso na cidade de Barranquilla, onde apareceu em um veículo semelhante ao usado em cerimônias papais e sob forte esquema de segurança, atrás de barreiras de vidro à prova de balas.

A vitória foi celebrada por seus apoiadores como uma guinada política no país, enquanto setores da oposição contestaram o resultado. Iván Cepeda declarou que não reconhece a derrota antes da conclusão oficial da apuração e anunciou que pretende contestar cerca de 33 mil urnas, o que pode prolongar a instabilidade política.

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Nas ruas de Bogotá e outras cidades, manifestantes protestaram contra o resultado, alegando falta de representatividade do novo presidente e prometendo novas mobilizações nos próximos dias.

Durante a campanha e após a vitória, De la Espriella afirmou ter recebido apoio direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Horas depois, Trump publicou uma mensagem em rede social parabenizando o resultado, o que reforçou a repercussão internacional da eleição.

A eleição é considerada uma das mais polarizadas da história da Colômbia, marcada por diferenças ideológicas profundas, debates sobre segurança pública e o futuro dos acordos de paz com grupos armados.

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BRASIL E MUNDO

Lula negocia com cúpula da União Europeia para reverter veto a produtos brasileiros

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Em meio à Cúpula do G7 em Évian, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta terça-feira (16) com as principais lideranças da União Europeia para tentar destravar barreiras comerciais que ameaçam as exportações brasileiras. O encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, teve como foco principal o pedido de revisão das restrições impostas à carne e aos materiais siderúrgicos do Brasil.

O movimento diplomático ocorre em um momento crítico, após o bloco europeu anunciar, no último dia 6, a proibição da importação de carnes, peixes, mel e tripas produzidos em território brasileiro. A medida, que deve entrar em vigor em 3 de setembro, foi justificada pela Comissão Europeia sob a alegação de que o Brasil não comprovou o cumprimento de exigências sanitárias, especificamente quanto ao uso de medicamentos antimicrobianos na cadeia produtiva animal.

Lula utilizou suas redes sociais para informar que o Itamaraty atuará diretamente com técnicos europeus para identificar e sanar os pontos de atrito. “Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil”, declarou o presidente, reforçando que as negociações seguem as diretrizes do acordo Mercosul-União Europeia.

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A restrição foi anunciada em maio, logo após a formalização do acordo comercial entre os dois blocos. Agora, o governo brasileiro corre contra o tempo para apresentar as garantias técnicas necessárias e evitar que o veto de setembro cause um impacto profundo na balança comercial e nos setores de agronegócio e siderurgia.

 

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