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Assembleia aprova projeto de Diego Guimarães que regulamenta traçados de rodovias estaduais

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Com o objetivo de garantir que o interesse público e a transparência prevaleçam na infraestrutura de Mato Grosso, a Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 1431/2024, de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos). A matéria que regulamenta, com rigor, qualquer alteração nos traçados de rodovias estaduais ou estadualizadas historicamente consolidadas foi aprovada em plenário no dia 20 de maio e agora aguarda a sanção do governo do estado.

A proposta busca modernizar e dar ampla publicidade ao modelo de deliberação. Conforme consta textualmente na justificativa do projeto, a atual Instrução Técnica nº 001/2022 da Sinfra permite uma lacuna normativa onde “a proposta de alteração de rodovias estaduais observa um trâmite semi-secreto, sem nenhuma publicidade efetiva e instaurada por qualquer ‘entidade representativa local’ sem nem mesmo observar um qualquer critério para se definir qual seria essa representatividade”.

O texto da matéria adverte que, pelas regras vigentes, é possível constituir uma associação em um dia e, no outro, propor a mudança de uma estrada. O documento reforça que nenhuma forma de consulta popular efetiva ou análise de impactos sociais e patrimoniais é exigida, permitindo inclusive que o próprio órgão competente inicie e finalize o projeto sem o devido controle social. A justificativa técnica alerta que o formato atual expõe o interesse público à “absoluta e plena vulneração, contrariando os primados que devem informar toda e qualquer decisão do gestor público”.

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Para o deputado Diego Guimarães, o novo marco legal é fundamental para trazer segurança jurídica e rigor técnico. “Mudar o traçado de uma estrada mexe profundamente com a economia local, com o valor das terras e com a vida de comunidades inteiras. O cidadão precisa e deve ser ouvido”, defende o parlamentar.

O projeto considera historicamente consolidada a rodovia que conste em mapas públicos ou no Mapa Rodoviário elaborado pela Sinfra, e cujo traçado seja amplamente utilizado localmente. A partir da sanção, qualquer mudança estrutural dependerá de lei de iniciativa parlamentar ou do próprio Poder Executivo.

A única exceção será aplicada a trechos inferiores a 500 metros que atendam cumulativamente a motivações técnicas, ambientais ou antropológicas, e que não exijam desapropriações. Nos demais casos, a proposta precisará comprovar, em simultâneo, a redução de impactos ambientais, maior economicidade na obra e no transporte de pessoas e cargas, vantagens reais para a comunidade afetada e a redução da distância entre os municípios.

Além disso, a nova legislação estabelecerá critérios técnicos e jurídicos rígidos para instruir os processos. Os projetos deverão contar com estimativa de custos, demonstração de dotação orçamentária para desapropriações, proposta de indenização aos impactados negativamente, cobrança de contribuição de melhoria para as propriedades valorizadas e uma solução jurídica efetiva para garantir a conservação do traçado antigo que virar variante.

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Também será obrigatória a notificação prévia de todos os proprietários e possuidores de imóveis potencialmente atingidos — em especial aqueles cujas terras deixarão de ser servidas pela via original —, bem como a apresentação de Certidão de Inteiro Teor atualizada de todo o percurso.

No âmbito da participação popular, a proposta obriga a realização de audiência pública na sede do município mais populoso atingido antes da análise em primeira votação no Parlamento. O ato deve ser precedido de ampla divulgação em jornais físicos e virtuais de grande circulação, contendo mapas claros comparando as rotas, justificativas e um link de acesso público a todos os documentos.

Caso a lei seja sancionada e entre em vigor, as diretrizes administrativas anteriores serão revogadas e todas as propostas de alteração de traçados pendentes de análise que não cumprirem os novos requisitos serão arquivadas de forma automática para adequação técnica às novas regras de transparência.

Fonte: ALMT – MT

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Municípios discutem na ALMT alternativas para ampliar Teste do Pezinho

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), em parceria com o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), realiza nesta quinta-feira (11), no Auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa (ALMT), em Cuiabá, a 2ª Semana da Triagem Neonatal de Mato Grosso e o 3º Encontro Mato-Grossense de Triagem Neonatal. O evento, que acontece das 7h30 às 17h30, já conta com a confirmação de gestores e profissionais de saúde de 93 municípios mato-grossenses.

Com o tema “Cobertura Populacional e Busca Ativa: Desafios Atuais da Triagem Neonatal em Mato Grosso”, a mobilização atende às diretrizes da Lei Estadual nº 12.584/2024, que instituiu a semana de conscientização anualmente na primeira semana de junho, coincidindo com o Dia Nacional do Teste do Pezinho e com o marco de 25 anos do Programa Nacional de Triagem, celebrados neste mês.

O principal objetivo do encontro é discutir e cobrar a ampliação do programa no estado. Atualmente, o Teste do Pezinho oferecido pela rede pública em Mato Grosso cobre apenas sete patologias (hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, deficiência de biotinidase, fibrose cística, hiperplasia adrenal, anemia falciforme/hemoglobinopatias e toxoplasmose). O número está muito abaixo de grandes centros de referência no Brasil, que já realizam o rastreamento ampliado para 50 a 60 doenças raras e complexas.

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O deputado Diego Guimarães destaca que os profissionais de saúde recomendam o diagnóstico precoce, realizado idealmente entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido. Essa rapidez é crucial para o início imediato do tratamento, evitando sequelas neurológicas graves, deficiências cognitivas e até a morte.

Estrutura e Demanda – O debate ganha relevância diante da robusta estrutura e da alta demanda do programa no estado. Mato Grosso encerrou o ano de 2025 com 757 postos cadastrados para a realização da triagem neonatal. Essa rede é responsável por cobrir um universo expressivo de nascimentos: somente em 2025, o estado registrou 57.658 nascidos vivos (dados preliminares oficiais), mantendo a média histórica dos últimos cinco anos, que sempre supera a marca de 55 mil bebês anuais.

Serviço

Evento: 2ª Semana da Triagem Neonatal de MT e 3º Encontro Mato-Grossense de Triagem Neonatal

Data: 11 de junho de 2026 (quinta-feira)

Horário: 7h30 às 17h30

Local: Auditório Milton Figueiredo – Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) – Cuiabá/MT

Fonte: ALMT – MT

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