Mato Grosso
Mato Grosso lança Programa “Regulariza Rural” beneficiando 1.300 pequenos produtores
O Governo de Mato Grosso lançou nesta terça-feira (27.1) o Programa Regulariza Rural em Tangará da Serra, uma iniciativa crucial para a segurança jurídica e ambiental de 1.300 pequenos produtores do estado. O projeto visa oferecer consultoria técnica gratuita para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA), fundamental para regularizar passivos ambientais.
O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou a importância da ação para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. “Sempre acreditei no potencial da terra para transformar vidas. Minha própria trajetória começou com o trabalho no campo, e sei o valor do esforço do pequeno produtor. Programas como o Regulariza Rural Tangará proporcionam a segurança que o agricultor precisa para formalizar sua propriedade, acessar financiamentos e produzir dentro da legalidade. É assim que garantimos o cuidado com a terra, com a família e com o futuro de Mato Grosso”, declarou Pivetta.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro e financiada pelo Banco KfW, conta com a execução do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Recebe também o apoio de diversas entidades, como o REM, Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI), Sindicato Rural de Tangará da Serra, Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura (Seaf) e Embrapa, demonstrando um esforço conjunto para a sustentabilidade.
Segurança e oportunidade para o campo
Para Gabriel Roberto de Sousa, produtor rural de 63 anos do assentamento Vale do Sol 2, na região do Bezerro Vermelho, a regularização fundiária representa a realização de um antigo sonho. “No passado, era muito difícil para nós, pequenos proprietários, termos acesso à regularização. Hoje, com o apoio do Governo de Mato Grosso, estamos conquistando essa documentação e a segurança para produzir”, afirmou.
Em sua propriedade de aproximadamente cinco hectares, Gabriel cria gado, porcos e galinhas para a subsistência familiar. Ele enfatiza que a regularização jurídica não só assegura a posse da terra, mas também abre portas para o planejamento de investimentos futuros, sempre em harmonia com o meio ambiente. “Antes, o pequeno produtor não tinha acesso nem oportunidade. Agora, esse cenário está mudando e conferindo credibilidade a quem trabalha na agricultura familiar, que é a espinha dorsal da produção sustentável em Mato Grosso”, completou.
O vice-governador finalizou sua fala com uma projeção otimista: “A expectativa é que, ainda neste ano, todos os 1.300 produtores tenham suas propriedades regularizadas, garantindo acesso a políticas públicas, financiamento e uma produção cada vez mais sustentável. É desta forma que edificamos um Mato Grosso mais robusto e equitativo para todos os seus cidadãos.”
Mato Grosso
Papa Leão exalta novos beatos e destaca martírio de Padre Nazareno Lanciotti em Mato Grosso
Durante a oração do Angelus, o Papa Leão prestou uma homenagem especial aos novos beatos da Igreja Católica, destacando a trajetória de sacerdotes que deram a vida em nome da fé. Entre os nomes mencionados estavam os padres Venceslao, Drobla e João Bula, da República Tcheca, além de João Swierc e seus companheiros salesianos da Polônia. O pontífice ressaltou que todos foram vítimas de perseguições por regimes totalitários, sendo reconhecidos como mártires devido à fidelidade inabalável a Cristo.
O Santo Padre dedicou um momento de sua fala para recordar a beatificação de Nazareno Lanciotti, ocorrida neste sábado em Cáceres, no interior de Mato Grosso. O sacerdote romano e missionário foi definido pelo Papa como um mártir que, movido pelo Evangelho, dedicou-se incansavelmente à defesa dos mais pobres. O exemplo desses testemunhos corajosos foi apontado como um suporte essencial para a missão da Igreja e de seus presbíteros.
Padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil em 1971, após conhecer o trabalho da Operação Mato Grosso. Fixou-se em Jauru, na fronteira com a Bolívia, onde iniciou um intenso trabalho de evangelização e assistência social que durou três décadas. Fundador da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, ele foi responsável pela criação de 57 comunidades eclesiais rurais, além de obras marcantes como um hospital, uma casa de repouso para idosos e uma escola que atende centenas de crianças.
Sua atuação também foi marcada pela coragem em denunciar crimes graves na região, como a exploração de menores e o tráfico de drogas. Essa postura firme em favor da justiça e dos vulneráveis culminou em um atentado em 2001, quando foi baleado em sua própria residência, vindo a falecer dias depois. Consagrado ao Imaculado Coração de Maria e membro do Movimento Sacerdotal Mariano, o novo beato deixa um legado de amor à Igreja e serviço comunitário que permanece vivo na região Oeste de Mato Grosso.
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