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400 mil mortes poderiam ter sido evitadas no Brasil, diz epidemiologista

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Pedro Hallal na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Pedro Hallal na CPI da Covid


Segundo o epidemiologista Pedro Hallal, 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas no Brasil caso fossem adotadas medidas de controle da pandemia. Ele participou da sessão desta quinta-feira (24) da CPI da Covid, destinada a ouvir especialistas sobre o impacto da pandemia e da ausência de medidas nos óbitos do país.

Caso seguissem o padrão na pandemia em outros países, o Brasil poderia ter evitado 4 em cada 5 mortes por Covid-19, afirmou Hallal. “Então, é um número composto, são 400 mil vidas que poderiam ter sido salvas por diferentes mecanismos de ação que o Brasil poderia ter adotado”, disse o especialista.

Também esteve presente a coordenadora do Movimento Alerta e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck. Junto com Hallal, ela endossou medidas não farmacológicas, como o isolamento social e uso de máscara, além de uma vacinação mais rápida.

Segundo Hallal, com uma suposta rápida e eficiente política de vacinação, até 145 mil mortes poderiam ter sido evitadas. Já Jurema apontou um estudo que indica que 120 mil mortes poderiam ter sido evitadas até março deste ano.

Ambos atribuíram ao governo de Jair Bolsonaro a responsabilidade pela não adoção de medidas adequadas para o enfrentamento da pandemia e as consequentes mortes.

Fonte: IG SAÚDE

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Sputnik V não protege eficientemente contra variante Beta, diz estudo

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Sputnik V não protege eficientemente contra a variante Beta, diz estudo
Isabela Silveira

Sputnik V não protege eficientemente contra a variante Beta, diz estudo

Ensaios clínicos realizados no final do ano passado demonstraram que a Sputnik V é 91,6% eficaz contra a Covid-19. A vacina russa já tem sido usada em países como Argentina, México, Hungria, além da própria Rússia. Um novo estudo buscou certificar a eficácia do imunizante em neutralizar as mutações do coronavírus e concluiu que a vacina é segura contra a variante Alfa (Reino Unido), mas não tão eficiente contra a Beta (África do Sul). A pesquisa, contudo, não testou a variante Delta, dominante em muitos locais.

A pesquisa publicada pela “Nature Communications” observou amostras de soro de 12 voluntários na Argentina, um mês depois essas pessoas receberem as duas doses da vacina Sputnik V. A equipe liderada pelo Dr. Benhur Lee analisou a capacidade neutralizante da vacina russa contra duas variantes comuns no país latino: a variante Alpha, que surgiu no Reino Unido, e a variante Beta, que apareceu na África do Sul.

Para o experimento, eles usaram vírus recombinantes, que carregam mutações na proteína S, encontradas também nas variantes. O vírus utiliza essa proteína para entrar nas células humanas. Além disso, os cientistas examinaram a mutação E484K, que também ocorre na proteína S e está presente em outras variantes, como a Gama, variação brasileira.

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Os resultados do estudo apontaram eficácia satisfatória na neutralização da Alpha, moderada contra a mutação E484K e reduzida em oposição à variante Beta.

Os pesquisadores afirmam que, embora a amostra utilizada seja pequena, indicando a necessidade de estudos maiores, os resultados podem ser considerados representativos. Dessa maneira, a capacidade da variante Beta e da mutação E484K escapar da neutralização de anticorpos sugere dificuldades no controle de algumas variantes.

Isso não significa, contudo, que a Sputnik V e outras vacinas não funcionem. Os autores do estudo acreditam, porém, que elas precisam ser atualizadas a fim de aumentar a eficácia contra as variantes emergentes que tem preocupado os especialistas em saúde.

Fonte: IG SAÚDE

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