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4 gráficos que explicam o que fazer se você mora com uma pessoa com coronavírus

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Covid em casa: 4 gráficos que explicam o que fazer se você mora com uma pessoa com coronavírus
Covid-19 em casa | Reprodução: BBC News Brasil

Todas as pessoas com covid-19 que não precisam de internação hospitalar devem ficar em isolamento em suas próprias casas para evitar a disseminação do coronavírus, segundo as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e de autoridades de saúde de dezenas de países.

O ideal, se possível, seria que o paciente tivesse um espaço onde pudesse se isolar dos outros habitantes da casa durante 10 ou 14 dias — ou o tempo necessário dependendo da evolução dos sintomas. Se a pessoa tem febre alta, calor, calafrios, náuseas ou diarreia, o período de isolamento pode ser mais longo, de acordo com NHS (o serviço de saúde pública britânico).

Mas a realidade é que a grande maioria das pessoas mora em espaços compartilhados, sem um banheiro de uso exclusivo e muitas vezes dividindo o quarto.

A BBC explica resumidamente, em quatro gráficos, o que fazer em casas e apartamentos onde pessoas saudáveis dividem espaço com alguém que está contaminado com covid-19.

O avanço das pesquisas sobre a covid-19 mostra que os maiores riscos de contaminação é em espaços fechados, onde as pessoas compartilham o mesmo ar, por isso se recomenda fortemente o uso de máscaras. Mesmo assim, ainda precisam ser tomados cuidados em relação à contaminação de superfícies se você divide a casa com alguém infectado com covid.

Circulação do ar

A porta do quarto onde a pessoa infectada dorme deve ser mantida fechada e as janelas sempre abertas, para que o ar circule. Se possível, mantenha o máximo de janelas abertas em todos os cômodos, dia e noite, para ampliar a circulação de ar.

gráfico no quarto

BBC

A pessoa que está doente deve fazer as refeições no quarto e todo o lixo que ela gerar — lenços, máscaras etc. — deve ser jogado em um lixo com um saco de lixo dentro e com tampa.

Se o paciente tiver que compartilhar o quarto com outra pessoa, busque colocar as camas com pelo menos dois metros de distância e, se possível, uma barreira física ao redor da cama do paciente — como uma cortina de chuveiro, um lençol pendurado etc.

Se houver apenas uma cama, quem compartilhá-la com o doente deve dormir em posição invertida, com a cabeça nos pés da cama.

Isolamento dos demais

Idealmente, as outras pessoas não devem entrar no quarto da pessoa que está doente. Se isso for absolutamente necessário, ambos devem usar máscaras, as janelas devem estar abertas e a pessoa que entrar deve usar luvas descartáveis ​​para manusear os pertences do paciente.

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gráfico distancia

BBC

Refeições e todos as outras coisas que o paciente precisar devem ser deixados na porta para que outras pessoas recolham.

O banheiro

O ideal é não dividir o banheiro com o paciente. Se isso não for possível, é melhor que a pessoa infectada use o banheiro compartilhado depois que os outros o fizeram e, em seguida, limpe todas as superfícies em que tocou.

Se precisarmos usar o banheiro depois que a pessoa infectada o tiver usado, é melhor esperar o máximo de tempo possível.

gráfico banheiro

BBC

O paciente deve usar sua própria toalha, inclusive para secar a mão.

Se a pessoa com covid-19 tem banheiro próprio, mas não está em condições de limpá-lo, outras pessoas podem fazê-lo usando máscara e luvas descartáveis, mas somente se for absolutamente necessário.

Os objetos que a pessoa infectada toca

É importante não compartilhar objetos com o paciente.

É preciso separar usar pratos, talheres, copos etc. para o uso exclusivo da pessoa contaminada.

gráfico limpeza objetos

BBC

Depois do paciente usá-los, outra pessoa deve usar luvas descartáveis para lavá-los com detergente e água, se possível quente. Depois de fazer isso, a pessoa que lavou a louça deve lavar bem as mãos com sabonete por pelo menos 20 segundos.

Quanto às suas roupas ou lençóis sujos do paciente, é preciso manuseá-los com luvas, sempre usando máscaras, e nunca sacudi-los.

Eles podem ser lavados em água quente com as roupas dos demais membros da casa, devendo ser secos em máquina de secar em temperatura quente, se possível.

Ao terminar é sempre necessário lavar as mãos.


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Campanha alerta para prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

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A próxima terça-feira (27) é o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço e ponto alto da campanha Julho Verde, de conscientização da sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença.

Realizada anualmente ao longo do mês de julho, a campanha deste ano tem como slogan Desperte a Esperança, Venha para o Julho Verde. A iniciativa é promovida pela Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e apoio da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Campanha Julho Verde

A ação deste ano conta com uma programação voltada ao público em geral, incluindo lives (transmissões ao vivo) e conteúdos relevantes sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. A mobilização pode ser vista pelos canais oficiais da campanha no Instagram e Facebook @acbgbrasil até 31 de julho.

A mensagem da campanha visa conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e atenção aos primeiros sinais e sintomas da doença para obtenção de um diagnóstico precoce, ampliando as taxas de cura com menos sequelas.

Anualmente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra cerca de 40 mil novos casos de cânceres de cabeça e pescoço, denominação genérica de tumores que se originam em regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e seios paranasais.

Fatores de risco

O tabagismo é o principal fator de risco para doença, explica o professor Carlos Takahiro Chone, médico otorrinolaringologista e coordenador do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF).

“O cigarro é o principal causador, principalmente quando associado ao álcool. Dentadura mal adaptada também pode causar câncer. Outro fator é sexo oral desprotegido, por causa de HPV”. 

Para esse fator existe a vacina contra o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano), um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal) das pessoas, provocando verrugas anogenitais (na região genital e ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST). “A vacina diminui o risco de desenvolver câncer de garganta”, completa o médico.

Alguns sinais ajudam a pessoa a identificar os primeiros sintomas da doença e a procurar atendimento médico. “Os principais sintomas são percebidos em pessoas que fumam ou bebem acima de 40 anos de idade, com ferida na boca por mais de 2 a 3 semanas, sem melhora. Rouquidão que não melhora neste mesmo período. Caroço no pescoço persistente há mais de 2 ou 3 meses”. 

Sintomas

De acordo com a fundadora e presidente voluntária na ACBG Brasil, Melissa Ribeiro, até 2022 cerca de 45 mil pessoas no país poderão perder parte de suas faces por causa do câncer na cavidade oral. Ela alerta, ainda, que em média, 22.950 brasileiros correm o risco de perder a voz em consequência de um câncer de laringe.

Neste contexto, destaca-se o diagnóstico tardio. A cada quatro novos casos, três chegam a estágio avançado da doença, resultando no óbito de cerca de 50% desta população. A orientação é procurar um médico ou dentista, caso sejam identificados um ou mais dos principais sintomas e sinais – ferida no rosto/boca que não cicatriza;

mancha avermelhada ou esbranquiçada na boca; dentes moles ou dor em torno deles; mudança na voz ou rouquidão; dificuldade/dor para mastigar ou engolir; caroço no pescoço; irritação ou dor na garganta; e mau hálito frequente –  que durem por duas semanas ou mais

Sequelas 

Mesmo após o tratamento, que pode ser realizado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, o câncer de cabeça e pescoço pode causar sequelas irreversíveis. 

“Os pacientes enfrentam desafios como deformação da face e do pescoço, diminuição do paladar e olfato, perdas funcionais como fala, respiração, mastigação, deglutição, audição e visão, que afetam sua qualidade de vida”, ressalta Melissa Ribeiro. Existe, ainda, a dificuldade de reinserção social e de reabilitação destes pacientes, causada pela falta de informação e de políticas públicas voltadas a esta questão, conclui.

Edição: Nélio de Andrade

Fonte: EBC Saúde

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