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4 formas de se conscientizar sobre as pautas LGBTQIA+

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4 formas de se conscientizar sobre as pautas LGBTQIA
Reprodução: Alto Astral

4 formas de se conscientizar sobre as pautas LGBTQIA

Em junho, é celebrado o Mês do Orgulho LGBTQIA+ ! O principal objetivo da data é chamar a atenção para a importância de se discutir pautas relacionadas à comunidade, visando, assim, combater o preconceito e a violência contra pessoas fora do padrão hétero-cis.

A necessidade do tema é tamanha que, em meados de maio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo contra discriminação LGBTQIA+. Em seu pronunciamento, ele lembrou que 69 países ainda criminalizam e condenam as relações entre pessoas do mesmo sexo ou formas de expressão de gênero. Além disso, segundo a ONU, desde o início da pandemia de COVID-19, foi documentado pelas Nações Unidas o agravamento da discriminação, violência e discurso de ódio, por exemplo.

De acordo com relatório de 2018 do Grupo Gay da Bahia , instituição que se dedica a levantar dados sobre a população LGBTQIA+ no Brasil, a cada 20 horas, uma pessoa da comunidade LGBT+ morre no Brasil simplesmente por ser LGBT+, em outras palavras, por LGBTfobia.

Portanto, é urgente falarmos sobre o assunto e entendermos a importância do Mês do Orgulho. Mas como começar? Bem, primeiro, é preciso entender alguns pontos, veja abaixo.

Sigla

Em resumo, as letras da siglaLGBTQIA+ significam o seguinte:

L ésbicas

G ays

B issexuais

T ranssexuais e travestis

Q ueer e questionando

I ntersexo

A ssexual

+ representação de que são plurais as formas de orientação sexual e identidade de gênero, a fim de englobar todas as pessoas.

Identidade de gênero x orientação sexual

Identidade de gênero é se identificar ou não com o seu gênero (feminino e masculino). Assim, pessoas que não se identificam com seu gênero, ou sexo biológico, são transgêneras . Aquelas que se identificam com o gênero que foram designadas ao nascer são cisgêneras.

Já a orientação sexual tem a ver com quem alguém se relaciona e a ligação afetiva que pessoas têm entre si. Logo, heterossexuais são aqueles que se relacionam com pessoas do sexo oposto (homem/ mulher); homossexuais são as pessoas que se relacionam com o mesmo sexo (homem/ homem ou mulher/ mulher). No entanto, há aqueles que sentem atração por ambos os sexos, são os bissexuais.

E, antes que você pergunte: sim, uma pessoa pode ser transsexual e heterossexual, por exemplo. Isso porque identidade de gênero e orientação sexual são coisas diferentes.

Agora que você já entendeu o que significam as letras da sigla LGBTQIA+ e a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual, veja o que você pode fazer para se conscientizar e se tornar um aliado da comunidade mais colorida do mundo!

Assista a filmes e séries

Representatividade importa, e muito!

Você viu?

Apostar em obras do audiovisual para entender melhor o tema e as lutas da comunidade LGBTQIA+, pode ser uma boa pedida! Felizmente, as grandes cias do entretenimento estão entendendo cada vez mais a importância de trazer personagens e narrativas LGBTQIA+ para as telas e, hoje, o leque de filmes, documentários e séries é grande.

Orange Is The New Black, Sex Education, Queer Eye e Me Chame Pelo Seu Nome são algumas opções disponíveis na Netflix !

Consuma conteúdos de criadores da comunidade LGBTQIA+

Uma das melhores formas de aprender sobre determinado assunto é buscar a informação direto na fonte! Assim, que tal sair da bolha, escutar vivências diferentes e acompanhar criadores de conteúdo que abordam as temáticas LGBTQIA+ em suas publicações?

Se você não sabe por onde começar, Jonas Maria , Rita Von Hunty , Marcela Mc Gowan , Duda Salabert , Samuel Gomes e Louie Ponto são alguns dos nomes que abordam a temática da sexualidade em seus respectivos perfis.

Repense suas posturas e falas

Apesar do ano ser 2021, ainda não é raro escutar algumas frases bastante problemáticas e desrespeitosas para com a comunidade LGBTQIA+. Portanto, vale repensar a partir de já as expressões com as quais você está acostumado, pois, acredite, elas podem ser muito ofensivas!

“Pode ser lésbica, mas não precisa se vestir como homem”

“Tudo bem ser gay, mas não precisa ficar dando pinta”

“Você não acha que é lésbica só por que nunca encontrou o homem certo?”

“Bissexualidade não existe”

“Nossa, que desperdício”

“Você nem parece ser gay”

“Você está parecendo uma travesti”

“Voz de traveco”

“Não sou homofóbico, tenho amigos gays”

Essas são apenas algumas das frases que devem ser retiradas do seu vocabulário, hoje e sempre. Respeitar as diferenças e todas as formas de existência não é somente necessário, mas sim urgente e fundamental.

Informe-se e informe

Pesquisar e procurar entender as pautas levantadas pela comunidade LGBTQIA+ é de extrema importância. Leia notícias, assista reportagens de jornais e lembre-se: o lugar de fala é importante, sim. Desse modo, sempre considere o que as pessoas LGBTQIA+ têm a dizer, afinal, suas vivências são diferentes e somente eles podem dizer o que é ser LGBT+ no Brasil.

Vale também sempre dividir seus conhecimentos com seus amigos e familiares, de forma que todos caminhem juntos nessa luta diária pelo simples direito de existir, sem preconceito, discriminação ou violência.

Fonte: IG Mulher

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Especialista explica como tornar o retorno à escola um processo tranquilo

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Professora e aluna de máscara
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Professora e aluna de máscara


Muitas crianças e adolescentes retornam às aulas presenciais nesta segunda-feira (2).  Isoladas em casa e com o ensino remoto desde março de 2020 , devido à pandemia pela Covid-19, voltar ao convívio social não é como voltar de férias nem mesmo como a primeira ida à escola. Além das máscaras e protocolos de higiene, neste período muitas crianças foram educadas sobre o distanciamento social e os riscos de proximidade – que fazem parte do protocolo para volta às aulas

Muitas crianças e adolescente perderam pessoas em sua vida – o Brasil soma, pelo menos,  45 mil órfãos  pelo coronavírus – e este fator também deve ser levado em consideração quando se fala do retorno às aulas . Para entender mais sobre quais comportamentos devem servir de alerta aos pais e educadores, bem como medidas que podem ser tomadas, o iG Delas conversou com a psicóloga Nanda Perim.

A escola é uma piscina

“A grande diferença da adaptação escolar antes e agora são duas. Primeiro que as crianças estão há muito tempo dentro de casa, sem conviver com outras crianças. Com um convívio mais intenso com os pais – e isso faz uma diferença grande. Então é uma adaptação mais intensa. A segunda grande diferença é que os pais provavelmente não podem entrar na escola.”

A especialista fala que a escola é uma piscina com água gelada que a criança precisa se acostumar e traz o questionamento sobre jogar a pessoa de uma vez ou respeitar o ritmo dela. “Você jogar essa criança em uma piscina de água gelada e ir embora, essa criança vai sofrer e criar uma uma sensação de insegurança naquele ambiente. Não vai querer ir, alguns dias depois não vai querer nem entrar, nem colocar uniforme ou chegar perto da escola.”

Você viu?

Apesar da cultura que normaliza o choro das crianças, independente do tempo e do que ele possa ocasionar (como vômito), a especialista diz que ele é um sinal de alerta, se não o primeiro, de que a adaptação não está fluindo. Além disso, a apatia merece uma atenção especial e não deve ser confundida com bom comportamento.

De acordo com Nanda, provavelmente a criança está anestesiada porque o cérebro dela ficou com tanto medo e ela não soube lidar, que desligou. Por fim, a agitação também é um ponto de alerta sobre não conseguir enfrentar a situação.

Crianças enlutadas

Com mais de 500 mil mortos pela Covid-19 no Brasil, muitas crianças e adolescentes que vão retornar para as escolas estão vivendo um luto. Assim, apesar do clima de comemoração pela volta às aulas, é importante lembrar este contexto não só na recepção, mas nos dias letivos que seguem. A especialista ressalta a importância da instituição docente conhecer a realidade e o que aconteceu com o aluno neste período em que as aulas foram remotas.

“Eu recebi a mensagem de uma mãe de gêmeos que tinha acabado de perder o marido e, na adaptação, ficou o primeiro dia de aula e não perguntaram nada. Os meninos ficaram chorando o dia inteiro e, quando a mãe foi buscar na escola, a professora falou que um deles devia ser autista porque ele é muito esquisito. Então, olha essa recepção, a mãe e as crianças enlutadas. O que elas recebem: um rótulo. Um diagnóstico totalmente antiético, anti-profissional. Assim, a maior preocupação tem que ser em contextualizar a realidade dessas crianças para adaptar.”

A especialista destaca que cada criança tem seu tempo, mas que, dentro dessas condições, provavelmente o período de adaptação dure cerca de dois ou três meses. Neste tempo, o esperado é que elas não queiram ir alguns dias, ou ficar um período menor do que o programado, tenham dificuldade em dividir os brinquedos e outras interações sociais. Nanda aponta que é preciso paciência e acolhimento neste processo.

“Eu sugiro que as escolas façam vídeos apresentando os professores, a sala de aula, aquela escola, para a criança chegar na escola já ambientalizada. São vários detalhes que podem fazer toda a diferença. Uma coisa que os pais podem fazer é ter uma rotina na parte da manhã, um ritual de ir pra escola. Então a criança vai começar a se acostumar com a temperatura da água antes de sair de casa. Você vai dar vários avisos, vai botar o uniforme na frente da criança porque vai começar a conversar sobre como a escola é legal, por que é legal, o que tem de legal lá. O vídeo ajuda nisso: ‘Lembra da professora? Você vai encontrar ela lá. Lembra daqueles brinquedos? Você vai encontrar eles lá.’ Então, todo um ritualzinho antes de sair de casa para essa criança não chegar tão crua na porta da escola”, conclui.

Fonte: IG Mulher

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