SUA SAÚDE AQUI

26 de julho – Cuide-se: seca e frio traz viroses e alergias

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Este inverno tem sido tempo seco em grande parte do território brasileiro. Aqui em Mato Grosso, com chuvas abaixo da média histórica, os principais rios estão secando. Técnicos da secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Defesa Civil estadual constataram que boa parte do Estado enfrenta uma situação de seca moderada ou extrema e estão em alerta para possível ameaça no abastecimento de água para moradores e plantações agrícolas no interior.

Aqui na Capital, a Águas Cuiabá afirma que, mesmo com um rio Cuiabá mais baixo, não há risco de desabastecimento nem de racionamento na cidade, enquanto Várzea Grande se prepara para enfrentar o período de estiagem com aluguel de 40 caminhões pipas.

O problema, entretanto, é a umidade relativa do ar. Quando a umidade do ar cai para menos de 30% (o ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde, é 60%), aumenta a incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses. Para complicar, além do tempo seco, enfrentamos um frio com médias históricas.

A previsão, para esta semana, é de nova frente fria e novos recordes negativos.

Em nosso corpo, essa mistura de tempo seco e frio provoca a desidratação das células, principalmente da pele e das mucosas, deixando narinas e olhos ressecados, provocando cansaço e dor de cabeça, além de outros sintomas que indicam que faltam água e sais minerais no organismo.

Além disso, surgem as doenças oportunistas, como rinite e conjuntivite alérgicas, e aumenta o risco de contrair viroses e infecções bacterianas, já que os vírus e bactérias se aderem mais facilmente a células ressecadas.

Às vezes as pessoas até duvidam do diagnóstico do médico, quando falam em virose. É que os médicos se referem a viroses para infecções simples, sem complicação como resfriados. Apesar de que a palavra significa doença viral ou infecção provocada por um vírus que abre caminho para um gigantesco grupo de doenças, que vão de verrugas de pele e resfriado, até AIDS.

Para simplificar, o que os médicos chamam de virose é um conjunto de sintomas, que são claramente provocados por um vírus, mas que não há identificação de qual seja.

A pessoa tem febre, dores no corpo e nas juntas, dores de cabeça, vômitos e diarreia, por exemplo e nada que indique o que está causando o problema.

E se a pessoa está com uma virose, também há pouco o que fazem para tratar. A recomendação médica será repouso, uma alimentação adequada e alguns remédios para amenizar os sintomas, como analgésicos para dor de cabeça etc.

No caso das alergias, provocadas pelo ressecamento da pele e mucosas (mucosa é aquela umidade natural do interior do nariz e boca) é importante cuidar do controle do ambiente.

Evitar ar condicionado e ventilador, que ressecam ainda mais o ar, colocar uma vasilha com água ou usar um umidificador, principalmente no quarto das crianças, usar cremes umectantes para evitar o ressecamento da pele e tudo mais que estiver à mão e aumente a umidade no ambiente.

Em todos os casos, a melhor solução é procurar um médico. Só um profissional vai poder dizer se o caso é simples, ou se é sintoma de algo mais grave.

Comentários Facebook
Propaganda

SUA SAÚDE AQUI

28 de setembro – Dia Mundial de Luta Contra a Raiva: mata 50 mil pessoas por ano, 60% crianças

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

 

O Dia Mundial de Luta Contra a Raiva criado com o apoio Organização Mundial de Saúde (OMS). Também conhecida como hidrofobia, a raiva é uma zoonose (doença de animais que podem atingir humanos) que causa uma infecção virótica (causada por um vírus) que se instala e multiplica primeiro nos nervos periféricos e depois no sistema nervoso central e dali para as glândulas salivares, de onde se multiplica até causar a morte.

Segundo a OMS, por ano, mais de 50 mil pessoas morrem em todo o mundo em decorrência do vírus – 60% das vítimas são crianças de até 15 anos.. Desde 2004, ele está sob controle, no Brasil. Até então, era um grave problema, principalmente devido à raiva urbana, transmitida por cães e gatos, mas ainda existem outros animais transmissores da doença, como os morcegos, hematófagos ou não.

A doença é transmitida pela saliva infectada que entra no corpo por meio de uma mordida ou pele lesionada. O vírus viaja da ferida até o cérebro, onde causa inchaço ou inflamação. Essa inflamação leva aos sintomas da doença. A maioria dos casos de morte por raiva ocorre em crianças. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva. Os que mais costumam causar a doença são animais domésticos como gatos e cachorros (o cachorro é o principal agente transmissor, no mundo), e de fazenda, como bois, cabritos, cavalos etc.

A raiva pode também ser transmitida (a incidência é bem pequena) por animais silvestres, como morcegos, castores, coiotes, macacos, guaxinins, gambás etc. Em casos raríssimos, o vírus pode ser transmitido para receptores de transplantes de tecidos e órgãos de uma pessoa infectada.

No Brasil, segundo dados do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT) do Ministério da Saúde (MS), foram registrados 95 casos no ano passado, a maioria (75 casos) entre morcegos hetamófagos (que consomem sangue) e bois. Duas pessoas foram infectadas, um registrado em Tocantins e outro na Bahia. Não há registro de mortes, mas é sempre bom manter a prevenção. Aqui em Mato Grosso foram registrados apenas casos de infecção em animais, também causados por morcegos hematófagos.

Para isso, é sempre bom evitar os fatores de risco, como fazer atividades que possam colocar uma pessoa em contato com animais selvagens que possam ter raiva, como a exploração de cavernas onde morcegos vivem ou acampar sem tomar precauções para manter os animais selvagens longe de seu acampamento e por aí vai. O principal é evitar o contato com algum animal que possa estar infectado. E caso seja mordido, tente obter o máximo de informações sobre o animal que te mordeu e procure atendimento médico imediato. Com base em suas lesões e na situação em que a mordida ocorreu, o médico pode decidir se você deve receber tratamento para prevenir a raiva. Mesmo se você não tiver certeza se foi mordido, procure atendimento médico do mesmo jeito.

Um teste especial chamado imunofluorescência é usado para observar o tecido cerebral depois que o animal morre. Esse teste pode revelar se o animal tinha raiva ou não. O tempo entre a infecção e o aparecimento da doença (chamado de incubação) varia de dez dias a sete anos, mas na médica a doença aparece entre 3 e 12 semanas. Os sintomas podem incluir babar em excesso, convulsão, sensibilidade e dor no local da mordida, perda de sensibilidade em uma área do corpo e da força muscular, febre baixa, agitação e ansiedade, dificuldade de engolir (beber algo provoca espasmos da laringe).

Se houver risco de raiva, você receberá uma série de vacinas preventivas. Essas vacinas são dadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). Ele é administrado no dia da mordida. A imunização e o tratamento para raiva são recomendados por, pelo menos, 14 dias após a exposição ou mordida. Sem tratamento, a raiva pode levar ao coma e à morte. E, em casos raros, algumas pessoas podem ter reação alérgica à vacina.

Não há tratamento para pessoas com sintomas de infecção por raiva. Quando os sintomas aparecem, a pessoa raramente sobrevive à doença, mesmo com tratamento. Morte por insuficiência respiratória geralmente ocorre em até sete dias após o aparecimento dos sintomas.

 

 

SAIBA MAIS

1 – O Dia Mundial da Raiva é celebrado todos os anos no dia 28 de setembro em homenagem a Louis Pasteur, falecido neste dia, que foi quem desenvolveu a primeira vacina eficaz contra a raiva.

2 – No Paraná, só este ano, já foram registrados 17 casos de raiva. O número já é quase o mesmo de notificações de 2016, quando houve 21 casos.

3 – A raiva é uma das doenças mais antigas já conhecidas. A primeira menção feita a ela data do vigésimo terceiro século antes de cristo. Nas Américas, a raiva foi descrita pela primeira vez no século 16.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana