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23 outubro – Síndrome de Alice no País das Maravilhas causa terror noturno em crianças

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Síndrome de Alice no País das Maravilhas, também chamada de Síndrome de Todd, ganhou esse nome por causa do autor do conto que deu origem ao filme, Lewis Carrol. Trata-se de um distúrbio de desorientação neurológica que afeta drasticamente a percepção das coisas, provocando distorções de tamanho. A percepção visual e a imagem corporal passam a ser interpretadas incorretamente pelo cérebro, que “vê” o tamanho das partes do corpo e dos objetos externos muito grandes ou muito pequenos, o que causa desorientação e deformação dos sentidos.

Esta síndrome é um transtorno neurológico que costuma se manifestar nas crianças, geralmente à noite, e é descrita como um conjunto de sintomas que faz criança se sentir como se fosse personagem da história de Lewis Carrol, perdida nos seus sonhos, com alteração da percepção visual, auditiva e tátil. Ao ver a imagem de seu próprio corpo alterada, a pessoa afetada começa a perder a noção de realidade, sente como se o tempo passasse de forma lenta ou muito rápido e tem fortes alucinações, podendo ver coisas que não estão no entorno. Na prática, quando a pessoa se olha no espelho, vê algumas partes do corpo maiores ou menores que o normal, especialmente a cabeça e as mãos, objetos com tamanho anormal, como carros, edifícios ou talheres e perde a noção da distância, achando que o chão está perto do rosto, por exemplo.

Estes sintomas são mais frequentes durante a noite e acontecem durante períodos de 15 a 20 minutos, podendo ser confundido com alucinações. Dessa forma é importante consultar um neurologista para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado. Embora em geral muitas pessoas deixem de sentir os sintomas na adolescência, algumas poucas os sentem pelo resto da vida, especialmente no início do período de sono. A causa está relacionada com a epilepsia, mononucleose infecciosa, uso de drogas ou tumores cerebrais, por exemplo, sendo que nesses casos o tratamento deve ser orientado por um neurologista para evitar o desenvolvimento desses problemas.

Como na maioria dos casos, os sintomas da síndrome de Alice no país das maravilhas são provocados por uma enxaqueca forte, é possível evitar que voltem a surgir através de alguns cuidados como fazer refeições leves, evitar tomar muito café e fazer exercício físico, que evitam o desenvolvimento da enxaqueca.

SAIBA MAIS

A Síndrome de Todd foi descrita em 1955 pelo psiquiatra inglês John Todd que, leitor e fã de Lewis Carroll, propôs que a chamassem de Síndrome de Alice no País das Maravilhas.

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Assassinatos de mulheres aumentou 78% este ano em Mato Grosso

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

6 de dezembro – Instituído pela Lei nº 11.489/2007 como Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a data remete a um evento ocorrido em 1989, em Montreal, no Canadá, quando Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, mandou os homens saírem e matou 14 mulheres. O rapaz suicidou-se em seguida. Marc deixou uma carta justificando o ato: não suportava a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente masculino.

O crime mobilizou a opinião pública do país, promoveu um debate sobre desigualdades entre homens e mulheres e motivou um grupo de homens canadenses a criar a Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign). O movimento cresceu e hoje tem a missão de promover a igualdade de gênero, relacionamentos saudáveis e uma nova visão da masculinidade. O laço branco foi adotado como símbolo e lema de jamais cometer um ato violento contra as mulheres e de não fechar os olhos frente a essa violência.

No Brasil, a Campanha do Laço Branco é coordenada pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) e constituída por um conjunto de organizações não governamentais e núcleos acadêmicos. Ela promove eventos e atividades com o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. E atua no espaço público, escolas, instituições de saúde, empresas públicas, privadas, divulgando material informativo e educativo.

Você pode pensar que violência não é tema para a área de saúde, né? Mas é…
Os registros de assassinatos contra vítimas femininas aumentaram 78% em 2021 segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). No mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),  uma em cada três mulheres, cerca de 736 milhões, é submetida à violência física ou sexual.

A violência contra a mulher é reconhecida como problema de saúde pública por afetar a saúde mental e física das vítimas. A estimativa é de que um terço dos R$ 125,8 bilhões orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) seja destinado a atender mulheres feridas, em situação de risco ou que necessidade de atendimento psicológico etc.

As estatísticas corroboram a ideia de alguns pesquisadores de que a violência contra as mulheres é uma epidemia invisível, que fere e mata milhares no Brasil e no mundo. Nesse sentido, os sistemas de saúde devem funcionar como uma ferramenta no combate à violência. No Brasil, a função do SUS deve ir além do cuidado imediato aos danos físicos e emocionais. Os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) são uma porta de entrada no sistema e mantêm contato com praticamente a totalidade da população feminina ao longo da vida. Podem reconhecer o problema, acolher a vítima e referir para a rede especializada de justiça, assistência social, segurança pública, trabalho e moradia, a fim de garantir os direitos das mulheres.

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