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22 de setembro – Dia Internacional da Leucemia Mielóide Crônica; a cada ano surgem 5,9 mil novos casos no Brasil

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A atriz Carolina Dieckmann fez a personagem Camila, que tinha LMC, na novela "Laços de Família" da Globo

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, afetando o sangue. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 5.920 casos novos de leucemia em homens e 4.890 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 5,67 casos novos a cada 100 mil homens e 4,56 casos novos para cada 100 mil mulheres.

Para você entender, existem três tipos de células na corrente sanguínea: os glóbulos vermelhos ou hemácias (responsáveis pelo transporte de oxigênio para os tecidos), os glóbulos brancos ou leucócitos (encarregados da defesa contra agentes externos, células estranhas ou que sofreram modificação dentro do próprio organismo) e as plaquetas (essenciais para a coagulação do sangue). A LMC faz com que os glóbulos brancos do sangue (leucócitos) se multipliquem desordenadamente, ainda dentro da medula óssea.

Os médicos e pesquisadores ainda não descobriram o que dá início a essa multiplicação desordenada, fora dos padrões de desenvolvimento normal do corpo. O que se sabe é que se trata de uma doença adquirida, que não está presente no momento do nosso nascimento, e não é hereditária. A melhor definição é “uma anormalidade genética nos glóbulos brancos”, denominada cromossomo Philadelphia (Ph+). Os cromossomos das células humanas compreendem 22 pares (numerados de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais), num total de 46 cromossomos. Nos pacientes com a doença, estudos mostraram que existe uma fusão entre dois cromossomos, os de número 9 e 22, provocando a Leucemia Mieloide Crônica.

O Inca relaciona algumas suspeitas que podem ser fatores que aumentam o risco de desenvolver alguns tipos específicos da LMC:

  • Tabagismo
  • Benzeno (encontrado na gasolina e largamente usado na indústria química): leucemia mieloide aguda e crônica
  • Radiação ionizante (raios X e gama) proveniente de procedimentos médicos (radioterapia). O grau de risco depende da idade, da dose e da exposição
  • Quimioterapia (algumas classes de medicamentos usados no tratamento do câncer e doenças auto-imunes)
  • Síndrome de Down e outras doenças hereditárias
  • Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas
  • Histórico familiar
  • Idade: quanto maior a idade maior o risco de desenvolver

É preciso muita atenção porque a maioria dos sinais e sintomas da LMC estão relacionados à diminuição da produção de células sanguíneas normais da medula óssea, e podem ser confundidos com outras doenças. Os sintomas iniciais são sensação de cansaço, fadiga, sudorese noturna, perda de peso, febre aparentemente sem motivo, dores nos ossos, aumento do baço, sensação de saciedade após uma pequena refeição.

Depois de diagnosticada é fundamental o acompanhamento médico e o tratamento correto. Testes como hemograma, exame citogenético e, principalmente, o PCR – um exame de sangue muito simples que mede a quantidade do gene causador da LMC – são fundamentais, pois somente através deles é possível saber como o câncer está respondendo ao tratamento prescrito e, assim, reavaliar a abordagem terapêutica se necessário, no menor tempo possível. A boa notícia é que a medicina avançou o suficiente para conseguir a cura na maioria dos casos. Hoje, mais de 70% dos pacientes conquistam a remissão completa da doença (quando nos exames não consta mais nenhum sinal da doença).

 

SAIBA MAIS

Na maior parte dos casos, essa doença aparece em adultos, na faixa etária dos 50 anos. Apenas 4% dos pacientes são crianças.

 

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19 outubro – Dia Internacional de Luta contra o câncer de mama: 29% dos novos casos de câncer no Brasil

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A data foi criada em 1988 pelo Ministério da Saúde, sob a lei 12.116/2009, e visa conscientizar as mulheres sobre a doença, a necessidade de prevenção e como se dá o tratamento. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras.Apesar de curável, o câncer de mama ainda é o tipo que mais mata no Brasil, mas graças a diversas ações e campanhas que visam conscientizar a população feminina sobre a importância dos exames regulares e do autoexame, a mulher passou a conhecer melhor o seu corpo e se munir de informação.

Há muitas formas de se evitar qualquer tipo de doença, no caso do câncer de mama é muito importante, por exemplo, evitar a obesidade. Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos são fundamentais, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. Também evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo em quantidade moderada, é muito importante, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.

Outro detalhe que se deve levar em consideração é que embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, se você tem histórico familiar de câncer de mama, especialmente com um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs), diagnosticadas antes dos 50 anos, deve ter atenção redobrada. Esse grupo deve ter acompanhamento médico a partir dos 35 anos. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos, tudo isso é fator de risco.

Mas mesmo se você não se encaixa nesses perfis, deve buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. A faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame. Isso porque a partir dos 50 anos o tecido mamário é substituído pela gordura e por isso a visualização de um possível tumor se torna mais claro. A partir dos 50 anos, é recomendada a mamografia bilateral de rastreamento, que não precisa de pedido médico, nem da apresentação de sintomas ou histórico de câncer na família.

Então, se você está no grupo de risco, se apresente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa, explique a situação e terá toda atenção. Ah… E leve sua mãe e irmãs, primas, cunhadas, vizinhas…

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