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21 de julho – Hepatite já matou quase 15 mil mato-grossenses. Se você usou o “kit covid” cuide-se!

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Dados de um boletim do Ministério da Saúde mostram que o Mato Grosso registrou 14,5 mil casos de hepatites virais nos últimos anos. E essa é uma das formas dessa doença. Há 5 delas. Você pode estar contaminado e nem sabe. Vai ao médico com sintomas característicos e corre o risco de sair de lá com um diagnóstico errado, por que as hepatites causam sintomas que podem ser confundidos com outras doenças. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os tipos de hepatite, independentemente do grau de lesão do fígado.

Por exemplo, se você usou o famigerado “kit covid” (azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina) que o governo federal empurrou goela abaixo de boa parte da população, preste atenção. A Universidade de Campinas – SP (Unicamp) confirmou casos de hepatite relacionados ao uso desses medicamentos. Um dos pacientes terá que fazer transplante de fígado.

Veja a matéria completa aqui: https://www.leiaja.com/noticias/2021/03/24/unicamp-confirma-caso-de-hepatite-causada-pelo-kit-covid/

No próximo dia 28 (próxima quarta-feira) teremos o Dia de Alerta para as Hepatites Virais, mas como se trata de uma doença comum, mas praticamente desconhecida e que faz parte da campanha “Julho Amarelo” o  SUA SAÚDE AQUI traz hoje algumas informações sobre essa doença. Nossa missão neste espaço é orientar não apenas a população, mas os médicos para evitar diagnósticos errados, tratamentos ineficazes, encarecimento do tratamento, prolongamento do sofrimento do paciente etc, por isso é muito importante que você, seja profissional de saúde ou paciente, tenha esse conhecimento.

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. O problema é que nem sempre ela apresenta sintomas, ou quando aparecem, podem facilmente serem confundidos com outras doenças (uma virose, por exemplo). Você já sentiu cansaço, teve febre sem motivo aparente, sentiu um mal-estar, tontura (que pode ser fome, como vimos dia 19/07), enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras etc.

Claro que, se a pessoa tiver todos esses sintomas de uma vez e procurar um médico, dificilmente vai sair do consultório com um diagnóstico errado. Mas nem sempre é assim. Os sintomas dependem do estágio da doença. No caso específico das hepatites virais, que fazem parte da campanha Julho Amarelo, são classificados pelas letras A, B, C, D (Delta) e E.

Hepatite A tem vacina e é a que registra o maior número de casos. Está diretamente ligada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha.

Hepatite B também tem vacina e é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual (Lembre-se sempre: use camisinha!) e contato sanguíneo.

Hepatite C não tem vacina e a principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje (não estamos falando em Covid-19, ok?), 5 vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e levar à morte. É considerada a mais grave de todas. Segundo a Organização Mundial das Nações Unidas (OMS) cerca de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas, mas apenas 5% delas sabem que tem a doença.

Hepatite D é causada por um vírus específico, o “HVD”, e afeta apenas pacientes que foram infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

Hepatite E também é causada por um vírus específico, o “HEV”, transmitida por via oral, ou seja, algo que se coloca na boca, por exemplo, água ou um alimento contaminado. Essa doença é muitas vezes assintomática, principalmente em crianças, e normalmente é combatida pelo próprio organismo. Por ser combatida pelo próprio sistema imunológico, a hepatite E não tem um tratamento específico. O que se recomenda é repouso e beber muitos líquidos, além de tentar garantir melhor condições de saneamento e higiene, especialmente no que diz respeito ao preparo dos alimentos. Essa hepatite E não é considerada grave, mas isso muda de figura se infectar grávidas, por exemplo. No terceiro trimestre de gravidez ela aumenta o risco de falência hepática fulminante, ou seja, o fígado para de funcionar e a mulher morre. Por isso é muito importante que o diagnóstico e o tratamento da hepatite E, em mulheres adultas e em idade fértil, seja feito o mais rápido possível.

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente, em qualquer posto de saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Formas de contágio:

As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.

O contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil.

Prevenção da hepatite A – a vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção;
– lavar as mãos com frequência, especialmente após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos;
– utilizar água tratada, clorada ou fervida, para lavar os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
– cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
– lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
– usar instalações sanitárias;
– no caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;
– não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
– evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
– usar preservativos e higienizar as mãos, genitália, períneo e região anal, antes e após as relações sexuais.

Prevenção da hepatite B – a vacina é a principal medida de prevenção contra a hepatite B, sendo extremamente eficaz e segura; usar preservativo em todas as relações sexuais; não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

Prevenção da hepatite C – Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção é importante não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc); usar preservativo nas relações sexuais; não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas; toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

Prevenção da hepatite D – A hepatite D ocorre em pacientes infectados com o tipo B, portanto, a vacina contra a hepatite B, protege também contra o tipo D.

Prevenção da hepatite E – A melhor forma de evitar a doença é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene, como as medidas para prevenir a hepatite do tipo A.

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Agosto Dourado, mês de incentivo à amamentação, que protege até contra covid-19

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Givanilda Ferreira amamenta a filha Liz Giulia, de um ano

Você pode patrocinar o SUA SAÚDE AQUI, ter uma assessoria especializada ou publicar aqui qualquer tema de seu interesse.
Whats 479 8811-3634

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Hoje é o primeiro dia útil de agosto, então vamos falar do tema da campanha mensal, que é o aleitamento materno. O título é “Agosto Dourado”, porque segundo os idealizadores da campanha, os momentos de amamentação são “horas de ouro” e simboliza uma campanha social pela maior consciência de papais e mamães – tanto antes como após a gestação – quanto a importância do leite materno na alimentação dos primeiros anos de vida dos bebês.

A campanha foi criada oficialmente em 2017, pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base na semana do aleitamento materno, que começou ontem, dia 1º, e vai até o  próximo sábado, 7.  Lá embaixo tem um link que leva à SBP e contém todas as informações sobre a campanha. A proposta é que todos os dias de agosto sejam dedicados a incentivar e estimular a amamentação.

A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebê e deve ser incentivada por todos da família, sendo a melhor opção para a alimentação do bebê desde o nascimento até, pelo menos, seus 6 meses de vida, embora possa ser prolongada até os 2 anos de idade ou até quando o bebê e a mãe quiserem.

Por exemplo: em 2015 uma australiana causou sensação na internet. Maha Al Musa, de 52 anos, de Byron Bay, na Austrália, disse ter orgulho de amamentar a filha, Aminah, 6.  “Tem gosto de doce, mas cada dia tem sabor de algo diferente. É a coisa mais legal de fazer quando não estou na escola. Mais crianças deveriam mamar, pois é bom para a saúde”, afirmou a criança à uma publicação australiana.

CONTRA COVID-19
Um estudo realizado em Israel, com 84 mulheres mulheres lactantes que tomaram a vacina contra Covid-19 produziram leite materno com anticorpos contra a doença. Amostras de leite materno foram coletadas em todas as lactantes, da seguinte maneira, totalizando 504 amostras para análise e identificaram um aumento de 2 anticorpos específicos (IgA e IgG) entre a 2ª semana e a 4ª semana, respectivamente 2 semanas após a primeira dose e 1 semana após a segunda dose. Os resultados sugerem fortes evidências de que os anticorpos produzidos após a vacinação e transmitidos através do leite materno, ajudam a proteger os bebês contra a Covid, segundo os pesquisadores liderados por Sivan Haia Perl, do Shami Medical Center.

Os pesquisadores fizeram questão de frisar que o estudo tem limitações e não permite concluir que bebês estão protegidos contra a Covid por terem recebido anticorpos no leite materno, mas qualquer que seja a probabilidade de que, amamentando, você pode proteger seu filho contra essa doença, acho que já vale a pena, não é mesmo?

Seguir, um link com mais informações sobre amamentação e covid-19:

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/nutricao/como-fica-a-amamentacao-em-maes-covid-19-suspeitas-ou-confirmadas/#:~:text=Se%20a%20m%C3%A3e%20estiver%20em,que%20trabalhem%20com%20aleitamento%20materno.

 

AQUI NO MT
Começa hoje (02/07) uma programação virtual com atividades educativas e transmissão pelo canal da Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso, no YouTube. A programação é feita em parceria com a Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e demais parceiros.

A palestra tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno será proferida por Rosana De Divitiis, integrante do Conselho Diretor da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – IBFAN Brasil.

A programação ao longo do mês segue com os Encontros Macrorregionais de Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável, nos dias 03, 11, 19, 24 e 26 de agosto, realizados pelos Escritórios Regionais de Saúde em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde das regiões.

Em parceria com a SES-MT, a Faculdade de Nutrição da UFMT também promoverá, no dia 31 de agosto – Dia do Nutricionista –, o webinar “Extensão em pesquisa em aleitamento materno: experiências bem-sucedidas em Mato Grosso”. O módulo contará com a presença da diretora da Faculdade de Nutrição da UFMT, Tânia Kinasz, da coordenadora da Faculdade de Nutrição da UFMT, Patrícia Nogueira, e do representante da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES-MT, Rodrigo Carvalho.

Veja o vídeo do Ministério da Saúde (podia ser um vídeo seu):

A baixo, um link para a Sociedade Brasileira de Pediatria – Podia ser da sua entidade ou sua clínica:

https://www.sbp.com.br/especiais/agosto-dourado/

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