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20 de julho – Fobias afetam 20 milhões de brasileiros. Você tem medo de quê?

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Fobia, tecnicamente é uma “perturbação da ansiedade caracterizado por medo ou repulsa persistente de um objeto ou de uma situação”. Ou seja, é um medo irracional, por alguma coisa que outras pessoas nem se importaria. Por exemplo, você ter medo de olhar uma foto de uma aranha ou uma cobra; se apavorar só de olhar pela janela do vigésimo andar de um prédio ou travar falando diante de uma plateia. Esse “transtorno de ansiedade” afeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros, ou mais de 20 milhões de pessoas.

O SUA SAÚDE AQUI traz hoje alguns exemplos de fobias para orientar não apenas a população, mas também por muitos médicos para evitar diagnósticos errados, tratamentos ineficazes, encarecimento do tratamento, prolongamento do sofrimento do paciente etc por isso é muito importante que você tenha esse conhecimento.

Vamos começar com algumas fobias bem modernas, com nomes curiosos, que com certeza você nunca ouviu falar, mas talvez tenha o problema:

Antefamafobia – é o medo de ser alvo de fofocas, que surge quando das pessoas estão conversando e param de falar quando a pessoa entra na sala. Muito presente em escritórios e salas de aula, será uma das fobias mais presentes no nosso dia a dia.

Tecnofobia – Medo da forma como a tecnologia pode influir na vida. Não é recente, apesar de estar se intensificando. Os primeiros casos foram registrados na época da primeira revolução industrial, quando as pessoas passaram a ter medo dos avanços tecnológicos. Hoje é um medo coisas eletrônicas, como de portas de banco.

Chorofobia – Não, não é medo de choro, não… É medo de dançar, principalmente em público.

Alodoxafobia  – É o medo do que as outras pessoas vão dizer, mesmo que não as conheça.

Editiovultafobia – Essa é moderníssima. É o medo de redes sociais. Aflições e sintomas podem aparecer devido apenas à menção de algum status na rede social e agravar-se se o paciente estiver ao lado de alguém que não consegue parar de ver o seu perfil e o que se passa na rede.

Nomofobia – Esse é outro medo ultramoderno. Trata-se de uma ansiedade sem medidas que atinge algumas pessoas quando não estão perto de seus smartphones. Isso pode acontecer também pelo simples fato do aparelho não estar com a bateria carregada.

Telefonefobia – Não tão moderna, essa fobia é o medo de ter que atender ou realizar chamadas telefônicas.

Selfiefobia – Se você foge de selfies e evita até mesmo vê-las, você pode ter selfiefobia. Embora essa seja um tipo de tecnofobia ainda não catalogada pela medicina, ela tem sido cada vez mais comum, devido ao excesso de selfies que carregam as redes sociais.

Loremofobia – Medo de qualquer tipo de aparelho eletrônico (como até mesmo o controle remoto da TV), seja por receio de quebrar o mesmo ou por medo de que, de alguma forma, esse aparelho possa trazer prejuízos (a sua saúde, a sociedade, etc.).

Electrofobia – O medo de eletricidade é muito comum. Muitas pessoas têm crises de pânico e desequilíbrio emocional, diante de situações simples, como mexer numa tomada elétrica.

A lista de fobias é enorme e vai, literalmente, de A a Z. Por exemplo, você pode sofrer de Acrofobia (medo de altura), Batracnofobia (medo de anfíbios como sapos, salamandras, rãs, etc.),  Gamofobia (medo de se casar – tem isso, acredita?), Oneirofobia (medo de sonhos, que eles se realizem etc), Verminofobia (medo de vermes), Zoofobia (medo de animais em geral)… E por aí vai.

São centenas. Lembrando que não é um simples “frio na barriga”. A fobia é um medo irracional, que apavora e incapacita a pessoa. Apesar de as causas das fobias não estarem totalmente esclarecidas, os médicos e psiquiatras acreditam que uma série de fatores possam estar envolvidos. O tratamento pode ser feito com psicoterapia e/ou com o uso de medicamentos reduzir a ansiedade e o medo.

Uma outra doença muito próxima às fobias é a síndrome do pânico, sobre a qual vamos falar outro dia.

SAIBA MAIS – A palavra “fobia” vem do Grego Fobos, a personificação do medo e do terror. Segundo a mitologia, Fobos era filho de Ares (Marte, para os romanos) e Afrodite. Ele acompanhava Ares nos campos de batalha, injetando nos corações dos inimigos a covardia e o medo que os fazia fugir.

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25 de outubro – Dia Nacional da Saúde Bucal – Laura Magalhães fala sobre cáries e outras doenças que afetam a boca

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Odontóloga Laura Magalhães

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O objetivo da data é conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção de doenças bucais. Existem inúmeras doenças que podem afetar a boca, mas a principal delas é a cárie, doença crônica que afeta crianças, adultos e, segundo dados do Ministério da Saúde, atinge 88% da população brasileira.

“A cárie é uma doença infecto-contagiosa (sim, você pega cárie de outra pessoa!) causada por vários fatores associados, tais como presença de determinados tipos de bactérias, dieta inadequada rica em açúcares e higiene bucal deficiente. Estas bactérias, na presença de açúcares, produzem ácidos capazes de destruir a estrutura dentária, podendo causar dor, abscesso, e até a perda do dente”, a informação é da odontóloga Laura Magalhães, de Cuiabá.

Segundo ela, o tratamento inclui a remoção da cárie e a utilização de substâncias com flúor tópico na forma de gel, pasta de dente, bochechos, suplementos, etc. “Além de ir a um dentista regularmente, mudança dos hábitos alimentares e uma boa limpeza da boca também são essenciais, após cada refeição é fundamental. Procure ter uma dieta saudável e equilibrada, rica em verduras, frutas e legumes e reduza a quantidade e a frequência do consumo de doces”, recomenda.

Mas não é somente a cárie que preocupa. Há ainda a gengivite, o câncer e por aí vai… “A gengivite ou periodontite, é uma doença crônica, infecto-contagiosa (que se pega de outro), que afeta as gengivas e o osso que suporta os dentes. Pode afetar um ou vários dentes e, se não tratada, pode levar a perda dentária. Sua principal causa é a presença de placa bacteriana, entretanto, outros fatores podem causá-la, entre eles: fumo, estresse, alterações hormonais, uso de medicações específicas, genética, diabetes e doenças que afetam o sistema imunológico. Quando a doença está limitada à gengiva, é conhecida como gengivite. Quando atinge o osso, é chamada de periodontite”, continua.

“Na gengivite, a gengiva fica vermelha, inchada e sangra com facilidade, até mesmo com a escovação. A gengivite é causada por higiene oral inadequada, e é reversível com tratamento profissional e uma boa higiene oral. Com o tempo, a placa bacteriana causadora da gengivite pode se espalhar e penetrar por baixo da gengiva, formando bolsas periodontais (espaços entre os dentes e as gengivas). À medida que a doença avança, as bolsas se tornam cada vez mais profundas e mais tecido gengival e osso são destruídos. Eventualmente, os dentes podem amolecer e ter de ser extraídos”, informa Laura Magalhães.

A odontóloga também nos lembra que há ainda o câncer de boca, que é um tipo de câncer que afeta os lábios e/ou boca (mucosa bucal, gengiva, céu da boca, língua e assoalho da boca). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) que é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, os principais fatores de risco para o câncer de boca são: idade superior a 40 anos, fumo, consumo de álcool, higiene bucal deficiente e próteses dentárias mal-adaptadas. Os sintomas são: feridas que não cicatrizam, úlceras superficiais indolores, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. Em estágio avançado pode haver dificuldade de falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço. O tratamento é feito retirando o tumor e/ou fazendo radioterapia. A quimioterapia associada à radioterapia é empregada nos casos mais avançados, quando a cirurgia não é possível.

“Para prevenir o câncer de boca, além de visitar o dentista regularmente, temos que manter hábitos saudáveis (boa alimentação, não fumar e não beber) e ter uma boa higiene bucal. Há ainda a necessidade de evitar a exposição ao sol sem proteção para prevenir o câncer de lábio. O autoexame de boca é uma ferramenta muito importante no diagnóstico precoce do câncer de boca. O prognóstico e a cura do câncer de boca depende do estágio em que a doença é descoberta”, completa a dentista cuiabana.

 

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