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1ª Ferrovia Estadual vai gerar mais de 230 mil empregos diretos e indiretos durante a construção em MT

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Além de auxiliar no escoamento de grãos e fortalecer a logística do agronegócio em Mato Grosso, a construção da 1ª Ferrovia Estadual será responsável pela geração de mais de 230 mil empregos diretos e indiretos. O investimento estimado para implantação da ferrovia é de R$ 11,2 bilhões, com recursos 100% privados. O Estado terá o papel de fiscalizar toda a condução do projeto realizado por meio de concessão.

A assinatura do contrato do Governo do Estado com a empresa Rumo S/A foi realizada nesta segunda-feira (20.09), em Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. O início da construção do modal está previsto para o segundo semestre de 2022. A construção da ferrovia prevê 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

“A Rumo já está com os estudos que há alguns anos ela vem trabalhando e sempre teve muito interesse neste traçado, apostou nisso e, com o chamamento aportou toda a ambientação necessária. A partir do licenciamento ambiental, a empresa tem até seis meses para começar essa obra, que segundo a metodologia do BNDES o impacto de investimento na geração de empregos é de 230 mil empregos criados de forma direta e indireta, envolvendo obras que vão desde obras civil em campo, engenharia, planejamento, indústria, fabrica de trilhos, de trem, de carro, fazendo com que uma cadeia de empregabilidade enorme seja ativada”, afirmou o governador Mauro Mendes.

A previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá esteja concluído e em funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deverá começar em 2028. Os estudos de impacto ambiental também foram essenciais para que projeto pudesse ser realizado.

“O Estado de Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de commodities agrícolas e fazemos isso, preservando 62% do território. Não existe no Brasil território que produza tantos alimentos, preservando o meio ambiente, além de ser uma região que pode dobrar a produção nos próximos 10 anos – chegando a 30 milhões de toneladas. Vamos fazer com produtividade, eficiência, biotecnologia, convertendo áreas degradadas de pastagem. Se nós não tivéssemos essa possibilidade de escoamento via ferrovia de grandes volumes e grandes distâncias, íamos entupir os portos brasileiros, além de gerar prejuízos ambientais. Estamos seguros que a ferrovia terá um impacto muito positivo para Mato Grosso e para o Brasil”, concluiu o governador.

Para o vice-prefeito de Nova Mutum, Alcindo Uggeri, a geração de empregos será importante para o desenvolvimento econômico na região.

“Esse evento consolida o nosso desenvolvimento e seremos o celeiro do mundo”, ressaltou Alcindo.

O presidente da Rumo S/A, João Alberto Fernandez de Abreu destacou as possibilidades de complementação de carga. A Rumo S/A terá direito a explorar o serviço pelos próximos 45 anos.

“Com relação a toda movimentação de carga a exportação de grãos sai de Mato Grosso em direção ao Porto de Santos. O Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo e metade desse volume vem para essa região do país, além disso, toda a produção de etanol de milho que desce em direção ao centro do consumidor, principalmente em São Paulo, volta com diesel e gasolina – produtos que são fundamentais e que são consumidos aqui na região. Então, à medida que o Estado exporta frango congelado, carne congelada, entre outros produtos, você tem essa conexão que passa a existir com a cidade de Cuiabá e com o principal centro industrial do país que é o Estado de São Paulo, esse mercado interno passa também a ser fomentado”, disse o presidente.

Conforme estudos da Rumo, 26 municípios serão impactos positivamente com os trilhos da ferrovia. Entre eles Sinop, Vera, Nova Ubiratã, Sorriso, Santa Rita do Trivelato, Paranatinga, Diamantino, Nobres, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Jaciara, São Pedro da Cipa, Juscimeira, Pedra Preta, São José do Povo, Poxoréu, Primavera do Leste, Campo Verde, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Rondonópolis.

Fonte: GOV MT

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Chefe de Gabinete de Emanuel sai da cadeia, mas terá que andar com tornozeleira

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O chefe de gabinete da Prefeitura de Cuiabá, Antônio Monreal Neto, preso desde terça-feira (19/10) foi solto no final da tarde desta sexta-feira por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marcos Machado. Ele é acusado de obstruir as investigações sobre irregularidades em contratações de servidores comissionados na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Apesar de solto, Neto que é o braço direito do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) desde a época em que era deputado estadual, deverá usar tornozeleira eletrônica, que será instalada na próxima segunda-feira, 25. O desembargador determinou que o investigado se apresente à Central de Monitoramento entre as 8h e 18h para instalação do equipamento.

Ao fundamentar sua decisão, Machado pontuou que, embora haja evidências de que Neto tenha tentado atrapalhar as investigações, há outras medidas que podem ser impostas a ele.

“Todavia, a possível destruição de provas, supressão ou adulteração de documentos ou qualquer outro material capaz de comprovar a prática dos crimes que lhe são imputados, bem como a intimidação de pessoas que deverão ser ouvidas no curso da persecução penal, embora possíveis de ocorrer, podem ser prevenidas outras medidas cautelares menos gravosas”, mencionou.

Além disso, o desembargador também justificou que o chefe de gabinete não foi apontado pelo MP como líder da organização criminosa, papel que seria atribuído ao prefeito Emanuel Pinheiro, o qual foi afastado de suas funções.

Machado também considerou que Monreal é réu primário e que tem endereço e profissão definidos, o que descarta atos inevitáveis e não puníveis ao processo ou a terceiros.

“Não bastasse, a segregação preventiva deve observar os princípios da excepcionalidade (CPP, art. 282, § 4º, parte final, e § 6º), provisionalidade (CPP, art. 316) e proporcionalidade (CPP, art. 282, I e II), não devendo ser decretada caso intervenções estatais menos invasivas à liberdade individual sejam suficientes ao acautelamento do processo e/ou da sociedade”, mencionou também.

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