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17 de setembro – O que matou Steve Jobs e Marcelo Resende?

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Você se lembra do jornalista e apresentador Marcelo Resende? Sabe o que ele e Steve Jobs têm uma coisa em comum? Pois é, ambos morreram por causa de um câncer de pâncreas.

Esse tipo de câncer é considerado pelos oncologistas como o mais mortal, com uma taxa de sobrevida de 5 anos.

Isso significa que a pessoa com câncer de pâncreas vai viver, no máximo esse tempo. Mas é uma taxa otimista, muito otimista. Na verdade este câncer mata 75% dos portadores no primeiro ano após a descoberta e 94% nos primeiros 5 anos. Só 4% vivem muito mais tempo do que 5 anos e 2% são curados.

Para complicar, este tipo de câncer geralmente é descoberto já em estágio avançado, por ser quase assintomático nos estágios iniciais.

E mesmo em estágio avançado, apresenta sintomas que são comumente confundidos com outras doenças como dor na barriga ou nas costas, perda de peso e falta de apetite, problemas digestivos, diabetes urina, coceira na pele, fraqueza, diarréia e tontura, entre outros.

O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade e as chances aumentam após os 50 anos, com maior incidência principalmente entre os homens, na faixa entre 65 e 80 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos. No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas com a doença. A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Outro detalhe a ser observado é que o câncer de pâncreas aumenta principalmente devido ao uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Também há risco maior para pessoas que consomem carne em excesso, gordura e bebidas alcoólicas, além de profissionais que ficam expostos por longo tempo a compostos químicos, como solventes e petróleo.

 

SAIBA MAIS

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte de cima do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina – hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue. É dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).

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26 de outubro – Pedra nos rins afeta 10% da população e causa dor intensa

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Os que os médicos chamam de cálculo renal, litíase ou nefrolitíase, a chamada pedra no rim, atinge 10% da população, geralmente adulta, com idade entre 30 e 40 anos (mas qualquer pessoa pode ser acometida, independentemente da idade). Trata-se de depósitos de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário que formam pedras bem pequenas e, caso não sejam excretadas (eliminadas naturalmente) acabam crescendo a ponto de obstruir a passagem da urina e até impedir o funcionamento dos rins.

As estatísticas mostram que uma, em cada grupo de 200 pessoas, desenvolvem cálculos renais e cerca de 80% delas vão eliminar a pedra espontaneamente, junto com a urina. Então só 20% terão que fazer algum tipo tratamento. E outro detalhe: quem já tiveram uma pedra nos rins tem 50% de chances de desenvolver um novo cálculo renal nos próximos 5 a 10 anos. A doença é duas vezes mais comum em homens e seu pico de incidência ocorre entre os 20 e 40 anos de idade.

O tratamento é feito, geralmente, com ingestão de líquidos e, se a dor for muito intensa, remédios, podendo nos casos mais graves ser necessária a realização de cirurgia. Antigamente (ainda hoje, quando o caso é grave, às vezes só com uma cirurgia invasiva mesmo) só era possível retirar a pedra abrindo o rim, mas hoje há aparelhos de ultrassom que fazem a “explosão” da pedra, sem a necessidade de operar. A pedra é pulverizada e eliminada junto com a urina. Mas a eliminação do cálculo renal, junto com a urina, se ainda houver pedrinhas, pode causar graves danos ao aparelho urinário, por isso é preciso muito cuidado.

As pedras podem ser formadas por vários elementos químicos. O mais comum é o cálcio em combinação com oxalato (que estão presentes em uma dieta normal e fazem parte dos ossos e músculos). Esses cálculos representam até 80% de todos os cálculos renais. Outro tipo de pedra menos comum é causada por infecção urinária. Esse tipo de pedra nos rins é chamado “estruvita” ou cálculo infeccioso. Elas podem ser de grande tamanho e obstruir a via urinária, podendo levar a grandes danos renais. E, há ainda o cálculo renal de ácido úrico, que está associado com a gota ou quimioterapia, que representa cerca de 10% dos casos.

Geralmente, a eliminação destes elementos químicos é feita espontaneamente pelos rins sem que haja problema, mas quando se forma uma pedra, e ela é muito grande, fica presa no rim. Ou, começa a descer pelo ureter, que é um canal muito apertado que liga os rins à bexiga e para, causando obstrução e até infecção. O resultado é uma crise renal, que pode causar ondas de dor intensa na parte inferior das costas, que pode atingir também a virilha e os testículos; dor ao urinar; urina rosa, vermelha ou marrom devido à presença de sangue; aumento da vontade de urinar; náuseas e vômitos; dificuldade para deitar e descansar devido à inquietação da dor; febre acima de 38ºC, calafrios e diarreia, em caso de infecção.

O cálculo renal é o responsável pela famosa cólica renal: dor nas costas ou no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. É uma das piores dores que o ser humano é capaz de suportar (ou não). O tratamento deve ser indicado por um médico urologista e normalmente é iniciado no hospital, com o uso de remédios analgésicos na veia. Em casa, o tratamento pode ser mantido com remédios analgésicos orais, repouso e hidratação com cerca de 2 litros de água por dia, para facilitar a saída da pedra.

Aliás, tomar água diariamente e em abundância, é a melhor forma de se prevenir contra uma pedra nos rins.

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