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16 de setembro – Dia Mundial para a Preservação da Camada de Ozônio

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Para entender o que nossa saúde tem a ver com essa data, é preciso lembrar que o Sol é uma estrela que nos ilumina todas as manhãs trazendo calor e energia, mas esse astro também emite energia fora da faixa que denominamos luz visível, ou seja, não é percebida por nossos olhos.

E de sol e calor, nós cuiabanos, entendemos. E muito!

Veja matéria a respeito aqui:

Qual é o tamanho atual do buraco na camada de ozônio?

O problema na luz do sol são os raios infravermelho e ultravioleta. As irradiações com comprimentos de ondas menores contêm mais energia concentrada, sendo, portanto, muito mais fortes. Essas irradiações são os raios ultravioleta que são prejudiciais à nossa saúde. Por sorte nosso planeta Terra tem um escudo contra a irradiação ultravioleta. É a chamada camada de ozônio. Responsável por absorver grande parte da irradiação prejudicial antes que essa chegue aqui embaixo no solo, onde a vida se desenvolve.

O Dia Mundial para a Preservação da Camada de Ozônio foi criado visando alertar para a necessidade da proteção do planeta, porque essa camada está sendo destruída por poluentes como os CFC’s (clorofluorcarbonetos), usados em solventes orgânicos, gases para refrigeração e propelentes em extintores de incêndio e aerossóis. E também para lembrar a população sobre os riscos à saúde resultantes da destruição da camada e dar orientações ao público de como se proteger do sol.

Sem esse escudo protetor, os raios ultravioleta (UV-B), com comprimento de onda entre 290 a 320 nanômetros, denominados de radiação biologicamente ativa seria falta para todos os seres vivos. Aliás, a vida só se desenvolveu na Terra porque a maior parte dessa radiação é absorvida pela camada de ozônio e a pequena porção que chega à superfície é na quantidade exata necessária para ter efeitos benéficos à saúde.

Se uma pessoa se expuser à radiação UV-B por períodos mais prolongados, poderá notar o aparecimento de queimaduras solares na pele que podem ocasionar o câncer de pele. A Agência Norte Americana de Proteção Ambiental estima que 1% de redução da camada de ozônio provoca um aumento de 5% no número de pessoas que contraem câncer de pele. Um estudo realizado no Brasil e nos Estados Unidos mostrou que uma redução de 1% da camada de ozônio provocou o crescimento de 2,5% da incidência de melanomas.

Uma das causas do melanoma maligno, uma forma cancerígena muito menos comum, porém mais agressiva, é atribuída aos níveis mais altos de radiação UV. Problemas de visão, como a catarata, também podem ser contraídos. Além disso, os danos à Camada de Ozônio contribuem para a diminuição da eficiência do sistema imunológico e para o envelhecimento precoce da pele.

No Brasil, o câncer de pele corresponde a 25% dos casos da doença e é o principal tipo, sendo que o segundo e terceiro tipos somados não alcançam esse número. Todas as estatísticas de estimativa do Instituto do Câncer (INCA), a partir de 2004, colocam o câncer de pele como o mais recorrente no País. Dados do instituto apontam cerca de 116 mil casos por ano. Entre os motivos, de 50% a 70% são resultantes da exposição excessiva aos raios ultravioleta, e as câmaras de bronzeamento também são consideradas fatores de desencadeamento da doença.

Além disso, a radiação UV também afeta o crescimento das plantas e sua produtividade, com importantes implicações para a segurança alimentar. Os cientistas acreditam que o fitoplâncton marinho (plantas microscópicas que constituem a base da cadeia alimentar marinha) é particularmente sensível aos aumentos na radiação UV. A redução em sua quantidade teria um profundo efeito sobre outras espécies marinhas, inclusive os cardumes de pesca comercial, entre muitos e catastróficos outros efeitos.

 

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26 de outubro – Pedra nos rins afeta 10% da população e causa dor intensa

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Os que os médicos chamam de cálculo renal, litíase ou nefrolitíase, a chamada pedra no rim, atinge 10% da população, geralmente adulta, com idade entre 30 e 40 anos (mas qualquer pessoa pode ser acometida, independentemente da idade). Trata-se de depósitos de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário que formam pedras bem pequenas e, caso não sejam excretadas (eliminadas naturalmente) acabam crescendo a ponto de obstruir a passagem da urina e até impedir o funcionamento dos rins.

As estatísticas mostram que uma, em cada grupo de 200 pessoas, desenvolvem cálculos renais e cerca de 80% delas vão eliminar a pedra espontaneamente, junto com a urina. Então só 20% terão que fazer algum tipo tratamento. E outro detalhe: quem já tiveram uma pedra nos rins tem 50% de chances de desenvolver um novo cálculo renal nos próximos 5 a 10 anos. A doença é duas vezes mais comum em homens e seu pico de incidência ocorre entre os 20 e 40 anos de idade.

O tratamento é feito, geralmente, com ingestão de líquidos e, se a dor for muito intensa, remédios, podendo nos casos mais graves ser necessária a realização de cirurgia. Antigamente (ainda hoje, quando o caso é grave, às vezes só com uma cirurgia invasiva mesmo) só era possível retirar a pedra abrindo o rim, mas hoje há aparelhos de ultrassom que fazem a “explosão” da pedra, sem a necessidade de operar. A pedra é pulverizada e eliminada junto com a urina. Mas a eliminação do cálculo renal, junto com a urina, se ainda houver pedrinhas, pode causar graves danos ao aparelho urinário, por isso é preciso muito cuidado.

As pedras podem ser formadas por vários elementos químicos. O mais comum é o cálcio em combinação com oxalato (que estão presentes em uma dieta normal e fazem parte dos ossos e músculos). Esses cálculos representam até 80% de todos os cálculos renais. Outro tipo de pedra menos comum é causada por infecção urinária. Esse tipo de pedra nos rins é chamado “estruvita” ou cálculo infeccioso. Elas podem ser de grande tamanho e obstruir a via urinária, podendo levar a grandes danos renais. E, há ainda o cálculo renal de ácido úrico, que está associado com a gota ou quimioterapia, que representa cerca de 10% dos casos.

Geralmente, a eliminação destes elementos químicos é feita espontaneamente pelos rins sem que haja problema, mas quando se forma uma pedra, e ela é muito grande, fica presa no rim. Ou, começa a descer pelo ureter, que é um canal muito apertado que liga os rins à bexiga e para, causando obstrução e até infecção. O resultado é uma crise renal, que pode causar ondas de dor intensa na parte inferior das costas, que pode atingir também a virilha e os testículos; dor ao urinar; urina rosa, vermelha ou marrom devido à presença de sangue; aumento da vontade de urinar; náuseas e vômitos; dificuldade para deitar e descansar devido à inquietação da dor; febre acima de 38ºC, calafrios e diarreia, em caso de infecção.

O cálculo renal é o responsável pela famosa cólica renal: dor nas costas ou no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. É uma das piores dores que o ser humano é capaz de suportar (ou não). O tratamento deve ser indicado por um médico urologista e normalmente é iniciado no hospital, com o uso de remédios analgésicos na veia. Em casa, o tratamento pode ser mantido com remédios analgésicos orais, repouso e hidratação com cerca de 2 litros de água por dia, para facilitar a saída da pedra.

Aliás, tomar água diariamente e em abundância, é a melhor forma de se prevenir contra uma pedra nos rins.

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