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15 de outubro – Dia de prevenção das doenças do coração, responsável por 30% das mortes

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A data nem deveria existir, já que a prevenção às doenças cardíacas deve ser uma prática constante de todas as pessoas que querem se manter saudáveis e viver bem. E não existe uma idade em que começar a prevenção. As doenças cardiovasculares matam mais que o câncer e as doenças pulmonares e, hoje, são responsáveis por 30% das mortes, sendo que o acidente vascular encefálico e o infarto são as mais comuns.

É definida como doença de coração ou doença cardíaca qualquer afecção que dificulte ou impeça a boa circulação sanguínea no organismo. O coração é o principal responsável por uma vida longa e saudável, quando bem cuidado.

Hábitos como má alimentação, sedentarismo, estresse e uso de substâncias tóxicas como tabaco e álcool, conduzem ao aparecimento de patologias no aparelho cardiovascular.

Maus hábitos conduzem ao aparecimento de patologias no aparelho cardiovascular. Má alimentação, sedentarismo, estresse e uso de substâncias tóxicas como tabaco e álcool, aumentam as chances de obter essas doenças.

O coração é um dos órgãos vitais, pois bombeia o sangue para o corpo e faz a manutenção do sistema cardiovascular. Cuidar da saúde desse órgão é fundamental para manter a qualidade de vida.Segundo os médicos, o ideal é que a prevenção seja iniciada o quanto antes, pois levando em consideração os hábitos da nova geração, como o tabaco e a má alimentação, percebe-se que não há idade para sofrer de uma doença do coração.

As doenças cardiovasculares, que afetam o sistema circulatório e o coração, matam mais brasileiros que o câncer, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). São 350 mil mortes causadas pelos três maiores problemas: infarto, insuficiência cardíaca e derrame. Os canceres matam 190 mil (dados do Instituto Nacional do Câncer – Inca).

Em todo o mundo, 17,5 milhões de pessoas morrem todo ano em decorrência de doenças cardíacas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A prevenção deve ser feita através de consulta anual com um médico cardiologista, que irá solicitar os exames que achar necessários. Um profissional capacitado vai avaliar os prováveis fatores de risco e definir quais exames devem ser feitos. Além disso, não fume e nem use drogas, tenha uma alimentação mais saudável, beba água regularmente, pratique atividade física, fique atento ao peso, evite o estresse, cheque sua pressão arterial e monitore o colesterol. Ah… Se você tiver antecedentes familiares para doenças crônicas, como, por exemplo, Diabetes, Hipertensão e Problemas cardíacos, fique mais atento.

Caso sinta dor no peito ou no tórax acima do umbigo vá rapidamente ao hospital mais próximo. Pode ser um problema cardíaco causado pelo entupimento de uma artéria. A maioria dos casos de entupimentos das artérias coronárias, que levam ao risco maior de causar infarto, pode ser tratada com angioplastias e stent, quando necessário. O tratamento mais efetivo para o Infarto é o desentupimento da artéria coronária, por trombolíticos ou angioplastia, desde que realizado dentro das primeiras duas horas do início do quadro.

 

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Celular no bolso: taxa de fertilidade humana caiu pela metade nos últimos anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Em 2021 a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com dados do portal WorldO’meter. Metade desta população vive em centros urbanos, cerca de 3,5 bilhões. De acordo com relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a tendência é de que o número de pessoas no mundo chegue a 9,7 bilhões. Já para 2100, a estimativa é de 11 bilhões. Parece um ritmo alucinante, mas não é.

Na verdade a taxa de fertilidade humana vem caindo a níveis preocupantes. Segundo a ONU, o Brasil, por exemplo, está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição.

E isso, sem contar os efeitos da pandemia de covid-19 que derrubou o número de nascimentos. Em 2020 tivemos o menos número de nascimentos desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde: 2.687.651 recém-nascidos no ano passado e 2.849.146 em 2019, queda de 5,66%.

CELULARES – O culpado pela queda na taxa de fertilidade (excetuando a pandemia, claro) é  o celular.

Um estudo do Technion de Haifa e do Centro Medico Carmel, de Israel, pesquisou a relação de queda na contagem de espermatozoides com o uso constante de celulares e constatou que homens que usam o equipamento por mais de uma hora por dia dobram os riscos de diminuição dos espermatozoides, afirma os pesquisadores.

A pesquisa apontou também outros fatores, como o aumento do tabagismo e o consumo de álcool em excesso, mas o principal vilão seria o celular, por ser transportado no bolso da calça, próximo à genitália, enquanto emitem ondas eletromagnéticas que causa uma diminuição da densidade do líquido seminal, redução da capacidade de locomoção dos espermatozoides e até mudança na morfologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média da fertilidade humana atualmente está em torno a 18%, o que significa que afeta aproximadamente 1 de cada 8 casais, ou 48,5 milhões de pessoas no mundo. Os estudos indicam que 70% das causas desse aumento da infertilidade são divididos entre fatores femininos (35%) e masculinos (35%); 20% têm a participação de ambos e 10% são de causas desconhecidas, mas agora um novo estudo indica que a qualidade do sêmen humano pode ser o principal fator que vem provocando o crescimento dos níveis de infertilidade.

Esta queda já vinha sendo observada por vários estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos anos. Desde a década de 1930 a qualidade do sêmen humano vem caindo drasticamente e as principais suspeitas eram o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico. E agora, o celular surge para complicar ainda mais a situação.

Aqui no Brasil um dos mais importantes estudos sobre o assunto foi feito pela bióloga Anne Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela analisou 18.902 espermogramas realizados pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, realizados desde 1989.

Anne concluiu que concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Do outro lado do Atlântico, na Dinamarca, uma outra pesquisadora, a bióloga Elisabeth Carlsen, já havia chegado a conclusão semelhante. Ela analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991 e concluiu que a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml. Ambas as pesquisas mostram que, em todo o mundo, a queda foi de cerca de 50% no último século.

SAIBA MAIS

O sêmen humano pode transmitir 27 vírus diferentes, diz um estudo publicado pela revista científica Emerging Infectious Diseases, do todo poderoso CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, além do já conhecido HIV, também o zika vírus, a dengue, a meningite, a rubéola, a gripe, algumas doenças respiratórias e até o ebola, entre vários outros vírus, podem ser transmitidos pelo fluído orgânico leitoso, produzido pelos machos humanos (aliás, não apenas humanos, mas de várias outras espécies de animais) para transportar os espermatozoides até o local de fertilização na fêmea.

Sobre o Covid ainda não há um estudo conclusivo. Um especialista em fertilidade do Reino Unido alerta que a transmissão de covid-19 pelo sêmen não pode ser descartada completamente. O que se sabe é que em casos graves a qualidade do esperma pode ser afetada, diminuindo a taxa de fertilidade.

 

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