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14 de Outubro – Dia Mundial da Espirometria; exame detecta Dpoc que afeta 210 milhões ou um Brasil inteiro

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Espirometria, também conhecida como exame do sopro, é um teste que mede o fluxo de ar nos pulmões. Um exame muito importante no diagnóstico precoce e prevenção de doenças respiratórias, principalmente a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (Dpoc), uma doença progressiva que leva à morte e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 210 milhões de pessoas (o que equivale a uma população do Brasil) sofrem de Dpoc no mundo e a maioria nem sabe.

E, ao contrário do que se poderia imaginar, a pandemia de Covid não alterou o número de casos de Dpoc. Isso porque, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) a DPOC é inconfundível e, como o próprio nome diz, é crônica, ou seja, os sintomas apresentam-se há bastante tempo, enquanto a COVID-19 é aguda (poucos dias de evolução).

A DPOC leva anos para se manifestar e seus sintomas são causados, na grande maioria dos casos, pela inalação da fumaça do cigarro, que ataca os brônquios e os alvéolos pulmonares. Quem já apresenta tosse há muito tempo, deve desconfiar de um quadro de COVID-19 se houver uma piora repentina dos sintomas.

A Dpoc é uma doença crônica intimamente ligada ao tabagismo, que pode se agravar sem o tratamento adequado, comprometendo significativamente a qualidade de vida, sendo a terceira principal causa de morte no mundo.

O rastreio espirométrico de populações de alto risco é um método simples e eficaz para a detecção da Dpoc e deveria ser aplicado regularmente, principalmente em fumantes e ex, com mais de 40 anos. O diagnóstico precoce da Dpoc possibilita a aplicação de medidas de prevenção e iniciar o tratamento antes da sua progressão.

A doença pulmonar obstrutiva crônica a um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar, tornando a respiração difícil. Só no Brasil, cerca de cinco milhões de pessoas sofrem com o problema. É uma doença lenta, que frequentemente se inicia com discreta falta de ar associada a esforços como subir escadas, andar depressa ou praticar atividades esportivas. No entanto, com o passar do tempo, a falta de ar (dispneia) se torna mais intensa e surge depois de esforços cada vez menores. Nas fases mais avançadas, a falta de ar está presente mesmo com o doente em repouso e agrava-se muito diante das atividades mais corriqueiras.

Todas as organizações empresariais maiores com laboratório de função pulmonar avançada (espirometria, difusão de monóxido de carbono, pletismografia e teste cardiopulmonar de exercício) que contam com comissão de infecção local, montaram seus próprios planos de contingência que deverão ser seguidos particularmente.

No entanto, a SBPT recomenda que durante a pandemia de Covid sejam realizados apenas exames de função pulmonar considerados de “urgência” * – avaliação pré-operatória de pacientes com câncer de pulmão ou outra alguma cirurgia, onde a função pulmonar é essencial. Nos demais casos, os pacientes deverão ser desencorajados (por contato telefônico) à realização de exames de função pulmonar da rotina até mesmo nessas instituições, evitando assim comparecer aos laboratórios e ocasionar aglomeramento.

 

 

 

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Celular no bolso: taxa de fertilidade humana caiu pela metade nos últimos anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Em 2021 a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com dados do portal WorldO’meter. Metade desta população vive em centros urbanos, cerca de 3,5 bilhões. De acordo com relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a tendência é de que o número de pessoas no mundo chegue a 9,7 bilhões. Já para 2100, a estimativa é de 11 bilhões. Parece um ritmo alucinante, mas não é.

Na verdade a taxa de fertilidade humana vem caindo a níveis preocupantes. Segundo a ONU, o Brasil, por exemplo, está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição.

E isso, sem contar os efeitos da pandemia de covid-19 que derrubou o número de nascimentos. Em 2020 tivemos o menos número de nascimentos desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde: 2.687.651 recém-nascidos no ano passado e 2.849.146 em 2019, queda de 5,66%.

CELULARES – O culpado pela queda na taxa de fertilidade (excetuando a pandemia, claro) é  o celular.

Um estudo do Technion de Haifa e do Centro Medico Carmel, de Israel, pesquisou a relação de queda na contagem de espermatozoides com o uso constante de celulares e constatou que homens que usam o equipamento por mais de uma hora por dia dobram os riscos de diminuição dos espermatozoides, afirma os pesquisadores.

A pesquisa apontou também outros fatores, como o aumento do tabagismo e o consumo de álcool em excesso, mas o principal vilão seria o celular, por ser transportado no bolso da calça, próximo à genitália, enquanto emitem ondas eletromagnéticas que causa uma diminuição da densidade do líquido seminal, redução da capacidade de locomoção dos espermatozoides e até mudança na morfologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média da fertilidade humana atualmente está em torno a 18%, o que significa que afeta aproximadamente 1 de cada 8 casais, ou 48,5 milhões de pessoas no mundo. Os estudos indicam que 70% das causas desse aumento da infertilidade são divididos entre fatores femininos (35%) e masculinos (35%); 20% têm a participação de ambos e 10% são de causas desconhecidas, mas agora um novo estudo indica que a qualidade do sêmen humano pode ser o principal fator que vem provocando o crescimento dos níveis de infertilidade.

Esta queda já vinha sendo observada por vários estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos anos. Desde a década de 1930 a qualidade do sêmen humano vem caindo drasticamente e as principais suspeitas eram o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico. E agora, o celular surge para complicar ainda mais a situação.

Aqui no Brasil um dos mais importantes estudos sobre o assunto foi feito pela bióloga Anne Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela analisou 18.902 espermogramas realizados pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, realizados desde 1989.

Anne concluiu que concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Do outro lado do Atlântico, na Dinamarca, uma outra pesquisadora, a bióloga Elisabeth Carlsen, já havia chegado a conclusão semelhante. Ela analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991 e concluiu que a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml. Ambas as pesquisas mostram que, em todo o mundo, a queda foi de cerca de 50% no último século.

SAIBA MAIS

O sêmen humano pode transmitir 27 vírus diferentes, diz um estudo publicado pela revista científica Emerging Infectious Diseases, do todo poderoso CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, além do já conhecido HIV, também o zika vírus, a dengue, a meningite, a rubéola, a gripe, algumas doenças respiratórias e até o ebola, entre vários outros vírus, podem ser transmitidos pelo fluído orgânico leitoso, produzido pelos machos humanos (aliás, não apenas humanos, mas de várias outras espécies de animais) para transportar os espermatozoides até o local de fertilização na fêmea.

Sobre o Covid ainda não há um estudo conclusivo. Um especialista em fertilidade do Reino Unido alerta que a transmissão de covid-19 pelo sêmen não pode ser descartada completamente. O que se sabe é que em casos graves a qualidade do esperma pode ser afetada, diminuindo a taxa de fertilidade.

 

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