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13 de setembro – Dia Mundial da Sepse, responsável por 25% das ocupações de UTIs

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Complexo Hospitalar de Cuiabá (CHC) mantém uma comissão especial de acompanhamento para evitar a Sepse

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Sepse, é uma das principais causas de mortes em hospitais. São registrados mais de 400 mil casos por ano no Brasil e mais da metade (220 mil), resultam em morte do paciente. Estudos mostram que a Sepse é responsável por 25% das ocupações de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em nosso País e uma das principais causas de mortalidade hospitalar, superando o infarto do miocárdio e o câncer, chegando a 65% dos casos. A incidência da Sepse aqui é maior que a de países como Índia e a Argentina e está pelo menos 20% acima da média mundial que gira em torno de 30 a 40% dos casos. Estima-se que a sepse atinja de 15 a 17 milhões de pessoas por ano no mundo.

Segundo um estudo do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), a sobrevivência dos doentes aumenta muito se eles forem transferidos para unidades de tratamento intensivo (UTI) nas primeiras 24 horas após a identificação da doença. E essa transferência é mais frequente em instituições privadas.

No SUS e em instituições públicas, os pacientes permaneceram no pronto-socorro até a alta ou o óbito em 38,5% das ocasiões — e a mortalidade desses pacientes foi de 61,8%. Em contrapartida, apenas 6,2% dos pacientes particulares permaneceram no local até a alta hospitalar.

“A sepse é uma inflamação grave e está ligada ao hábito de uso desnecessário de antibióticos”, alerta o infectologista Dr. Tiago Rodrigues, que em parceria com Dr. Wilian Junior, lideram a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) composta por mais duas enfermeiras e duas técnicas de enfermagem do Complexo Hospitalar de Cuiabá.

Antigamente conhecida como infecção no sangue ou septicemia (hoje chamada de infecção generalizada) é uma doença desencadeada por uma infecção, na maior parte das vezes causada por bactérias. É uma reação sistêmica (que afeta todo o corpo ao mesmo tempo) do organismo contra o micro-organismo agressor.

Veja abaixo uma HQ produzida pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), como alerta para este dia:

A impressão é de que a infecção atingiu todos os órgãos da pessoa, o que leva à falência múltipla e, geralmente, à morte. Mas geralmente a infecção está localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, e provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.

O mais comum é o foco infeccioso da Sepse seja nos pulmões (por exemplo, uma pneumonia), abdômen (apendicite, peritonite, infecções biliares e hepáticas), nos rins e bexiga (infecções urinárias e renais), na pele (feridas, celulite, erisipela, aberturas para introdução de cateteres e sondas, abscessos) e no sistema nervoso central (por exemplo, a meningite). Aliás, a doença meningocócica é uma das que mais provoca a sepse, matando em média, uma pessoa a cada oito minutos no mundo.

Os sintomas não são muito diferentes de um a infecção normal e variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, diminuição na eliminação de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado e alteração no nível de consciência. Outros sinais possíveis são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas, o que só pode ser determinado por meio de um exame de sangue.

Saiba mais

  • A disfunção ou falência de múltiplos órgãos é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.
  • A sepse é a principal causa de morte nas UTIs e uma das principais de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.
  • A mortalidade pela doença é alta no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30 a 40%.
  • Por necessitar de equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muito trabalho da equipe médica, a doença é a principal geradora de custos hospitalares.

 

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17 de setembro – O que matou Steve Jobs e Marcelo Resende?

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Você se lembra do jornalista e apresentador Marcelo Resende? Sabe o que ele e Steve Jobs têm uma coisa em comum? Pois é, ambos morreram por causa de um câncer de pâncreas.

Esse tipo de câncer é considerado pelos oncologistas como o mais mortal, com uma taxa de sobrevida de 5 anos.

Isso significa que a pessoa com câncer de pâncreas vai viver, no máximo esse tempo. Mas é uma taxa otimista, muito otimista. Na verdade este câncer mata 75% dos portadores no primeiro ano após a descoberta e 94% nos primeiros 5 anos. Só 4% vivem muito mais tempo do que 5 anos e 2% são curados.

Para complicar, este tipo de câncer geralmente é descoberto já em estágio avançado, por ser quase assintomático nos estágios iniciais.

E mesmo em estágio avançado, apresenta sintomas que são comumente confundidos com outras doenças como dor na barriga ou nas costas, perda de peso e falta de apetite, problemas digestivos, diabetes urina, coceira na pele, fraqueza, diarréia e tontura, entre outros.

O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade e as chances aumentam após os 50 anos, com maior incidência principalmente entre os homens, na faixa entre 65 e 80 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos. No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas com a doença. A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Outro detalhe a ser observado é que o câncer de pâncreas aumenta principalmente devido ao uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Também há risco maior para pessoas que consomem carne em excesso, gordura e bebidas alcoólicas, além de profissionais que ficam expostos por longo tempo a compostos químicos, como solventes e petróleo.

 

SAIBA MAIS

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte de cima do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina – hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue. É dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).

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