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12 outubro – Dia Mundial da Cegueira – Brasil tem 1,2 milhões de cegos e 80% evitáveis

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O Dia Mundial da Visão foi criado através de uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) junto a Agência Internacional para a prevenção da Cegueira (sigla em inglês, IAPB), com apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) visando evitar a cegueira. Hoje, no Brasil, há mais de 1,2 milhão de cegos e a OMS estima que entre 60% e 80% dos casos são evitáveis e/ou tratáveis. Isso significa que quase 700 mil brasileiros que são cegos poderiam estar enxergando se tivessem recebido tratamento adequado.

Conscientizar o público sobre a prevenção e o tratamento dos diversos problemas que podem acometer os olhos e a necessidade de acompanhamento médico especializado desde o nascimento. Isso porque 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados se as pessoas fossem com frequência ao oftalmologista.

Nossos olhos são responsáveis por cerca de 80% das informações que chegam a nós, possibilitando que a luz emitida pelos objetos seja transformada em uma imagem nítida na retina, para ser traduzida ao cérebro. Dessa forma, o cuidado com a visão deve ser observado desde cedo.

Recém-nascidos e primeira infância – Logo após o nascimento, é necessária a limpeza do bebê como um todo, inclusive a região externa dos olhos. Obrigatória por lei, a aplicação do nitrato de prata, na forma de colírio, acontece para exterminar quaisquer patógenos advindos do canal do parto e que possam infectar os olhos.

Outra medida importante é a realização do teste do reflexo vermelho (teste do olhinho), no qual o médico observará através de um oftalmoscópio o reflexo da luz emitida pelo aparelho na retina. Quando se observa um reflexo forte e similar, nos dois olhos, temos um exame normal, mas se algum dos olhos não emitir o reflexo da luz, provavelmente apresenta alguma alteração como, por exemplo, catarata ou problemas retinianos.

Ainda na primeira infância, entre os seis meses até os 5 anos, período de maior desenvolvimento visual, o alerta é para o estrabismo. A doença é caracterizada pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares e causa um desalinhamento dos eixos visuais. O tratamento envolve corrigir algum grau de refração, o uso de tampão e deve acontecer logo que for percebido, às vezes logo nos primeiros meses. Além disso, em alguns casos, métodos cirúrgicos podem ser empregados após o primeiro ano de vida.

Em fase de crescimento – Entre os 8 e os 14 anos, os erros de refração, como a miopia (dificuldade para enxergar objetos distantes) e a hipermetropia (embaçamento da visão) são os problemas oculares que normalmente acometem as crianças e pré-adolescentes. Os erros de refração devem ser corrigidos sempre que limitarem a capacidade visual dos indivíduos, pois podem levar a um desenvolvimento incompleto da visão, causar dificuldade para o aprendizado, trazer insegurança e propensão de se machucarem em quedas ou acidentes.

À medida que a idade chega – A partir dos 40 anos, a pessoa pode desenvolver glaucoma, que, quando não tratado, pode levar à cegueira irreversível. A doença é caracterizada pelo aumento da pressão ocular, o que provoca lesão nas fibras do nervo óptico, levando ao comprometimento visual. Visitas anuais ao oftalmologista para controle da pressão ocular e da condição do nervo são essenciais para detectar precocemente qualquer alteração e iniciar o tratamento o quanto antes.

A partir dos 50 anos, os cuidados com os olhos devem ser redobrados. Nessa idade, as pessoas ficam sujeitas a doenças como a catarata – opacificação do cristalino (lente natural do olho), que resulta em uma diminuição progressiva da visão. Apesar de levar à cegueira, é uma situação reversível que pode ser corrigida por meio de cirurgia.

Outras doenças que podem ocorrer nessa fase da vida são a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a Retinopatia Diabética (RD). A DMRI afeta a região principal da retina chamada mácula e é progressiva, podendo levar à perda da visão central. Entretanto, é importante ressaltar que o tratamento não visa a recuperação da visão, mas sim evitar a progressão da doença.

Já a RD, trata-se da manifestação do diabetes nos vasos sanguíneos da retina e é uma das grandes causas de cegueira no mundo. Exames de retina como fundoscopia, retinoscopia indireta e retinografia, devem ser feitos regularmente por pacientes diabéticos para detectar precocemente a doença, e o tratamento inclui o controle da Diabetes e pode necessitar de fotocoagulação a laser, para controlar o sangramento dos vasos da retina, de vendo começar de imediato para evitar a progressão.

A visita anual ao oftalmologista é fundamental, sejam crianças, adultos ou idosos. Que o Dia Mundial da Visão ajude a conscientizar cada vez mais as pessoas sobre a importância e os cuidados que devem ser adotados com os olhos. Grande parte das doenças oculares pode ser prevenida, controlada, curada e até mesmo evitada.

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20 de outubro – Dia da Osteoporose que afeta 10 milhões de brasileiros

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A osteoporose é uma doença provocada pela redução de massa dos ossos. Por diferentes fatores, a pessoa fica com ossos ocos, finos e muito sensíveis, tornando-os mais sujeitos a fraturas. Trata-se de uma doença silenciosa, que raramente apresenta sintomas antes que aparece. A pessoa só descobre que tem o problema, quando quebra um braço ou uma perna. E aí o tratamento é bem mais complicado. O ideal então é que sejam feitos exames preventivos, para que ela seja diagnosticada a tempo de se evitar as fraturas.

A estimativa é de que 10 milhões de brasileiros sofram de osteoporose; e uma de cada grupo de quatro mulheres com mais de 50 anos desenvolva a doença. A doença afeta um homem para cada quatro mulheres. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose e duzentas mil pessoas morrem por causa destas fraturas.

Os ossos mais atingidos pela osteoporose são a coluna (vértebras), o bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero). Destas, a fratura mais perigosa é a do colo do fêmur. Um quarto dos pacientes que sofrem esta fratura morrem dentro de seis meses e os que sobrevivem apresentam uma redução importante da qualidade de vida e independência.

O diagnóstico precoce da osteoporose é feito pela medida da densidade óssea, através do exame da Densitometria Óssea. Possuem maior risco para desenvolver osteoporose as mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas (magrinhas e pequenas), que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, os fumantes, que possuem história de fraturas na família, que possuem doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e aquelas que já tiveram fraturas na idade adulta.

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