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12 de agosto – Mau hálito atinge 100% da população e tem 40 causas diferentes

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O mau hálito, ou a halitose, atinge praticamente 100 da população, mas não é doença. Há mais de 40 causas conhecidas e, em 90% dos casos, trata-se de um problema localizado na boca (apesar de que pode vir de fora também). É que dentro de nossa boca há mais de 700 tipos diferentes de bactérias que ajudam no processo de digestão, a chamada de flora bucal e a ação delas, decompondo restos de alimentos faz surgir o cheiro desagradável. Então, muito cuidado com sua higiene bucal é a primeira dica de hoje.


Se você cuida bem de sua boca e ainda assim tem maus hálito, o melhor é procurar um dentista porque na maior parte dos casos o mau hálito é causado pela chamada placa bacteriana, por “saburra” na língua ou doenças como cárie, gengivite e periodontite. A boa notícia é que tudo isso é tratável e prevenível, basta visitar periodicamente seu dentista e ter cuidados de higiene diários.

E, se seu dentista eliminou os problemas dentários que eram a causa potencial de mau hálito e determinou que sua boca está saudável, você deve consultar um médico.

CAUSAS

Má higiene bucal – Se a escovação e o uso do fio dental não são feitos adequadamente, o mau hálito costuma ser a primeira alteração observada. Os restos de alimentos acumulados nos dentes são metabolizados por bactérias e acabam se transformando em substâncias de odor forte e desagradável. Se  pessoa usa dentadura, ponte ou aparelho, esse cuidado tem que ser ainda maior porque a sujeira se acumula mais facilmente.

Dieta – Alimentos de cheiro forte como o alho e a cebola também podem ter um impacto sobre o hálito. Além do mau cheiro ser exalado pelos restos que ficaram na boca, à medida que o intestino absorve a comida, as substâncias químicas responsáveis pelo odor alcançam a corrente sanguínea e são exaladas pelo pulmão, piorando a situação.

Cáries – As cáries abertas e extensas criam um ambiente perfeito para o acúmulo de alimentos e bactérias, criando um meio de fermentação e decomposição que pode prejudicar o odor da boca.

Cigarro e álcool – Tanto o cigarro quanto o álcool provocam alterações na produção de saliva e no sistema imune do organismo, favorecendo o surgimento de infecções e o acúmulo de restos alimentares que levam ao mau hálito.

Infecções respiratórias – Tuberculose, abscesso pulmonar, sinusite, amigdalite, pneumonia e outras doenças de vias aéreas também podem gerar um odor fétido que se propaga para a boca e provoca o mau hálito. Nesse caso, deve-se ter certeza de que a higiene bucal está sendo feita corretamente e que não há nenhuma doença na boca que poderia explicar o problema.

Refluxo – O refluxo gastroesofágico é extremamente comum na população e também pode explicar o mau hálito. Nessa doença, o ácido estomacal misturado com o alimento semidigerido reflui para a região da garganta, trazendo uma sensação de gosto metálico e um odor desagradável. Além disso, a acidez pode provocar pequenas lesões na mucosa oral e desmineralizar os dentes, favorecendo o surgimento de infecções e cáries, que também podem contribuir para o mau hálito.

O QUE FAZER

Use fio dental. Além da escovar de dentes os dentistas recomendam o uso do fio dental após cada refeição para garantir que as partículas de comida não fiquem presas entre os dentes. Se isso parece muito trabalhoso, passe o fio dental pelo menos uma vez ao dia – de preferência antes de dormir – para combater o mau hálito.

Use antisséptico bucal. Faça gargarejo por 20 segundos e depois cuspa. Isso vai ajudar no combate das bactérias que causam mau hálito e deixar sua boca com um hálito fresco. Se possível, escolha um antisséptico bucal que seja antigengivite e/ou antiplaca.

Masque goma sem açúcar. As gomas de mascar sem açúcar estimulam a produção de saliva. Isso vai conter o ressecamento da sua boca. Uma boca seca frequentemente leva ao mau hálito, pois as bactérias responsáveis pelo mau cheiro não foram removidas pela saliva. A goma de mascar também pode ajudar a remover pequenas partículas de alimentos presas entre os dentes. Lembre-se: a goma de mascar sem açúcar não substitui a higiene oral adequada. Nunca pare de escovar os dentes ou usar o fio dental.

Beba água com lima ou limão. Além de ser uma alternativa saborosa ao refrigerante, essa solução ácida tem efeitos poderosos no combate ao mau hálito. Como uma das principais causas do mau hálito é a boca seca – algo normalmente associado com o “hálito matinal” –, a água ajuda a umedecer a boca, diminuindo o odor.

 

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Pesquisa faz mapeamento genético de crianças com Apraxia; Saiba identificar se seu filho tem o problema

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Um estudo inédito no Brasil desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo) fez o mapeamento genético de 100 crianças com apraxia de fala na infância, a AFI, para identificar as alterações genéticas que levam ao transtorno —ainda pouco conhecido no país. A intenção é auxiliar em novas opções de tratamento no futuro.

 

HÁ UM ANO AQUI

 

A AFI é um transtorno que interfere na reprodução dos sons da fala — disfunção neurológica que atinge o planejamento e a programação das sequências de movimentos necessários para produzir a fala que também é pouco conhecida no Brasil.

Devido à falta de estudos no Brasil, não se sabe quantas crianças enfrentam o problema no país, mas duas a cada mil crianças têm o transtorno no mundo.

A pesquisa é uma iniciativa da Abrapraxia, entidade criada a partir da união de três mães que têm filhos diagnosticados com o transtorno e criaram uma rede de apoio, em 2016.

Desde lá, a entidade já capacitou mais de 15 mil pessoas, entre fonoaudiólogos, terapeutas, pais e familiares, além de oferecer cursos regulares. Dados da entidade indicam que o transtorno, pouco debatido no Brasil, atinge duas a cada mil crianças. O financiamento do estudo é da Abrapraxia, mas tem contrapartida da USP, que presta os atendimentos gratuitos.

Saiba identificar se seu filho tem o problema:

– Bebês são considerados “quietos”; vocalizam e balbuciam pouco;

– Repertório limitado de vogais (dificuldade em produzir as vogais) e de consoantes;

– Variabilidade de erros (a criança pode apresentar diferentes “trocas na fala”). Fala de difícil compreensão;

– Maior número de erros quanto maior a complexidade silábica ou discursiva (quanto mais extensa a palavra, maior será a dificuldade);

– Instabilidade na produção da fala (tem dia que a fala está pior, ou melhor);

– Alteração prosódica (melodia da fala é diferente/”estranha”). Fala pode ser monótona;

– Déficits no tempo de duração dos fonemas, pausas (podem apresentar prolongamentos, hesitações). “Lentidão” para falar.

– Procura do ponto articulatório (a criança fica procurando o ponto articulatório, por exemplo, ao falar “pato”, pode falar “bato” “cato” “lato”…até chegar no “pato”.

– Pobre inventário fonético: pobre domínio dos sons da fala. Os pais têm a impressão de que a criança não sabe o que fazer com a boca, parece desconhecer os movimentos necessários para a fala (não movimenta adequadamente a língua);

– Atraso no aparecimento das primeiras palavras (os pais relatam que demorou a começar a falar);

– Alterações em outros aspectos da linguagem oral (como por exemplo, vocabulário pobre, dificuldade para produzir frases mais elaboradas, para relatar fatos, etc);

– Pode apresentar além da dificuldade motora na fala, outras dificuldades, como na coordenação motora fina, para se alimentar, mastigar, se vestir, para andar de bicicleta (os pais podem perceber uma inabilidade motora geral).

Uma forma importante de ajudar  é entender que apraxia não é falta de estímulos, muito menos, preguiça. A criança tem uma dificuldade. Evitar pressão para falar ou repetir a fala já é uma forma importante de ajudar. Importante falar mais devagar, dar mais tempo para a criança organizar sua fala, além de ter uma rotina e organização em casa.

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