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10 dicas para relaxar e aliviar o estresse do dia a dia

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10 dicas para relaxar e aliviar o estresse do dia a dia
Redação João Bidu

10 dicas para relaxar e aliviar o estresse do dia a dia

Se depois de um dia de trabalho estressante você ainda continua com muito estresse e tem dificuldade para relaxar , é preciso redobrar a atenção, pois isso pode ser sinal de estresse crônico ou até de burnout. Nesses casos, é importante procurar um profissional de saúde, seja um médico ou um psicoterapeuta para fazer o diagnóstico correto e auxiliar com um tratamento. Mas além de um profissional da saúde, você também pode seguir algumas opções para manejo da tensão. Confira a seguir 10 dicas para relaxar e aliviar o estresse:

1.       Equilibre a importância dada a cada área da vida

O ser humano precisa de harmonia biopsicossocial. Isso quer dizer estar em equilíbrio com o organismo, com os processos mentais e as relações sociais, e quando não há harmonia entre eles, as doenças se instalam. Por isso, o ideal é se sentir realizado em todos os papéis cumpridos: profissional, mãe/pai, amigo(a)… Assim, se a atividade profissional, que já dura oito horas por dia, ainda está sendo levada para casa, impedindo que você curta o ambiente em que vive e as pessoas que ama, é hora de colocar na balança e ver o quanto o trabalho extra faz diferença.

2.       Aposte em terapias

 Não é só a psicoterapia: várias outras práticas podem ajudar a aliviar o estresse como as terapias holísticas e, por exemplo, a acupuntura, técnica que faz parte da medicina tradicional chinesa e aplica agulhas para estimular pontos estratégicos do corpo, de acordo com as necessidades de cada um.

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3.       Invista no seu bem-estar

Você trabalhou duro, recebeu o salário e não quer pagar uma massagem, pois parece um gasto desnecessário? Saiba, então, que cuidar do bem-estar é essencial para continuar rendendo no trabalho, ter mais tranquilidade em outros períodos do dia e, enfim, ganhar qualidade de vida. Não precisa ser especificamente uma massagem – qualquer técnica que promova o relaxamento é válida. Áreas da fisioterapia, como a quiropraxia e a osteopatia, por exemplo, ajudam a combater o estresse, aliviam dores e corrigem a postura (há pesquisas que afirmam que a má postura pode até favorecer a depressão), sendo ideais para quem trabalha muito tempo na mesma posição.

4.       Tenha um hobby

Parece simples, mas, algumas pessoas, quando têm um tempo livre, ficam sem saber o que fazer e até ansiosas por não ter trabalho em vista. Assim, escolha uma atividade recreativa e coloque-a na agenda para ser cumprida. Melhor ainda se ela estimular a criatividade, as relações sociais ou bons sentimentos, como jogos em grupo e trabalho voluntário.

5.       Peça ajuda

Se você trabalha em equipe, evite centralizar o que pode ser distribuído. Saber dizer não e respeitar os próprios limites é fundamental para que situações simples não se tornem estressantes. O “pedir ajuda” é válido também quando há necessidade de apoio psicológico, como após algum acontecimento considerado negativo.

6.       Aproveite os benefícios da água

Pode ser um passeio na cachoeira ou tirar férias na praia, mas pode ser também hidroginástica ou natação: são dois benefícios ganhos, o da prática regular de atividade física e o da inclusão de uma atividade relaxante.

7.       Faça um escalda-pés

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Pegue uma bacia, encha de água morna e aproveite o poder calmante da água aliado à aromaterapia : utilize óleo essencial de lavanda ou camomila, que contêm propriedades calmantes. Bastam algumas gotinhas.

8.       Gaste energia

Se, mesmo depois de um dia intenso de trabalho e preocupações, nem seu corpo nem sua mente conseguiram se desligar ao chegar em casa, pratique uma atividade com grande gasto de calorias, como lutas ou treinamento funcional. Esse tipo de exercício vai preparar o corpo para dormir melhor, mas deve ser praticado antes de o sol se pôr. Enquanto algumas pessoas se dão bem com atividades relaxantes (como yoga e tai chi chuan), outras precisam de opções com mais movimento.

9.       Experimente a fitoterapia

Algumas ervas têm propriedades calmantes comprovadas, como a camomila e a valeriana. Elas podem ser usadas em simples chazinhos ou em suplementos recomendados por nutricionistas.

10.   Cuide das defesas do corpo

Alimente-se de maneira equilibrada, beba bastante água durante o dia, durma bem e consulte um médico periodicamente. O estresse enfraquece o sistema imunológico e problemas de saúde também são motivos de estresse, formando um círculo vicioso.

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Fonte: IG Mulher

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Desabafo: “O dia seguinte foi o pior da minha vida: presa, sozinha, sem chão”

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Sandra Bullock em cena do filme
Reprodução/Instagram

Sandra Bullock em cena do filme “Imperdoável”, onde vive uma mulher que cometeu um crime, cumpriu a pena e agora volta a conviver em sociedade

Sandra Bullock  está de volta à Netflix, desta vez com o drama “Imperdoável”, onde ela vive Ruth, uma mulher que cumpriu 20 anos de prisão e agora volta a viver em sociedade. Assim como o título indica, nem todo mundo está disposto a perdoar pessoas que, em algum momento da vida, cometeram um crime. Com isso,  o debate acerca a reinserção social volta a pauta e ganha novos tons, especialmente por falar sobre uma perspectiva feminina.

Como o livro “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz (Editora Record), mostra, mulheres sofrem mais com o sistema carcerário em todas as suas etapas e deixa marcas profundas na vida delas, incluindo a vida depois de cumprir sua pena. “Quando um homem é preso, comumente sua família continua em casa, aguardando seu regresso. Quando uma mulher é presa, ela perde o marido e a casa, os filhos são distribuídos entre familiares e abrigos. Enquanto o homem volta para um mundo que já o espera, ela sai e tem que reconstruir seu mundo.”

O iG Delas conversou, com exclusividade, com Natália Rodriges, 25 anos, presa em 2017 pela receptação de um notebook e três celulares. 

Voz de prisão

“Era um sábado lindo de sol, 08 de abril, um dia antes do meu aniversário de 21 anos. Fomos presos na Rua Guaianases, no centro de São Paulo. De primeiro momento não foi dada a voz de prisão, me vi dentro de um pesadelo. Jamais me imaginei naquela situação. Domingo, dia 09 de abril separaram nos dois e o meu desespero dobrou, eu estava com medo e sozinha. Fui transferida do DP (Departamento de Polícia) do Bom Retiro para o trânsito no mar murumbi e, de lá, para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franco da Rocha.”

A prisão

“Fui muito bem recebida. Conheci histórias malucas, de pessoas que estavam ali por necessidade, outras por costume, o que me deixou chocada eram as senhoras, tinham muitas senhoras. Na segunda feira eu recebi um documento onde eu recebi direito de fiança, eu só pedia pra Deus me tirar daquele lugar. Foram quatro longos e intermináveis dias. A comida parecia estar estragada, as noites eram mais longas que os dias, dava medo de dormir e acordar como elas dizem “com a cadeia virando” e toda guarda invadir as celas em busca de droga ou telefone (até onde eu fiquei sabendo, Franco da Rocha não tem nenhum dos dois, a segurança é pesada).”

Choque de realidade

“Em diálogo com outras mulheres, descobri que o abandono em CDP feminino é enorme. Mulheres que foram presas e os maridos se separaram, mulheres que foram presas com o marido e não tinha alguém que pudesse dar suporte, mulheres que chegaram lá sem ninguém e estavam a mais de um ano lá, sozinhas, sem poder ver os filhos ou qualquer outro parente, mulheres que foram presas grávidas.”

“Tive a sorte de Deus me direcionar pra um raio onde não tinha mulheres de alta criminosidade. As celas não estavam super lotadas, tinha uma cama (ou jegue como costumam chamar) pra cada uma. Dentro só tinha a ducha gelada (quente era no pátio) e a partir das 17h não podia sair mais ninguém até as 7h da manhã do dia seguinte.”

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A saída

“Fiz amizade com uma mulher que foi meu porto seguro, dormiu do meu lado, secou minhas lágrimas por todos os dias que esteve comigo. Ela tinha sido recapturada e não ia sair tão cedo. Meu alvará de soltura cantou as 17h na quinta feira e ela me disse “Eu sonhei que você ia embora hoje, agora eu posso pedir meu bonde pra um lugar melhor”. Eu saí com a promessa de que mandaria algo pra ela, e nunca mais tive notícias. Entrei em contato no CDP e ela já não estava mais lá.”

“Acordei na quinta feira atormentada, só queria chorar e dormir, não aguentava mais olhar pro céu e não ter saída, aqueles murros imensos e guardas armados pra todos os lados. Eu dormi e acordei com uma mulher gritando meu nome, porque meu alvará tinha cantado. Eu nem lembro como foi minha ação porque eu só sentia o alívio de estar saindo daquele lugar. Jurei pra Deus que nunca mais me colocaria na posição de perder minha liberdade.”

“Na saída encontrei minha mãe sozinha e um peso de culpa enorme. Assinei durante dois anos como L.A. (liberdade assistida). Fui grávida, com a minha filha nos braços, mas cumpri a missão de não faltar durante as assinaturas.”

Reinserção social

“Para mim não foi difícil voltar ao mercado de trabalho, graças a Deus. Eu fiquei seis ou sete dias presa, não sei ao certo porque pareceu uma eternidade. Eu engravidei um ano depois do que aconteceu. Então eu fui grávida e com a minha filha nos braços, todos os meses, por um ano, ao fórum, para mostrar que eu não tinha sumido e estava cumprindo com as ordens da liberdade assistida. Não podia ficar na rua depois das 22 horas. Tinham algumas regrinhas.”

“Sinceramente, o egoísmo e a ganância me levaram pra minha ruína. Era meu aniversário e o dia seguinte foi o pior dia da minha vida. Presa, sozinha, sem chão. Eu tive sorte de ter pessoas que me amavam pra me ajudar. Hoje eu sou mãe de uma menina de 2 anos e meio, estou casada com o mesmo homem que foi preso comigo. Mudamos a direção, mudamos de vida. Saímos da loucura e focamos em trabalhar. Temos nossa casa, nosso carro, nossa moto que conquistamos com muito suor e trabalho.”

“Se passaram 5 anos do que aconteceu e eu nem sei como vou explicar tudo isso pra ela (filha) um dia. Espero, desejo e alerto a todas as pessoas que estão nessa vida, que é um labirinto sem saída. Não desejo que a mãe de ninguém passe pelo que a minha passou.”

Fonte: IG Mulher

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