Mulheres do agro criam movimento para discutir educação e comunicação no campo

Movimento de esposas, filhas e sucessoras de produtores começou por um acaso e hoje conta com cerca de 200 integrantes. O Dia de Campo será o primeiro evento do Agroligadas voltado para professores e estudantes, porém outras ações já foram realizadas.

Da Redação

Dialum

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Mulheres do agro criam movimento para discutir educação e comunicação no campo

Como que um acaso. Assim começou o Agroligadas. Um grupo de mulheres esposas de produtores mato-grossenses que em cerca de um ano saltou de 40 integrantes para aproximadamente 200 integrantes. O foco: contribuir para uma cultura positiva do agro visando a educação e a comunicação, sendo uma ponte entre o campo e a cidade.

 

O Agroligadas teve início em 2018 nos corredores da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e, segundo a fisioterapeuta Geni Schenkel, esposa do presidente da entidade, Alexandre Pedro Schenkel, uma das idealizadoras do movimento, entre os primeiros debates estava o Projeto de Lei (PL) 6.299/2002, que trata do registro, fiscalização e controle dos produtos agrotóxicos no Brasil.

Com um grupo de aproximadamente 200 mulheres, o Agroligadas conta hoje com o auxílio de uma agência de consultoria para a estruturação do movimento.

 

"O que nós queremos com esse movimento é fazer uma ponte entre a sociedade e o campo", comenta Geni Schenkel. Essa ponte, inclusive, afirma Geni, terá a sua largada no próximo dia 09 de julho, com um Dia de Campo no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), localizado em Campo Verde.

 

A ação será realizada para professores e estudantes do ensino médio da rede de ensino municipal, estadual e particular.

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O grupo de aproximadamente 200 mulheres, o Agroligadas conta hoje com o auxílio de uma agência de consultoria

"O nosso foco é a educação e comunicação. Nós queremos atingir as escolas e os professores e a sociedade em geral. Queremos mostrar como o agro é. A realidade dele. Queremos mostrar a cultura, como funciona, como funciona o uso do agrotóxico e, porque que ele é usado, o que nós fazemos de bom, o que acontece normalmente no dia a dia do campo. A ideia é essa", explica Geni.

 

O Dia de Campo será o primeiro evento do Agroligadas voltado para professores e estudantes, porém outras ações já foram realizadas, como é o caso do Encontro Agroligadas, que ocorreu duas vezes em 2018.

 

Segundo a idealizadora, outros projetos devem surgir pela frente e dentre eles um treinamento para as mulheres antes da 4ª edição do CNMA - Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio.

 

Jornalista e esposa de produtor rural em Campo Verde, Thalita Araújo ficou sabendo do Agroligadas pelas redes sociais e mulheres que participam do movimento. Ela comenta que buscou Geni para saber o propósito do Agroligadas. "O que me motivou a participar foi a vontade do movimento em ser uma ponte entre o campo e a cidade, porque eu estive fora e estive dentro do campo também, eu sei quais são as críticas, quais são as dúvidas".

 

Thalita participa do Agroligadas desde o início de 2019. "Acredito que o que mais mudou para mim foi começar a prestar mais a atenção mesmo em fazer, pensar em ações que não estão sendo feitas. Muitas entidades têm ações pontuais para promover isso, mas não temos um grupo para focar nisso ".

 

Mulheres ganham força no agro

 

A cada dia as mulheres estão ganhando forças perante o agronegócio. Algumas apenas auxiliam, enquanto outras comandam propriedades rurais e/ou são executivas de empresas ligadas ao setor. Tal força pode ser vista no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que ocorrerá em outubro em São Paulo (SP), e contará com a presença da Agroligadas.

 

"A mulher tem uma sensibilidade muito maior que o homem e com essas mulheres hoje na frente, com essa força tão grande, faz a gente acreditar que também podemos, mesmo não estando tão ligadas ao agro, como é o meu caso. Eu nunca tive participação dentro da lavoura. Eu ajudava dentro do que eu podia. Tenho minha profissão, sou fisioterapeuta. E, aí eu me envolvi de uma tal forma que cresceu meus olhos. É um assunto que gosto, comunicação e educação mais voltado para o agro", diz Geni.

 

De acordo com Geni, eventos como o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio são de suma importância para as mulheres, pois trazem informações e as instigam cada vez mais em prol da atividade. Contudo, o apoio do próprio setor produtivo, por meio das entidades, também é essencial.

 

Ela comenta que a receptividade do movimento perante as entidades de classe está sendo positiva. Entre as entidades apoiadoras está a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), que hoje é presidida por Alexandre Pedro Schenkel, marido de Geni.

 

Hoje, o Agroligadas conta não somente com esposas de produtores rurais, mas também com filhas, sucessoras, técnicas e agrônomas. Geni ressalta que o Agroligadas está aberto para mulheres que tenham algum tipo de envolvimento com o agronegócio.

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Fonte: Portal Mato Grosso

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