Janaina Riva vence queda de braço e consegue derrubar veto de Taques

Com a vitória da deputada, Mato Grosso terá Política de Promoção da Aprendizagem para alunos com déficit aprendizagem

Rui Matos | Portal Mato Grosso

Gcom | ALMT

Janaina e Taques

Janaina Riva X Pedro Taques

A semana foi marcada por uma queda de braço entre a deputada Janaina Riva (PMDB), parlamentares da bancada do governo e o próprio governador Pedro Taques (PSDB), que iniciou a demanda ao vetar o Projeto de lei nº 242/2016 que previa a implantação de Política de Promoção da Aprendizagem (Proap) para alunos com déficit aprendizagem. Aliás, o projeto prevê, pois a deputada conseguiu convencer os demais deputados a derrubar, na sessão vespertina da última terça-feira (10), o veto que impediria a identificação e trato diferenciado de alunos com dislexia e outros transtornos que levam ao déficit de atenção e aprendizagem.

Considero uma vitória a todos os pais e mães cujos filhos possuem esses déficits de aprendizado. O governador vetou a minha lei depois de aprovada com a alegação de que geraria custos ao Poder Executivo

Trata-se de um transtorno neurobiológico que se caracteriza por três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e desatenção. Porém, esses sintomas precisam estar presentes em dois ou mais ambientes - social, afetivo, familiar, escolar e/ou profissional - por um período prolongado. É justamente nesse ponto que Janaina Riva se ateve nas conversas de bastidores e em discursos de plenário. A necessidade prevaleceu sobre o interesse político.

 

"Considero uma vitória a todos os pais e mães cujos filhos possuem esses déficits de aprendizado. O governador vetou a minha lei depois de aprovada com a alegação de que geraria custos ao Poder Executivo. Mas ela pode ser aplicada de forma gradual e com mudanças simples como por exemplo a aplicação de prova oral paras as crianças identificadas com dislexia. Ao meu ver não era falta de dinheiro, mas sim falta de vontade. Os deputados entenderam isso e votaram junto comigo pela derrubada do veto. Agora a lei vai automaticamente para publicação e passa a vigorar", comemorou a parlamentar.

Divulgação

Deficit de atenção

 Sala de aula é fundamental para identificar o problema e encaminhar a criança para terapias e atenção especial

Consta do texto da lei que o Proap será  implantado com a finalidade de contribuir para a promoção da aprendizagem dos alunos da rede estadual de educação por meio de identificação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos alunos com distúrbios de aprendizagem e déficits visuais e auditivos. Sabe-se que esse transtorno não tem cura, mas, se cuidado, a criança pode ter uma vida normal. “O tratamento precoce evita o acúmulo de prejuízos e problemas ao longo do tempo e possibilita que a criança desenvolva o seu potencial”, observou janaina.

"O tratamento precoce evita o acúmulo de prejuízos e problemas ao longo do tempo e possibilita que a criança desenvolva o seu potencial", observou Janainal

"Pela lei serão as seguintes ações da Proap de assistência aos alunos, a serem realizadas em complementaridade de uma em relação às outras a identificação, no ambiente escolar, dos casos prováveis de distúrbio de aprendizagem e déficit visual ou auditivo, o diagnóstico e tratamento, bem como o acompanhamento do desempenho escolar pós-tratamento. Vale lembrar que consideram-se distúrbios de aprendizagem a dislexia, a síndrome de Irlen, os distúrbios de aprendizagem relacionados à visão – Darvs, a disgrafia, a discalculia, a disortografia, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH, entre outros", lembra a parlamentar. Segundo ela, auxílio de uma equipe multidisciplinar é imprescindível nesses casos.

 

AMBIENTE ESCOLAR

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) acomete mais de 400 milhões de pessoas no mundo, mas ainda é pouco conhecido e seus sintomas são facilmente confundidos ou banalizados.

 

Quanto à dificuldades de aprendizagem na escola é importante saber como funciona o ambiente. Esse espaço é sistematizado, organizado; as informações dentro do meio escolar são estritamente articuladas e apresentam um grau de complexidade que vai do simples para o mais denso. Daí a importância de se implantar uma política de atenção na rede pública de ensino.

 

Ela demonstra dificuldade em prestar atenção ao que é exposto e, diante desse sistema escolar, a criança precisa de dois tipos de concentração: a seletiva e a sustentada. Vale dizer que o pequeno não consegue equilibrar esses dois lados, pois ela tem uma grande oscilação de atenção. O resultado, então, é a distração. O aprendizado fica defasado por conta disso. “A criança com esse tipo de transtorno apresenta um ritmo diferente das outras. Então, não podemos considerar que ela vá aprender dentro de uma sala de aula sem um especialista para atendê-la. Felizmente, o bom senso venceu”, finalizou Janaina Riva.

 


Fonte: Portal Mato Grosso

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